Os Estudantes lançam clipe de “Olhos Azuis”

A banda carioca Os Estudantes disponibilizou no último dia 15/03 o videoclipe da música “Olhos Azuis”, que estará presente no split 7″  com a banda capixaba Merda e será lançado via Läjä Records. “Olhos Azuis” foi gravada ao vivo e mixada no Estúdio Superfuzz no Rio de Janeiro por Gabriel Zander. Confira aqui o resultado!
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Resenha: Bourbon Festival 2014 (Paraty, 23, 24 e 25/05/2014)

Texto: Raphael Sanchez (Rio de Janeiro)

No final de semana do dia 23 de maio, rolou a sexta edição do já consagrado Bourbon Festival, em Paraty, no RJ, que todo ano reúne grandes nomes da música mundial, em especial grupos de jazz. Eu botei a barraca de camping nas costas e fui até lá numa jornada em busca de paz espiritual e buscando novas inspirações para estes ouvidos já cansados de tanto barulho de carro, gritos e buzinas dessa vida maluca na cidade grande.

Paraty é uma cidade que fica a 258 km da capital do Rio de Janeiro, e fica muito próxima à divisa com o estado de São Paulo. É famosa por suas ruas de pedra irregulares, que foram projetadas levando em conta o nível do mar (quando o mar sobe, parte das ruas se alaga) e seu centro histórico, de arquitetura típica do Brasil Colônia, além de ser cercada de Parques e Reservas ecológicas. A cidade tem uma aura quase bucólica, embora na arquitetura das casas e das ruas dá pra se sentir um espírito de marinheiros, marujos e piratas, típico de sua história – Paraty havia sido no passado um importante ponto na logística de transporte do ouro que havia sido descoberto na época, em Minas Gerais; posteriormente seu porto foi usado para o tráfico ilegal de escravos e para escoamento da produção de café do Vale da Paraíba. Hoje as casinhas históricas do centro abrigam albergues, pousadas, restaurantes, bares, museus, lojas de artesanato e cachaçarias.

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Paraty: Vista da baía

Sexta-feira (23/05)

Cheguei em Parati por volta das 15h da sexta. Após montar minha barraca no camping, fui rapidamente para a Praça da Matriz, onde estava montado um dos palcos, para observar como o evento se desdobraria pelas estreitas e irregulares ruelas do centro histórico de Parati.

A cidade ainda estava um pouco vazia no final da tarde de sexta-feira, o que começou a mudar no cair da noite. Por volta das 20h00 a região da Praça da Matriz já estava bastante crowdeada e quem quisesse ver o show de perto já deveria garantir seu lugar próximo ao palco – embora o espaço fosse vasto. Às 21h00 começou oficialmente o Festival com o show do orgulhosamente brasileiro Hermeto Pascoal, transpirando musicalidade ao entrar triunfantemente no palco já na segunda canção. A simpatia de Hermeto é contagiante e assim também é sua música, que é composta por absolutamente qualquer tipo de objeto com o qual se possa fazer barulho – incluindo uma chaleira e três porquinhos de pelúcia (!). Entre das experimentações do show havia uma peça escrita por Pascoal chamada “Entrando pelos canos” na qual uma música era tocada pelos músicos usando canos (tipo de PVC) de diversos tamanhos, numa experiência quase tribal. Entre os destaques do show, uma música que se parecia com uma experiência de sapateado misturada com percussão, batendo nas coxas, literalmente, batucada e embalada pela voz doce da ótima Aline Moreno.

Na sequência veio o Zé Ricardo com seu samba groove que chegou a lembrar Jorge Vercilo, com o perdão da possível ofensa. O show foi bom e contou com a presença de Simoninha, que tocaria no dia seguinte.

A produção do festival parecia um pouco afobada e desatenta, com um narrador que anunciava os artistas e se exaltava tanto que não dava pra ouvir o que estavam dizendo. A câmera que fazia as imagens projetadas no telão por diversas vezes “comia bola” e perdia o foco dos artistas. Mas isso foram só detalhes que não foram suficientes para prejudicar a qualidade do evento. O som estava excelente e dava pra ouvir com clareza todos os instrumentos, sem microfonias ou qualquer pormenores deste tipo.

Sábado (24/05)

No dia seguinte levantei cedo, tomei um café preto e fui novamente em direção ao centro histórico, para descobrir o que o segundo dia de festival reservaria para os presentes.

Como já rezavam as lendas, neste dia a maré estava cheia e eu pude presenciar o clima da cidade com suas ruas tomadas pela água do mar.  Um breve passeio pelo centro (que de breve não tem nada, graças à dificuldade de se caminhar na irregularidade das pedras das ruas) se revelou um sutil desafio, já que o caminho só podia ser feito pelas calçadas que não haviam sido completamente inundadas, e para se atravessar a rua (ou o rio) era preciso contar com uma ponte improvisada pelos locais.

