Macaco Bong libera streaming de novo álbum

Texto: Talita Bristotti.

A banda Macaco Bong disponibilizou no YouTube o streaming completo do álbum “Macumba Afrocimética”. Lançado no final de abril, esse é o terceiro disco do grupo e está disponível para download gratuito no site oficial. A banda aceita colaborações no esquema “pague quanto quiser” pelo disco.

1 promo“Macumba Afrocimética” foi produzido, gravado, mixado e masterizado pelo guitarrista Bruno Kayapy, único remanescente da formação original. Completam a formação atual Julito (baixo) e Daniel Fumega (bateria).

A banda se apresenta em Campinas no dia 3 de junho, no Bar do Zé. Ainda não há detalhes de preços e horário do show.

Escute o álbum abaixo:

Good Coffee!

 

Topysturvy em Campinas! (Entrevistamos Alexandre Lima)

No próximo sábado (27 de Abril) a excelente banda Topysturvy de Mogi das Cruzes/SP volta a se apresentar no Bar do Zé em Campinas/SP ao lado da banda carioca Malni que excursiona pelo interior de São Paulo neste final de semana.

Conversamos com o vocalista e guitarrista Alexandre Lima que nos contou um pouco dos planos da banda para esse ano entre outras coisas. Confira!!

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O Tupysturvy vem se destacando como uma das maiores revelações do interior paulista nos últimos anos. Conte como surgiu a banda, primeiros shows, formações…

A banda surgiu em 2005 formada por Alexandre Lima (eu) (guitarra e voz), Gustavo Rodrigues (bateria), André Marques (guitarra) e Guilherme Padovani (baixo). Ficamos com essa formação por mais ou menos 1 ano e meio. Após a saída do André e do Guilherme, o Athos assumiu o baixo e decidimos manter essa formação em trio que dura até hoje.

Essa é a segunda apresentação da banda no Bar do Zé (em Campinas/SP) certo? Qual a expectativa de vocês para o show de sábado (27/04)? 

Nós adoramos o Bar do Zé. Eu já havia tocado por lá com uma antiga banda minha, e essa vai ser a segunda vez com o Topsyturvy. Temos um puta carinho pelo lugar, o pessoal é incrível e os shows costumam sempre ser muito legais!

Essa apresentação é a penúltima data de uma extensa tour que vocês realizaram durante todo mês de Abril. Conte um pouco como foi (e está sendo) essa tour.

A gente tem rodado bastante. Desde o início do ano estamos com uma média de 2 shows por semana, o que na nossa atual situação é um número bastante significativo. Achamos fundamental para qualquer banda independente realizar o maior número de shows possível. Isso ajuda tanto na manutenção da performance ao vivo como na divulgação da banda. Fora o fato de que gostamos demais de tocar e isso pra gente não é nenhum sacrifício. Muito pelo contrário. É o que mais gostamos de fazer na vida, e quanto mais, melhor. 

promo

Quais os planos da banda ainda esse ano? Novas gravações, novos vídeos, tours? Já há algo planejado?

Vamos entrar em estúdio em maio pra gravação da segunda parte do nosso disco, chamado “Noises”. Já temos 5 músicas na net, e vamos completar com mais 5 para aí sim, prensarmos um material mais profissional.
Iremos gravar no estúdio do Chicão, que é baterista do La Carne, uma banda sensacional que somos fãs incondicionais. O estúdio é uma beleza só, e estamos bem ansiosos pra iniciar as gravações, apesar de ser um processo que eu particularmente detesto. Digo isso por mim, porque para o Gu e o Athos, creio que o processo não seja tão doloroso.
Depois que terminarmos as gravações, o plano é sair tocando pra tudo que é lado.

Recentemente vocês lançaram o excelente videoclipe “Thrash” que contou com sua direção e edição. Fale um pouco como surgiu a ideia para o vídeo? Quem mais participou da produção? E o gato Eurico?

A ideia surgiu em uma roda de cerveja entre nós três. Era pra ser um clipe com diferentes partes de corpos se misturando, mas quando começamos a gravar, a própria dinâmica da coisa foi nos levando para outro lado. 
No final, acabou ficando diferente do que imaginamos no início, mas o resultado foi muito satisfatório pra todos. Foi minha primeira experiência dirigindo, e espero que não seja a última. É uma linguagem que eu amo pra cacete e quero muito me aprofundar, sem nunca deixar o lado musical, que é a grande prioridade na minha vida. A produção foi realizada em parceria com a “APPA/Núcleo Cinergia – Interações Estéticas” e o “Laboratório do Coelho Grená”, que é uma micro produtora de vídeos. É o braço audio-visual do coletivo Poranduba, o qual nós três fazemos parte com mais 9 pessoas.

