Arquivo in Sônia: Mafalda – Ao vivo no Sesc Campinas (2004)

No final da primeira metade dos anos 2000, Campinas/SP borbulhava em um verdadeiro caldeirão de novas bandas e excelentes músicos, nessa época surgiram bandas como The Blue John Incident, Makazumba, All Jokers, Shame, Infinity entre muitas outras que mais tarde dariam origem a bandas como Golfo de Vizcaya, Thriven e Nova Pasta.

Na época o principal reduto alternativo e ponto de encontro dessas bandas era o Centro Cultural Antimatéria onde aconteciam a maioria dos shows desse período. Em meio a esse turbilhão cultural surgiu uma banda que segundo sua vocalista, Carol Teracine “teve a duração de um espirro”, essa banda era o “Mafalda”.

mafaldaO grupo que contava ainda com a participação de Gabriel Duarte (baixo e voz), Eduardo Miranda (guitarra) e Lucas Penha (bateria), gravou em 2004 provavelmente seu único registro captado durante uma apresentação ao vivo no Sesc Campinas.

Confira abaixo duas músicas retiradas dessa apresentação.

Confira aqui também uma entrevista que realizamos com Carol Teracine em 2013.

Good Coffee!

Conheça Golfo de Vizcaya (Entrevistamos Sylvio Scarpeline)

O ano de 2013 começou com uma grande surpresa vinda de Campinas/SP, a banda Golfo de Vizcaya, formada por integrantes e ex integrantes de bandas como Shame, Makazumba, Cardiac, Meia Lua e Soco, Slasher entre ontras, conta com uma sonoridade visceral, dissonante e cheia de personalidade.

Confira aqui um vídeo exclusivo da banda para o Café in Sônia e uma breve entrevista que realizamos com Sylvio Scarpeline, guitarrista e vocalista, que conta um pouco de como surgiu esse novo projeto.

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Como surgiu a ideia de formar o Golfo De Vizcaya?

Na verdade surgiu de um ensaio que não deu certo. Eu (Sylvio) junto ao Bruno e Laércio estávamos esperando os outros integrantes do “Meia Lua e Soco” chegarem, e eles não chegaram (risos) . Resolvemos então fazer um som para aproveitar o ensaio, e de repente estávamos compondo a musica “Eulina”. Daí para frente foi só achar um batera, que foi a parte mais difícil.

E o porquê do nome?

A principio estávamos com alguns nomes para aprovação, e o “Golfo de Vizcaya” era um nome que tinha agradado quase todos da banda. Procurando pelo Google achei a foto de um barco tirada no próprio golfo pelo fotografo Manuel Hérnandez, e nos acabamos gostando tanto da foto que não só adotamos o nome do local como também usamos a foto para capa de apresentação da nossa banda.

Quais são as principais influencias da banda?

Acho que todos nós escutamos muitas coisas. É difícil falar uma referencia porque até mesmo as bandas que mais gostamos não têm muito a ver com o Golfo. Eu particularmente acho que tem muito Smashing Pumpkins ali, mas um fã de SP pode falar que não consegue visualizar alguma influencia deles na banda. Mas algo que seguimos, e acredito que todos integrantes compartilham da mesma opinião, é seguir a proposta sonora de bandas como Sigur Rós e Pink Floyd. Talvez nem tanto o Taddei que entrou mais tarde na banda, mas os outros integrantes acredito que sigam a mesma ideia.

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Há planos de um disco completo?

É um sonho acho que de toda banda, E a concretização de uma obra. single é legal, mas parece ser um quadro pintado pela metade sabe?!
Mas a musica “Eulina” deu muito trabalho para ser finalizada, então acredito que vamos manter lançando singles. No final vamos montar um Box com as faixas demos e alguns sons só com a parte instrumental para “vender”. Mas nada realmente definido

E shows? Quando vão começar a rolar?

Acredito que logo, estamos no momento criando mais musicas e é um processo bem demorado. Nosso objetivo é ter um repertório de uns 30 minutos, chegando nesse tempo já vamos tentar arrumar contatos para fazer show.

Como andam os demais projetos dos integrantes da banda? Cardiac, Meia Lua e Soco, Shame, outros…

Dos integrantes só dois tocam em outras bandas; o Taddei (Slasher) e o Bruno (Shame e A Fantástica Madame).
O Slasher esta para lançar o novo single deles que particularmente achei ANIMAL. E tanto o Shame como a Madame estão se preparando para entrar no estúdio e gravar um novo CD.

Impossível não relembrar do Makazumba, banda local que você integrou na primeira metade dos anos 2000. Por onde andam os integrantes? Não há chance de um show de reunião da banda?

Acho que não, o Danilo (Biro) mudou de pais, o Guilherme (Hits) faz faculdade em outra cidade, o Guilherme (Vocal) mora hoje na cidade de Paulina, por Campinas mesmo só eu e o Humberto.
Mas eu hoje não tenho esse desejo de tocar. Talvez aconteça, mas muito difícil falar.

Vídeo promo “Golfo de Vizcaya”

E seu trabalho com produção e gravação de bandas? Conte um pouco sobre ele.

