Garage Salvaje! Drákula, Human Trash e Desgraçado no Woods.

Hoje (21/03) a ChopSuey Discos e a Trashcan Records apresentam no Woods em Campinas/SP a festa “Garage Salvaje” com as bandas: Drákula (diretamente do inferno com “I” maiúsculo), Human Trash e Desgraçado!

Noite garage rock com pitadas de surf music a partir das 23 horas!!
Vai ficar de fora dessa?

 

Good Coffee!

Muzzarelas faz show de reunião em Campinas!

Após dois anos longe dos palcos a banda Os Muzzarelas está de volta em uma tour especial de reunião e se apresenta no bar Woods na próxima sexta-feira (22/11) em sua terra natal, Campinas/SP! (Maiores informações aqui!)

Com 20 anos de estrada e 7 discos lançados, a banda formada atualmente por Alexandre Garcia (Voz), Stenio ”Nióla” (Guitarra), Flávio Urbano (Guitarra), Victor “Lirão” (Bateria) e Daniel Etê (Baixo),  promete apresentar seus maiores sucessos regados a muita cerveja e suor! A abertura fica por conta do crossover do Don Ramón.

Ingressos antecipados estão sendo vendidos apenas na loja ChopSuey Discos (Rua Barreto Leme, 1250 – Centro), corra para garantir o seu!!

cartaz

Good Coffee!

Conheça a banda Don Ramón (Entrevistamos Artie Oliveira)

“Quatro garotinhos juvenis que comem coxinhas aos montes nesse mundão sem porteira, sô!”. É assim que se apresenta a banda campineira Don Ramón, formada por: Artie Oliveira (Voz), Pedro Lizard (Guitarra), Paulo Carvalho (Baixo) e João Cavera (Bateria).

Com influencias que vão do thrash metal ao punk rock, a banda se apresenta na próxima sexta-feira (22/11) no tão aguardado show de reunião da banda local Os Muzzarelas. (Maiores informações aqui)

Aproveitando essa ocasião especial conversamos com o vocalista Artie Oliveira que nos contou um pouco sobre a banda e seus planos para o futuro. Confira!

promoComo surgiu o Don Ramon? Conte um pouco da história da banda, shows, formações…

Cara… O Don Ramón começou pra valer no final de 2012, mas a banda já existia desde o final de 2011, que começou pelas mãos do Lizard, do Paulo e do Du, que era o segundo guita e que caiu fora um pouco antes da gente entrar em estúdio pra gravar o Fat Boy. Eu entrei lá por Janeiro e até o finalzinho daquele ano, a gente trocou duas vezes de baterista até o menino João Cavera assumir as baquetas!

Nesse tempo de estrada qual foi o show mais marcante?

Pra mim, foram dois: A estréia do Cavera em pleno CC, onde a gente tocou no meio de um Sarau em que geral tava assistindo, só que sem demonstrar muito interesse. Foi só a gente passar o som e eu dizer as seguintes palavras: “Nós somos o Don Ramón e eu só tenho um pedido a fazer: levanta todo mundo e chega mais!” que umas 300 pessoas ficaram em volta e meia dúzia de muleque pogando feito doido! E tocar com o Leptospirose no Autorock desse ano. Ponto!

O que você tem escutado atualmente e quais as principais influencias da banda dentro do cenário independente?

Atualmente? Tá indo de Ramones a Fear Factory, passando pelo Ratos de Porão, atravessando pelo Deftones e termina no Muzzarelas, que já virou paixão desenfreada pelos meninos e que me acompanha desde que eu tinha a idade deles. O cardápio de bandas que a gente escuta é bem variado: Eu escuto pra cacete Magüerbes, Huaska, Adrede, Coice de Mula, Trastrio, Alaska… O Lizard vai mais na onda do Leptospirose, Merda, Mukeka di Rato… O Paulo é mais puxado pra aquele “panque crássico” e num belíssimo dia ele descobriu o Lotus Rock A.D. ao mesmo tempo que apareceu uma pá de banda de Thrash Metal na vida dele, pique o Violator… Já o Cavera, por ser filho de doidão e tal, cresceu não só ouvindo, mas convivendo com todo mundo do Lethal Charge, Línguachula e do próprio Muzzarelas.