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A aventura de se caminhar por Paraty na maré alta

Já no centro, em alguns pontos haviam mini-palcos onde se apresentavam artistas de vertentes do Jazz Nova Orleans, como Mustache e os Apaches e Big Chico. Pelas ruas do centro histórico, a Orleans Street Jazz Band desfilou sua música como se em uma procissão, e em diversos locais da cidade – como já no primeiro dia – podia se ver certa diversidade de artistas “independentes”, que não faziam parte da programação oficial do evento.

Neste dia o evento principal teve seu início às 16h, desta vez no palco Santa Rita, localizado bem ao lado da baía, em frente à – pasmem – igreja de Santa Rita. Um lugar ainda mais bucólico que as ruas desniveladas e as casas do tempo de colônia do centro histórico. Dali dava para se ver o cais, com dezenas de barcos. O cenário era incrível e estava à altura dos eventos que ali se desenrolariam.

Quem abriu o show neste dia foi o português The Legendary Tiger Man, que faz um rock n roll cru e um pouco hipster. Normalmente solitário no palco, tocando sua guitarra semi-acústica sentado e levando a bateria com os pés, desta vez um baterista o acompanhara, o que deu ainda mais energia às suas músicas com um jeitão de rock mais clássico.

Na sequência, os brasileiros do Deep Funk Session foram os representantes do funk tradicional. Com muito groove e pegada, uma cozinha extremamente precisa, uma dupla de metais que se complementava a cada frase e um teclado furioso, a banda resgatou com excelência o jazz funk mais tradicional. O baixista não tirava o sorriso do rosto e contagiava com a sua simpatia, e dava o tom do que  esse festival representa: músicos tocando com a alma, melodias preciosas e arrepios na espinha a cada compasso. Pra quem é apaixonado por música, é algo valioso, que faz o coração bater mais forte.

Fechando a primeira metade do dia no palco Santa Rita, vieram os também brasileiros do Hammond Grooves que, como o nome denuncia, tem como protagonista o clássico órgão Hammond B3 de Daniel Latorre. Com um grande foco nas músicas autorais, a banda fez seu Jazz Soul cheio de influências dos grandes clássicos do “jazz organ ensemble” e com pitadas de influência de ritmos brasileiros, encerrando a primeira parte do dia de festival com grande estilo.

A segunda parte do dia reservava o que para muitos era a grande banda a se apresentar no festival, e não é pra menos: a Preservation Hall Jazz Band é um dos grandes nomes do estilo tradicional de jazz de Nova Orleans, cidade onde nasceu o Jazz, e como o nome já diz, busca preservar a memória desse estilo tão tradicional. Diversos grandes músicos já passaram pela banda, que já tem mais de 50 anos de estrada.

Qualquer palavra é insuficiente para descrever o som do Preservation Hall. Só ouvindo (e assistindo) pra ter ideia do quão especial é a música desses caras.

Shemekia Copeland trouxe um pouco de blues para o festival, logo após o Preservation Hall. Com uma voz poderosa, a nova-iorquina fez um show bem energético e com uma energia um pouco diferente do que estava rolando até então.

Fechando a noite no palco da Matriz, Wilson Simoninha, filho de Wilson Simonal, com seu Samba Soul cheio de suingue.

Domingo (25/05)

O último dia de festival foi bastante breve para mim pois ainda havia de pegar o ônibus de volta para o Rio – uma viagem de aproximadamente 5 horas. Acabei só assistindo a um dos shows.

Andy Mckee ao vivo é exatamente aquilo que se houve no disco. A sensibilidade parece ainda mais apurada. Mesmo as músicas mais difíceis são tocadas com a mesma vibe que se pode ouvir nas gravações. O som de Andy foi considerado folk pela produção do festival, e acho que talvez seja descrição que mais se aproxima. Na verdade, esse músico faz um som bastante diferente, misturando percussão (feita por ele próprio no tampo do violão) com um estilo de violão quase clássico e técnicas diversas como tapping e harmônicos. Uma música pra relaxar, para sentar e ouvir com a alma. Se tivesse sido o último show do festival, haveria fechado com chave de ouro na minha opinião. Como foi o último show pra mim, foi exatamente o que aconteceu. No final do show, Andy ainda fotografou o público (estranho não ter tirado uma selfie).

publico

O pixel verde no lado direito sou eu

No dia ainda tocaram o violoncelista Jaques Morelembaum com seu Cello Samba Trio, grupo que faz releituras de clássicos do samba e bossa nova em uma pegada meio clássica, creio que devido ao espírito que traz o som do violoncelo; estes fecharam as atividades do palco Santa Rita.

Já no palco da Matriz, rolaram os shows de Patti Austin, uma cantora norte-americana de Jazz e R&B; e fechando o Bourbon Festival, a excelente banda de Swing Jazz e Rockabilly, Big Time Orchestra, que contou com a presença ilustre de Tiago Abravanel (sim, ele é neto do Silvio), que ficou mais conhecido pelo Rio por sua atuação vocal no espetáculo de teatro Vale Tudo – Um musical de Tim Maia.