Trabalhei dois anos no estúdio do Ricardo Piccoli e não tive experiência melhor. Aprendi muita coisa, principalmente dentro da gravação. Aprendi muito com as bandas, as ruins e as boas, todas tinham algo para passar e acrescentar sem falsidade. Gravei diversas bandas da região que infelizmente não tenho mais contato. E acredite o cliente da música é o pessoal mais bacana de se trabalhar, porque aquilo ali para muitos é um sonho, e você percebe a empolgação misturada com a ansiedade que eles transmitem.
Infelizmente o Piccoli mudou de pais e eu acabei deixando o estúdio. Hoje eu só estou pegando alguns trabalhos de edição de áudio e gravando projetos pessoais. Mas aqui em campinas tem estúdios muito bons. A música “Eulina” foi gravada no estúdio do Mario Porto em Barão Geraldo e no Sincopa, eu recomendo os dois sem sombra de duvida.
Mas espero voltar a trabalhar com áudio em um estúdio. E só para não deixar passar queria agradecer o Fernando Quesada, ele me ensinou quase tudo que sei sobre áudio, foi um cara que me ajudou muito.

Fora a música você também atua na área de produção áudio visual, certo?

É o que eu estou focando no momento, a minha formação foi em cinema. Mas estou retomando esse tempo que parei para estudar áudio, então estou pegando alguns projetos pequenos para trabalhar. Esse mês mesmo vou gravar o clipe de uma banda que chama “Sonora”, vai ficar bem bacana.

Como você vê a cena local atualmente em relação a shows, bandas e casas destinadas a música independente?

Olha sinceramente estou um pouco por fora, o motivo é simples: as bandas novas não me atraem (com exceções). Simplesmente porque eu não sinto ali que eles estão fazendo um som porque gostam disso, e sim estão lá porque eles querem colocar nas suas redes sociais que tem uma banda! No estúdio mesmo tinha banda que cada mês gravava uma música de um estilo diferente…
E as casas de show só tem rolado cover. Não vejo problema em cover porque alguns eu vou, mas sabe quando você fica olhando a banda tocar e pensando: Tá legal, mas me mostra algo novo… Só que isso não é culpa da banda, ou da casa de show, ou do publico, e sim de diversos fatores que acredito, mas não falarei aqui porque iria prolongar muito a resposta.
Mas comparado com antigamente a estrutura é bem melhor, ridiculamente melhor. Mas hardcore é hardcore, e o que gostamos é ir no “Quintal do Gordo” e fazer um show com muito esforço de todos, principalmente dos organizadores! (e acredite, era muito bom, não existe ironia no que falo).
Só que o lance é que quem organiza os eventos de hardcore muitas vezes faz pela paixão, e para mim falta juntar a paixão com o negocio, ou seja, ele tem que ganhar grana para fazer o evento. O organizador precisa ganhar para pagar as bandas e pagar seu trabalho. Só que isso esbarra no gasto do aluguel de equipamento e até mesmo do próprio lugar. O Brasil não é o país do rock e muito menos do hardcore, acho que falta então um acordo melhor entre as partes envolvidas (dono da casa de shows, organizador e banda) para todos saírem ganhando. Mas tudo é um sonho.
Tudo é discutível e eu posso estar velho demais (risos). E só para deixar claro tudo isso é sobre a cena de campinas, de outras localidades só quem é da cidade para saber.

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Quais bandas você poderia citar como destaque atualmente na cena de Campinas?

Com certeza Slasher , Blue Barrel, Thriven, uma que nunca mais ouvi falar que é Teatro Asfalto, AQUëLES!… Tem outras que não vou me lembrar, mas essas bandas são as que eu gosto, o som me agrada. Mas tem outras bandas de destaque que tem um som de altíssima qualidade como o Lisabi, Huaska, Drákula, Cardiac e entre outras.

Espaço para você falar o que quiser.

Queria agradecer três pessoas, A Ricardo Piccoli que foi quem mixou e martirizou a música “Eulina”; A Danilo (Biro) que compôs quase que toda a batera da música; e Gustavo Lima por me ajudar no período da finalização da música.

Good Coffee!

Thriven disponibiliza videoclipe de “Greedy”

A banda Thriven (Campinas/SP) disponibilizou na última quinta-feira (03/01) via Youtube o videoclipe da música “Greedy”. Confira!

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Good Coffee!

Documentário “Autorock – Sexta Edição”

A produtora Sinistro Studio disponibilizou essa semana via YouTube o documentário “Autorock – Sexta Edição”.

O vídeo com cerca de 60 min conta como foi edição de 2011 do “Festival Autorock”, tradicional festival destinado a cultura independente realizado anualmente na  cidade de Campinas/SP.

Confira o vídeo na integra abaixo!

 

Good Coffee!

AQUëLES! disponibiliza EP “Ao Vivo no Bar do Zé!”

A banda local AQUëLES! (Campinas/SP) disponibilizou essa semana via TramaVirtual o EP: “Ao Vivo no Bar do Zé!”