(Don Ramón – It’s a Fracture!)

Este ano a banda lançou o CD “Fat Boy Strikes Again!” e recentemente o EP “From The Past Come The Demos”. Quais os próximos planos da banda para o ano que vem?

Depois do Fat Boy e agora, do FTPCTD, que eu chamo carinhosamente de “Come-Beque”, a gente tem uns quatro shows pra fazer nesse final de ano e logo na sequência, é parar pra terminar de compor o disco e finalmente gravar a fita toda, uma vez que a gente já tem seis sons novos na manga e três deles, são as três primeiras faixas do From the Past!

Fora o Don Ramon você tem outros projetos, bandas? Fale um pouco sobre eles.

É meio engraçado isso, porque enquanto que metade da banda é marinheiro de primeira viagem, o Cavera veio do Reptilian Kids e eu hoje posso me considerar meio macaco velho, pois antes do Don Ramón, eu tive passagem por três bandas: Carcaça, Esgoto Social e o Mezcla. E tudo isso de 2007 até o presente momento. Fora o madruga, eu tenho uma banda de bubblegum que eu formei com o Covero, baixista do Carcaça e vocalista dos Defuntos Putridos, chamada Charlatones, mas que pela falta de ensaio, tá paradona.

Como você vê a o cenário independente de Campinas hoje?

Ainda se vê por aqui aquela coisa do “Anarco não se bica com SUB, que detesta a mulecada”, mas pela atual conjuntura de, citando “1991”: As bandas cover estão em todos os lugares, mas pra nossa sorte, têm muita gente se mobilizando pra reverter com categoria essa situação que eu acho, na moral, uma merda. O exemplo maior disso é o selo/coletivo lá da Vila Padre Anchieta, o Monstro, capitaneado pelo garoto Kikão Rezende.

donA próxima apresentação da banda em Campinas será ao lado dos lendários Os Muzzarelas. Qual a expectativa de vocês para esse show?

A expectativa tá gigante, Zazá! É um puta orgulho pra gente poder dividir o palco com eles, afinal né, o Don Ramón praticamente começou ontem. Não é só aquela sensação de “conseguimos”, como também é um sonho de pivete, pelo menos pra mim, porque nessa sexta, 22, faz exatamente cinco anos desde que eu pisei num palco de verdade pela primeira vez (com o Carcaça) e saber que isso vai acontecer de novo neste dia, com quase todo mundo que tava naquele Woods naquela época e ao lado da banda que te ensinou a como realmente ter uma banda, não tem preço que pague!

Espaço para falar o que quiser.

Nós somos o Don Ramón, quatro garotinhos do Hardcore que querem tocar Metal e nesta sexta-feira, teremos nosso Fatso’s Pack disponível à venda e, porra, vamos lá pra celebrar o rock campineiro, que na maioria das vezes bate na trave, mas sempre tá ali, batendo de frente pra que a fita toda continue acontecendo e, pra toda a mulecada nova no role: Enquanto “nova geração”, vocês têm mais do que a obrigação de continuar a porra toda, afinal, os tio véio uma hora vão se aposentar e cabe a vocês não deixar a coisa morrer, certo?!

(Escute Don Ramón aqui!)

Good Coffee!

Show: MagueRbeS, Test e Vjölenza em Campinas!

No próximo dia 15/11, sexta-feira, acontece no Woods em Campinas/SP o primeiro “NeySatanaFest” com a participação das bandas: Test (São Paulo), MagueRbeS (Americana) e Vjölenza (Belém).

Maiores informações aqui!

ney!

Good Coffee!

Festival Autorock 2013 anuncia programação (Entrevistamos Daniel Etê)

Foi divulgada essa semana a programação da sétima edição do Festival Autorock, o maior e mais importante evento destinado a música independente realizado na cidade de Campinas/SP.

O festival que será realizado esse ano entre os dias 08 a 18 de Agosto irá contar com inúmeras apresentações musicais, mostra de filmes e exposições de arte.

festival autorock 2013 cartaz_campinas

Entre as principais atrações musicais que estarão presentes este ano no festival estão as bandas: Mukeka di Rato, Rock Rocket, Polara, Drákula, Lisabi, Leptospirose, Hutt, Cólera e Corazones Muertos.