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Zander (RJ) lança “EP’tizer” com músicas inéditas!

Os cariocas da banda Zander lançaram essa semana via Spidermerch, “EP’tizer”, seu novo e mais recente trabalho.

O novo EP com 5 faixas inéditas e “Viva A Rapaziada!” (faixa que até então estava disponível apenas em vinil no Split com a banda Dead Fish), foi gravado e mixado no estúdio SuperFuzz de propriedade de Gabriel Zander, guitarrista e vocalista da banda. A capa ficou por conta do artista plastico (e também baixista da banda) Marcelo Cunha!

O EP tem como objetivo ser um aperitivo para o novo disco de músicas inéditas que a banda está preparando para lançar ainda este ano!

Confira abaixo “EP’tizer” na integra disponível também para audição online!

zander - ep'tizer

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Banda Plastc Fire (RJ) disponibiliza “CidadeVelozCidade”

A banda carioca Plastic Fire disponibilizou essa semana para audição e download seu novo disco, “CidadeVelozCidade”, que será lançado em formato físico ainda esse semestre pelos selos Urubuz Records, Spidermerch Brasil e Burning London Sounds.

O disco que conta com 12 faixa foi gravado, mixado e masterizado por Gabriel Zander no estúdio SuperFuzz no Rio de Janeiro entre os meses de Out/2013 e Jan/2014.

Confira abaixo “CidadeVelozCidade” integra!

capa plastic fire - cidadevelozcidade

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Bichano Records disponibiliza a coletânea “Diários Emocionais vol​.​2”

O selo independente carioca Bichano Records disponibilizou essa semana em sua pagina no Bandcamp a coletânea “Diários Emocionais vol​.​2” que reúne 11 bandas que transitam do post-hardcore, screamo ao post/math-rock e shoegaze.

O disco é uma versão brasileira da coletânea “Emo Diaries” que a gravadora Deep Elm Records lançou do final dos anos 90 até o final da segunda metade dos anos 2000.

capa diários emocionais  A coletânea que estará disponível em breve no formato físico CD e K7, conta com a arte de Amanda Oliveira (Depoisdoutono) na capa. Para adquirir a sua cópia entre em contato com o selo via Facebook! (E click aqui para escutar e baixar a “Diários Emocionais vol​.​1” lançada no começo do ano)

Confira a coletânea na integra para audição e download abaixo!


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Escute Aqui: Menores Atos lança Animalia

A banda carioca Menores Atos formada por Cyro Sampaio (guitarra/voz), Luis Felipe Fabris (baixo/voz) e Ricardo Mello (bateria/voz) lançou de forma virtual na última segunda-feira (10/02) seu novo disco intitulado Animalia.

menores atosProduzido, gravado e Mixado no estúdio Super Fuzz no Rio de Janeiro por Gabriel Zander o disco ainda conta com a participação especial de Reynaldo Cruz (vocalista da banda Plastic Fire) na faixa “Tragédia Circular“.

Confira esse excelente trabalho na integra aqui!


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Banda Bebê Ostra do Rio de Janeiro lança “Freio Frouxo”

A banda carioca Bebê Ostra, formada por Marcelo Adam (ex-Zander), Leonardo Mitchell e Marcelo Cunha (ambos das bandas Zander e Malni), disponibilizou essa semana via Bandcamp seu primeiro EP intitulado “Freio Frouxo“.

O EP conta com 8 faixas e foi gravado e mixado por Elton Bozza e masterizado por Gabriel Zander no Estúdio Superfuzz no Rio de Janeiro.

Confira abaixo na integra!!
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Bazar Clube das Pinups completa 7 anos em edição especial!

O já tradicional Bazar Clube das Pinups que acontece periodicamente na cidade de Campinas/SP (e que já passou por cidades como São Paulo e Rio de Janeiro) completa este mês sete anos de atividade!

Confira abaixo a programação completa da edição especial que acontece no próximo dia 24/11, domingo, no Club 88 (Jockey Club Campineiro). Confira aqui também uma breve entrevista que realizamos em 2012 com Milena Carlström, idealizadora do bazar.

bazar clube das pinups20 Stands (Novos Estilistas) – Acessórios – Brechó – Beachwear – Objetos de decoração – Culinária.

Exposição “Último Tango em São Paulo” por Alan Queiroz
Workshop de maquiagem com Glenda Borini (Maquiagem para as pinups de plantão!) inscrição gratuita no local, (15:00h as 16:00h).

Djs convidados: CindyLensi, Vicente Perrotta, Henrique Nunes, Thiago Cabral Junqueira Mendes, Bruno Urvanegia, DjKid, Paloma Lopes Toledo Correa.

Serviço:
Data: 24 de novembro, domingo.
Horário: das 14:00h as 22:00h.
Local: Club88 – Av Thomás Alves, 39 – Centro – Campinas
Hostess: Pepa Bones
Entrada: R$ 5,00

Maiores informações click aqui!

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