O EP virtual (captado dia 06/09 no lendário Bar do Zé em Campinas/SP) conta 19 faixas, sendo 7  inéditas, como: “Sexo Oral Na Lagoa Do Taquaral”, “Maomé Quer” e “Jesus, Sujeito Transitivo” que estarão presentes no próximo álbum da banda.

Click aqui e confira a performance ao vivo  dessa banda cheia de espontaneidade e falta de vergonha na cara!

Good Coffee!

Resenha: Thriven, AQUëLES! e PigSOUL (Campinas, 06/09/2012)

No último dia 06/09 (quinta-feira) aconteceu no Bar do Zé em Campinas/SP a segunda edição da gig “Café in Sônia Apresenta!” que contou com a participação das bandas Thriven, AQUëLES! e PigSOUL.

Confira abaixo uma breve resenha sobre essa noite total rock!

“A noite (de quinta-feira) estava bem quente, propícia para rever alguns bons e velhos amigos e tomar aquela cerveja gelada.

Já passava da meia noite quando a banda AQUëLES! surgiu no palco especialmente decorado com diversos cartazes “alternativos” resultantes de uma promoção realizada pela organização do show. A banda começou quente com um bloco de músicas mais puxadas para o metal (embora poucas delas tenham passado de 1 minuto de duração) e incluiu ao longo do set várias músicas que estarão em seu próximo disco. A resposta do publico foi bem variada, alguns cantando e dançando, enquanto outros ficavam apenas observando , tentando entender aquele rock´n´roll gritado, visceral e de poucas notas. A apresentação ainda teve direito à participação especial do guitarrista Sidão, da banda Thriven, na música “Na Lata”. Em 40 minutos de show foram executadas 25 musicas e ponto.

Hora de respirar, fumar um cigarro e pedir outra cerveja… O melhor ainda estava por vir!

A banda Thriven sobe ao palco, talvez a banda mais esperada da noite por todos os presentes (bom, pelo menos por mim).

O Thriven (que coloco sem medo ao lado de grandes bandas de Campinas como Muzzarelas, Violentures, Lisabi, entre outras) não decepcionou e fez uma apresentação impecável. Vocal perfeito, guitarras precisas, bateria marcante,  uma verdadeira experiência para todos os presentes no Bar do Zé. Um dos momentos auge do show foi durante a execução da música “Bully”, single do recém lançado álbum “Bag Of Scumbags”, onde grande parte da platéia foi ao delírio com direito a cusparadas de cerveja e tudo mais.

Outro momento muito legal na apresentação foi a homenagem surpresa que a banda preparou para o baterista Gigante, que irá deixar país ainda esse ano por conta de uma viagem de estudos.

O show chegou ao fim com um gostinho de quero mais…

Mas a noite ainda não havia acabado… A banda PigSOUL subiu ao palco quase às 2 horas da manhã e ferveu a pista com seu rock doido e experimental, contando mais uma vez com a cozinha formada por Boni e Gigante, do Thriven. Uma viagem necessária para finalizar a noite de todos em grande estilo.

Com certeza uma noite daquelas que ira ficar para sempre na memória de muitos que ali estavam!”

Good Coffee!

Café in Sônia Apresenta: Thriven, AQUëLES! e PigSOUL

Como  prometido, dia 06/09 (quita feira, véspera de feriado), o Café in Sônia orgulhosamente apresenta o show das bandas Thriven, AQUëLES! e PigSOUL no Bar do Zé (Campinas/SP) em comemoração dos 3 anos de atividade do blog!

Click aqui e confira a promoção que está rolando na pagina do evento no FaceBook!

Nos vemos lá!

Good Coffee!

Café in Sônia completa 3 anos!

Hoje (17/08) o Café in Sônia está completando 3 anos de vida e ao longo desses 3 anos publicamos e divulgamos aqui inúmeras matérias sobre exposições, shows, bandas, vídeos (e vídeo clipes), entrevistas… Enfim, de tudo um pouco sobre o nosso cenário independente local e nacional!

Para comemorarmos  essa data tão querida preparamos algumas surpresas para presentear todos aqueles que de alguma forma (ou não) sempre nos acompanharam durante todo esse tempo!

A primeira “surpresa” é a coletânea virtual “Café in Sônia – 100% Roça Stars” que conta com algumas das bandas que mais apoiamos, escutamos e amamos!

Estão presentes nesta coletânea as bandas: Slag (Paulínia/SP), Leptospirose (Bragança Paulista/SP) e as pratas da casa: Coice de MulaThrivenDrákulaAQUëLES!LunettesScarlett O’HaraLisabi e Muzzarelas!

Aperte play para ouvir!

A segunda novidade acontece dia 06/09 (quinta-feira, véspera de feriado), é a segunda edição do “Café in Sônia Apresenta!” comemorando os 3 anos do blog! O show que será realizado no Bar do Zé (Campinas/SP) ira contar com a participação das bandas Thriven, AQUëLES! e Pig Soul!

Nas próximas semanas divulgaremos aqui maiores informações!

Mais uma vez obrigado por acompanhar o Café in Sônia e como já é de custume…

Good Coffee!