Confira aqui a programação completa e um breve papo que batemos com Daniel Etê, principal articulador e organizador do evento, que nos contou um pouco sobre a história do festival, curiosidades e muito mais! Confira.

Etê, como surgiu a ideia de criar um festival nesse formato? Conte um pouco da história do Autorock e como foram suas primeiras edições.

A ideia de fazer o Autorock veio em 2003, pois queríamos fazer uma comemoração dos 10 anos do primeiro Juntatribo e também porque a cidade estava bem parada, sem nada para fazer e sem nenhum lugar fixo aonde as bandas que gostávamos pudessem tocar… Ok, tinham algumas festas do Sergio Kapeta, mas eram só umas duas ou três por ano. Essa edição foi muito importante, pois ajudou a reunir o público de rock subterrâneo da cidade que andava bem disperso. No ano seguinte, 2004, copiamos descaradamente o Cardápio Underground de Bragança Paulista e adotamos o formato atual com exposições, mostras de vídeo, etc.

As duas primeiras edições rolaram no saudoso Centro Cultural Evolução. Em 2005 conseguimos um apoio da Secretaria de Cultura que disponibilizou a Estação Cultura para os shows gratuitos. Depois ficamos dois anos sem fazer o festival por algum motivo que não me lembro agora e voltamos em 2008 e 2009, pulamos mais um ano e fizemos outra edição em 2011 também com 10 dias. Quem sabe um dia role uma versão de um mês do festival, quem sabe?

Mas basicamente o Autorock é isso; um lugar para festejar, encontrar os amigos, conhecer gente nova, ouvir novas bandas, matar a saudade das bandas velhas e se divertir para caralho, afinal de contas vivemos disso.

Cartaz "Autorock 2003"

Cartaz “Autorock 2003”

Nessas seis edições, qual foi, na sua opinião, o momento ou o show mais marcante?

Durante uma época alguns oportunistas resolveram cooptar uma boa parte do público que juntamos para servir a seus próprios propósitos mequetrefistas. Eles tinham muito dinheiro para trazer bandas comerciais e alugar grandes sistemas de som, mas como já dizia o Lótus Rock: ”O rock and roll não se compra num Supermercado, muito menos num Shopping Center”. Então o show das Mercenárias em 2005 teve um gostinho especial de vingança já que lotamos a Estação Cultura sem ter nenhuma banda mainstream manjada e fizemos a divulgação com flyers silkados em papel craft pelos nossos comparsas do SHN. O show do Cólera na estação também foi a realização de um sonho adolescente, já que quando eu era um muleque de merda não rolava nada parecido por esses lados.

Esse ano o festival irá contar com a participação de inúmeras bandas de peso, entre elas: Polara, Hutt, Mukeka di Rato, Rock Rocket, Corazones Muertos , Leptospirose entre outras… Saindo um pouco do papel de organizador e olhando como expectador, qual show você está mais ansioso para assistir no festival desse ano?

É muito corre, corre e apesar da ajuda fundamental que está rolando de pessoas como o Renan (Trashcan Records) e da sua também, nunca consigo relaxar a bundinha e curtir o barato numa boa como eu gostaria.

Você tá querendo cagar na minha caveira né Zazá? Seria um relaxo com todas as outras bandas se eu disser qual é a minha preferida. Ok eu tenho uma ou algumas, mas não conto pra ninguém.

 

Por quais locais o Autorock vai passar esse ano?

Esse ano o Autorock ira passar pela DisORder, Casa São Jorge, Kabana, MIS, Biblioteca Municipal, Bar do Zé, Woods, Pista de Skate do Pe. Anchieta, Centro de Convivência, Carriero Estúdio e pela primeira vez na Concha Acústica do Taquaral.

Fale um pouco sobre o “AutoTrash”, a mostra de vídeos e curtas que acontece esse ano no festival.

AutoTrash é uma mostra de cinema/vídeo barra pesada, coisa fina mesmo. Temos material que faz com que o Lars Von Trier pareça com a Glória Perez. Carlos Reichenbach, Petter Baiestorf, Ivan Cardoso, Fernando Rick & Marcelo Appezato, John Waters, Shuji Terayama entre outros. A curadoria foi feita por Gurcius Gewdner, cineasta especialista em cinema doentão, da trashera ao experimental… Nossos filmes explodem feito dinamite!

Maiores informações sobre a mostra aqui.

E sobre as exposições?

Também gostamos de arte né? Mas nada de quadros de cavalos, vinho branco e mindinhos em riste por aqui. Vão rolar 3 exposições, a primeira na Galeria DisORder comigo, Filipe Guimarães (vulgo Valdomiro Mugrelise), Gui França e mais alguns convidados. Tem também uma de caricaturas homenageando Woodstock no Carriero Estúdio, outra do Vicente Magalhães na Biblioteca Municipal e a já clássica troca de desenhos do Carlos Dias na Casa São Jorge rolando paralelamente no dia do show da sua banda, o Polara.

daniel ete

Há alguns anos a cidade foi tomada por um marasmo criativo que deu vida a uma infinidade de bandas cover. Como você vê o cenário independente e autoral da cidade hoje? Você acredita que houve uma renovação?

Aqui sempre foi o paraíso de bandas covers e roqueiros covers, por outro lado sempre tivemos bandas duronas e persistentes em seus trampos autorais que cagam e andam para o que a maioria das pessoas acham. As coisas sempre se renovam de uma forma ou de outra, sempre existe o povo que não se conforma com o que está acontecendo e parte para cima feito um capeta. Um exemplo disso é o Lisabi que contrariando quem insiste em dizer que tocar músicas próprias não leva a lugar nenhum e que o negócio é apostar num repertório de canções consagradas pelo senso comum meia boca, acabou de chegar de uma tour pelos EUA.

Certa vez você disse: “Campinas é a cidade das bandas que batem na trave” (Se referindo a uma infinidade de ótimas bandas que surgiam na cidade, mais que por algum motivo acabavam não vingando ou simplesmente desapareciam do dia pra noite). Atualmente qual banda que você vê como destaque em nossa cena local? Alguma aposta?

Cagando na minha caveira de novo Zazá? Eu disse isso quando estava bem breaco, foi tipo uma piada de mal gosto duvidoso, mas é uma forma de ver a falta de apoio que rola para muitas bandas aqui. Já vi gente gravando ótimos trampos e fazendo shows monstruosos que sempre acabaram sendo ignoradas por uma boa parte do público da cidade. Azar desse público, eles que se fodam, sou feliz por ter visto o Grease fazer um dos shows mais animalescos do planeta no finado Ozz, com direito a vinho tinto com o gargalo quebrado, com sangue pelo palco e distorção para caralho, sou grato por ter visto o Anger que era o nosso Criptic Slaugther nos idos de 1988 assim como o Enforcer que era o nosso metal church, me diverti para caralho vendo as Lunettes e os Violentures no antigo e roqueiro Bar do Zé fedendo a fritura véia, curti uma onda  hippie barãogeraldense com o Astromato, dormi capotado na entrada do Soho com muito orgulho, poguei no show do Ofence com a aba do boné para cima, fiz guerra de tortas de creme de barbear enquanto o Lucrézia Borgia encerrava o Juntatribo II, sai na porrada com uns playboys idiotas que queriam zoar as garotas do No Class (aliás eu apanhei para caralho naquele dia), vomitei ao som do Quasimodo Traça Jaguadarte enquanto o Japoneis Black Flag tocava trompete feito um doente.

Me amarro na cultura rock obscura local, acredito no potencial, já vi isso acontecer, vivi essa porra  toda. A piada das bandas que batem na trave tem a ver com o fato de nenhuma banda local ter feito sucesso comercial, mas isso não importa, quem faz sucesso comercial é gente tipo a Sandy e Junior ou qualquer outra coisa jabazenta dessas. Essa terra foi injusta até com o Carlos Gomes, mas nem por isso ele parou de compor.

Aposto em todas as bandas que tocarão e nas que já tocaram no Autorock, aposto em bandas que ainda não foram escaladas para o festival, aposto em qualquer um que enrola cabos sujos de vômito as 5 da manhã depois de um show para 15 ou 20 cabeças, em gente que faz suas próprias canções e sua própria história, por mais torta que possa parecer.

drakula

Espaço para você falar o que quiser.

Quero agradecer a um monte de gente que nesses 10 anos, desde o primeiro Autorock até hoje, me deram um puta dum auxílio colossal:

Nicolas e suas ideias lazarentas, Walkyria por todo o amor, apoio e pelas broncas, você Zazá por assim como eu acreditar em todo esse povo torto, ao Renan, Cacá Toledo meu primeiro parceiro no festival, ao Paulão Shetara e ao mestre Camilo, Kátia e Marino, Gabriel Rapassi, Ney Carrasco, toda a produção do saudoso Valvulado, Artur Ramone, Luiz Fernando Carioca o rei do baile, Gláucio da São Jorge, Chistian Camilo, ao Ney o Satã, ao Denis do som que esperou 6 meses para receber, Kikão comendatore do Pe. Anchieta e sua gang, Artie “trimilique”, Backstage Produções, Riva Rock, Bazar Clube das Pin Ups, Rodrigo Grease e a mais alguém que eu possa ter esquecido porque eu tenho uma memória de galinha.

Mas agradeço principalmente por todas as mais de 100 bandas que já tocaram no Autorock e a todo o público presente, agradeço também a uns malas que nunca foram ao festival, mas também não fizeram a menor falta, muito pelo contrário.

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL AUTOROCK 2013

 QUINTA-FEIRA – 08/08

19h – Abertura da Exposição “Auto” com Filipe Guimarães, Gui França, Daniel Ete e convidados.

Show com a banda: Malvo

Entrada: Gratuita
Local: DisORder – Rua General Osório, 1565 – Cambuí

21h – Show com as bandas: Polara (SP) e Mullet Monster Mafia (Piracicaba) + “Troca de Desenhos com Carlos Dias – Ao Seu Alcance”

Entrada: R$ 12 (até as 22h) – R$ 15 (após as 22h)
Local: Casa São Jorge – Av. Santa Izabel, 655 – Barão Geraldo

Polara

SEXTA-FEIRA – 09/08

19h – Show com a banda: Desenmascarado

Entrada: Gratuita
Local: Centro de Convivência de Campinas – Cambuí

21h – Show com as bandas: Bad Motors (Sorocaba) e Black Needles (SP)

Entrada: R$ 12 homem / R$ 8 mulher
Local: Kabana Bar – Av. Dr. Romeu Tortima, 485 – Barão Geraldo

SÁBADO – 10/08

16h – Show com as bandas: Human Trash (SP) e Wasted Pido (Itália)

Entrada: Gratuita
Local: Carriero Estúdio – Av. Barão de Itapura, 2043 – Guanabara

22h – Show com as bandas: Hutt (SP), No Sense (Santos), Flash Grinder (Joinvile) e Slag (Paulínia)

Entrada: R$ 15
Local: Woods Music Bar – Rua Erasmo Braga, 6 – Bonfim

22h – Show com as bandas: AQUëLES! e Corazones Muertos (Argentina)

Entrada: R$ 12
Local: Bar do Zé – Av. Albino J.B. de Oliveira, 1325 – Barão Geraldo

Corazones Muertos

DOMINGO – 11/08

16h – Show com as bandas:  Leptospirose (Bragança Paulista), Shame (Paulínia) Ohw Shit! (Americana), Ragar, Moby Dick e Don Ramon

Entrada: Gratuita
Local: Praça Integração – Av. João Paulo II – Padre Anchieta

SEGUNDA-FEIRA – 12/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

O M da minha Mão (Carlos Reichenbach, 1979, 9 min)
Fuscão Preto – O Trailer (Fellipe Mattei Usa, 2 min, 2007)
War (Gurcius Gewdner, 6 min)
Cannibal Commando (Fellipe Mattei, Itália, 2 min)
Almoço na Relva (Gurcius Gewdner, 2013, 7 min)
Eu Caí da Ponte: Jorge Timm & Os Ilegais (Petter Baiestorf, 2012, 3 min)
Deus o Matador de Sementinhas (Petter Baiestorf, 1997, 2 min)
Desagradável (Fernando Rick & Marcelo Appezato, 2013, 120 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

TERÇA-FEIRA – 13/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

Émotion (Nobuhiko Obayashi, Japão, 1966, 39 min)
DR (Felipe Guerra/Joel Caetano, 2011, 10 min)
Encarnaccion del Tinhoso (Petter Baiestorf, 2009, 7 min)
Arrombada – O Trailer (Petter Baiestorf, 2007, 5 min)
Four for One Yard ( Inessa Kovalevskaya , Rússia, 1967, 10 min)
O Coelho 2 (Elloi Mattar, 10 min)
Mamilos em Chamas (Gurcius Gewdner, 60 min)
Ninjas (Dennison Ramalho,2011, 25 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

 

QUARTA-FEIRA – 14/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

United Trash (Christoph Schlingensief, Alemanha, 1995, 60 min)
Meat Love (Jan Svankmajer, 1 min)
X is Y (Richard Kern, 2 min)
Koneko Monogatari II – As Novas Aventuras Sexuais de Chatran & Zimmer Rumo as Profundezas do Inferno e da Solidão do Matrimônio (Gurcius Gewdner / Masanori Hata, Japão/Brazil, 1986/2013, 90 min)

+ Amyr Cantusio improvisa “Drákula” de Bela Lugosi

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

QUINTA-FEIRA – 15/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

No Smoking (John Waters, 1 min.)
The Mongreloid (George Kuchar, 9 min)
Private Life of a Cat (Alexander Hammid, Musicado por Os Legais & Willie Kampff, 22 min)
Eu Sou um Pequeno Panda (Gurcius Gewdner, 6 min)
Amor & Tara (Ivan Cardoso, 1971, 4 min)
Cannibal Lovecaust (Felipe Mattei, Itália, 1980, 3 min)
The Spot (Terry Gilliam, 1963, 2 min)
Filme Politico (Petter Baiestorf, 1 min)
Freddy Breck Ballet (Gurcius Gewdner, 11 min)
O Cinema é uma Arte Estranha (KZL, 2012, 6 min)
Heart of the World (Guy Maddin, 6 min)
Hardcore Dandies (Gurcius Gewdner, 2012, 15 min)
Video Pirates (Robert K Eiss, Usa, 1987)
The Son of the Invisible Man ( Carl Gottlieb, Usa, 1987, 5 min)
As Incríveis e Maravilhosas Fitas Proibidas & Secretas de Dick Magoon (1971 / 2013, 57 min)
Dez Anos sem GG Allin (8 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

22h – Projeto Mopemuca

Show com as bandas: Bandidos da Luz Vermelha e Trambique 77

Entrada: R$ 12
Local: Delta Blues Bar – Av. Andrade Neves, 2042 – Jardim Chapadão

22h – Show com as bandas: Lisabi

Entrada: R$ 5
Local: Casa São Jorge – Av. Santa Izabel, 655 – Barão Geraldo

Leptospirose

SEXTA-FEIRA – 16/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

The Cage (Shuji Terayama,Japão, 1964, 11 min)
Zoo (Bert Haanstra, Holanda, 1962, 11 min)
Dia de Ano (Gurcius Gewdner, 2005, 25 min)
Let Your Fans Be Your Distributor! (Lloyd Kaufmann, Usa, 2012, 12 min)
Filmes são seus Amigos (Gurcius Gewdner, 2013, 2 min)
Erivaldo, O Astronauta Místico (Gurcius Gewdner , 2013, 6 min)
Zombio 2: Chimarrão Zombies  (Petter Baiestorf, 2013, 83 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

22h – Show com as bandas: Cólera (SP), Zumbi Radioativo (Americana) e Labataria

Entrada: R$ 17
Local: Woods Music Bar – Rua Erasmo Braga, 6 – Bonfim

SÁBADO – 17/08

15h – Show com as bandas: Aeromoças e Tenistas Russas (São Carlos), Revoltz SP (Americana), Maquina Voadora e Monotone Grey

Bazar Clube das Pinups + Feira de Vinis

Entrada: Gratuita
Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

21h – Show com as bandas: Ultravespa (Goiânia) e Footstep Surf Music Band

Entrada: R$ 12 homem / R$ 8 mulher
Local: Kabana Bar – Av. Dr. Romeu Tortima, 485 – Barão Geraldo

Mukeka di Rato

DOMINGO – 18/08

14h – Show de enceramento com as bandas: Mukeka di Rato (Espírito Santo), Rock Rocket (SP), Gasolines (SP), MagueRbes (Americana), Motor City Madness (Rio Grande do Sul), Adrede (Indaiatuba) e Drákula

Discotecagem: DJ Krypton

Entrada: Gratuita
Local: Concha Acústica – Lagoa do Taquaral – Av. Dr. Heitor Penteado, Portão 2 – Taquaral

Maiores informações na pagina oficial do festival no Facebook: www.facebook.com/festivalautorock

programação autorock 2013

programaçao autorock 2013 (2)

(click nas imagens acima para visualizar a programação completa)

 

Good Coffee!

MaueRbeS 18 anos! (Entrevistamos Haroldo Paranhos)

Na próxima sexta-feira, 01/02, acontece no WoodStock Music Bar em Campinas/SP o show com as bandas MagueRbeS (Americana/SP), Leptospirose (Bragança Paulista/SP) e Drákula (Campinas/SP) a partir das 23 horas.

Aproveitando o clima desse grandioso evento batemos um papo com Haroldo Paranhos, vocalista da banda MagueRbeS, que nos contou um pouco sobre os 18 anos de estrada da banda, a gravação do novo disco “Vila Rica”, projetos entre outras coisas. Confira!

cartaz

Conte um pouco sobre esses 18 anos de estrada da banda. Como surgiu o MagueRbeS, primeiras formações, shows, doideiras.

Começamos a fazer um som juntos em 94, em Americana/SP, tudo muleque ouvindo Ratos, Sepultura e Muzzarelas…  A cena de bandas alternativas, selos independentes, skate, crossover, grunge, Mtv, tudo aparecendo junto dava uma perspectiva loca pra gente correr com isso. Sim, vários se foram, voltaram ou só passaram e dentre todas as formações acredito que a atual é a mais comprometida, nesse processo muito se aprendeu e grandes amizades foram consolidadas, a gente sempre foi bem porra loca e buena onda, acredito que isso fez nossa caminhada ser cheia de boas oportunidades, aventuras, risadas e o mais importante com a música unindo os bons amigos! Criando e produzindo sempre!

Qual a maior furada que vocês já entraram nesses 18 anos? E qual foi o show que mais marcou a trajetória da banda?

Furada? Ahhh! (risos) estamos sempre esperando o melhor, preparados pro pior (risos) uma banda independente nacional no mínimo tem que ter uma coleção de boas furadas, faz parte da boa constituição dessa amizade saber driblar bem isso e que no fim tudo vira boas piadas. Shows importantes dependem muito da ocasião, eles marcam algumas fases da banda, por exemplo: Circadelica em Sorocaba, Goiania Noise, tour Mercosul… Eu particularmente prefiro os esquemas mais informais no chão, sem palco e dando bastante risada!

Vídeo: MagueRbeS – Controle

Ao longo desses 18 anos a banda lançou diversas demos, coletâneas e agora está chegando ao seu quinto álbum de estúdio intitulado “Vila Rica”.  Fale um pouco sobre esse novo trabalho. Onde foi gravado? Quem participou?

Quando começamos a tocar, participar de coletânea era o único jeito de fazer intercambio de shows e ter material pra vender em merch, isso nos fez ter boas experiências em diferentes estúdios até começarmos a nos entender quanto a linha de som… Esse novo trabalho vai ser um vinil 7 polegadas com 4 musicas, é um projeto que temos faz tempo e que conseguimos viabilizar agora, desde composições, letras e arte, tudo conectada, bem conversada e bem planejada. A arte está sendo feita pelo Xoxu com o suporte de impressão em silk screen do Studio SHN, serão 300 copias, o disco foi gravado no segundo semestre de 2012 no estúdio Lamparina em São Paulo pelo Guto Gonzales e masterizado pelo Hospede. Está um trabalho bem sincero, uma experiência bem foda em nível de sintonia e dedicação de toda equipe! Acredito que estará em nossas mãos logo no inicio de Março.

Há algumas semanas atrás aconteceram as filmagens do primeiro vídeo clipe de divulgação do novo disco. A música escolhida foi “Bela Vista”, presente na coletânea “Chivetorama 2”. Como foram as filmagens e quando será lançado esse material?

Essa música foi a primeira que fizemos pro disco novo, ela também é a última música do disco. “Bela Vista” fala do olhar otimista em relação aos desafios da vida e como isso te ajuda na conquista dos seus valores… Estamos gravando faz um tempo com o Marcelo Fazolin (SHNtv), Bruno e Goy Almeida da “Polemica VP”, a ideia é fazer um registro de varias situações que a gente tem no cotidiano, principalmente com amigos! Acho que sai um pouco antes do disco…

(Escute “Bela Vista” aqui)

capa final

Capa: “Vila Rica”

O cenário independente de Americana sempre foi referencia no interior e na capital, muito disso se deu pela união do MagueRbeS e do coletivo de arte SHN. Fale um pouco sobre essa parceria e sobre os demais projetos em que o SHN está envolvido.

A gente vem das mesmas experiências de vida, repartimos muitas coisas juntos, pra quem é do interior sabe que juntar um monte de loco pra fazer merda é 2 minutos… Muito do movimento no cenário em Americana vem de bons amigos de diferentes bandas e de diferentes contatos que foram se estruturando, como em outros lugares também tem uma ou outra época em que esse movimento esta mais frio, mas nunca para! O SHN tem muito do funcionamento de banda independente e sempre correu junto com varias bandas e artistas e sempre que sobra uma brecha a gente arma uma junto, geralmente essa mistura funciona… Serigrafia, adesivo, pôster, vídeo web, tattoo, confecção, arte, produção de eventos, etc, etc, etc. A ideia é sempre juntar uma boa turma pra dar boas risadas de uma maneira simples e saudável!

E seus demais projetos paralelos? Fale um pouco sobre eles.

Difícil te falar de algo especifico porque eu tenho um problema de que não consigo parar de armar alguma coisa (risos), mas te adianto que com o MagueRbeS já estamos gravando um segundo disco pra essa serie de EPs, logo sai dois vídeos e também estamos marcando bastante show… Com o “Cuspe” estamos com disco em estúdio pra terminar, com SHN também estamos correndo pra projetos de ações e outras experiências artísticas de produção gráfica e também de continuar aplicando alguns artworks pelas ruas do nosso mundão, também corro com uma produtora de projetos artísticos que chama Coletivo Rua que faz trabalhos bem diferentes com vários artistas.

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Campinas e varias outras cidades do interior foram tomadas por um marasmo criativo nos últimos anos em relação a música independente. Poucas bandas legais surgiram, muitas bandas boas acabaram. E em Americana? Como andam as coias por lá? Bandas, shows.

Eu acho que nossa região é violenta de produção cultural, pode ser que as vezes isso fica mais morno, mais quente, mas a gente tem uma puta infra boa, cidades próximas… Quanto as bandas, tem muita coisa véia que ainda tá ai bem a milhão e também uma mulecada que está chegando com força e isso me inspira, curto esse processo, acho que tem  muito a ver com saber se virar no meio, quem trabalha vê resultado, quem espera nunca alcança. Americana tem uma mulecada quebrando, fazendo festa, tocando, trazendo banda, acho saudável já que o “faça você mesmo” tá ai pra todo mundo e não tem cartilha ou regra pra isso. Sempre acho que pode melhorar, mas te digo que já fui pra vários lugares e é difícil encontrar algum lugar como nosso querido 019…

O que você tem escutado ultimamente? Quais bandas poderia recomendar?

Toys That Kill, Renegades of Punk, Garage Fuzz, Estudantes, Deftones, Trash Talk, Title Fight, El-p, Aesop Rock, Jjdoom, Hot Water Music, Converge, Pinback, Trail of Dead, NOFX, Jimmy Cliff, Cheap Girls, Make do and Mend, Everytime I Die, Circa Survive, Silversun Pickups, OFF!, Fucked Up, Blackpool Lights, Lyricson, Bob Mould, Bad Brains, Death Grips, Japandroids, Minus the Bear, Dinosaur Jr, Betercore, Le Almeida, Tomahawk, New Order, Chuva Negra…

Espaço para você falar o que quiser

Muito obrigado pela oportunidade do bate papo, um grande salve a vocês meus amigos, vamos mantendo contato! E parabéns pelo suporte e fortalecimento da produção independente! Nóis fiiii!

Good Coffee!