O Eurico é o meu gato, e mandou dizer que está muito atarefado para responder entrevistas no momento, mas adiantou que se for rolar outro clipe, quer condições mais dignas de um gato da sua estirpe, tal como camarim, ração de primeira, cama especial e mais bajulação.

 

Quais os planos da banda ainda esse ano? Novas gravações, novos vídeos, tours? Já há algo planejado?

Vamos entrar em estúdio em maio pra gravação da segunda parte do nosso disco, chamado “Noises”. Já temos 5 músicas na net, e vamos completar com mais 5 para aí sim, prensarmos um material mais profissional.
Iremos gravar no estúdio do Chicão, que é baterista do La Carne, uma banda sensacional que somos fãs incondicionais. O estúdio é uma beleza só, e estamos bem ansiosos pra iniciar as gravações, apesar de ser um processo que eu particularmente detesto. Digo isso por mim, porque para o Gu e o Athos, creio que o processo não seja tão doloroso.
Depois que terminarmos as gravações, o plano é sair tocando pra tudo que é lado.

Quais são as maiores influências da banda? O que vocês têm escutado?

Gostamos de bastante coisa. Não sei se consigo pensar de imediato em alguma banda que tenha sido referência direta na construção da identidade da banda. Obviamente os deuses do rock sempre serão referência, mas gostamos também de tomar referência por estilos, como jazz e suas vertentes, blues e música brasileira.

E em relação a música independente nacional? Quais bandas ou artistas novos você tem acompanhado e que poderia recomendar?

Pergunta complicada e perigosa, porque tem tanta gente boa que alguém pode ficar de fora por conta da minha falta de memória. Se eu esquecer de alguém, me perdoem, mas estou escrevendo exatamente às 16:20 da tarde.
Dando ênfase para as bandas de Mogi e região que estão na ativa: Hierofante Púrpura, Vício Primavera, Conte-me uma Mentira, La Carne, Sin Ayuda, Bangs, Infraaudio,Evora, Luzco, Polite.

Na sequência, várias bandas novas, mas que são de músicos velhacos na cena e extremamente competentes como: The September Guests, Formidável Morgana, Back in Bones, Robotnick, Psychotropics, Wrong.
Fora da região: Macaco Bong, Petit Mort (Argentina), Drama Beat, Espasmos do Braço Mecânico, Krias de Kafka, Núvens Invisíveis, Dr Mars, Nine Seconds Agression, curved, Hell’s Kitchen Project.

Sem dúvida nenhuma estou esquecendo de vários nomes. Não me levem a mal, por favor.

topsy

Falando em Mogi, como anda a cena independente por lá? Muitos shows e bandas novas rolando?

A cena de Mogi sempre foi muito intensa, com muitas bandas surgindo a todo momento. Esse ano sofremos duas baixas que ainda nem sabemos o quão significativas serão – para o lado negativo.
O Divina Comédia, que era um bar voltado para a música independente e uma grande referência para a cena local fechou as portas, e o Campus VI, outra grande referência, foi obrigado a interromper apresentações de música ao vivo em função de burocracias desnecessárias.
Em contrapartida, estamos correndo com novos espaços e os resultados tem sido sensacionais.
Falando em nome do coletivo Poranduba, digo que é um momento muito especial, pois estamos com um secretário de cultura totalmente aberto ao diálogo e disposto a ajudar no crescimento da cena, algo que nunca tivemos por aqui.

A cena de Mogi é bem insistente e está longe de ter um fim.

Espaço para você falar o que quiser.

“Information is not knowledge.
Knowledge is not wisdom.
Wisdom is not truth.
Truth is not beauty.
Beauty is not love.
Love is not music.
Music is The Best.”
― Frank Zappa

Para conferir a agenda e o trabalho da banda click aqui!

Good Coffee!

Promoção: Macaco Bong e Porcas Borboletas no Bar do Zé

Na próxima Sexta-Feira (12/10) e Sábado (13/10) o Bar do Zé e Coletivo Ajuntaê apresentam em Campinas/SP  a primeira edição do “Bloco – Festival de Artes Integradas” com a participação especial das bandas Macaco Bong (Cuiabá/MT) e Porcas Borboletas (Uberlândia/MG).

Afim de promover e divulgar esse evento imperdível nós do Café in Sônia juntamente com o Coletivo Ajuntaê laçamos hoje (10/10) uma promoção que irá sortear 2 ingressos, um para cada noite do festival!

Para concorrer basta responder a seguinte pergunta: O que Macacos, Porcas e Borboletas tem em comum?

As duas respostas mais criativas ganham, além de uma entrada para o festival, um “Vale Coletivo Ajuntaê” de R$ 10,00 para utilizar na banquinha que será montada no Bar do Zé durante as noites do Bloco!

É importante lembrar que a promoção irá sortear apenas 2 ingressos, um para o dia 12/10 e outro para o dia 13/10! E que as respostas validas serão apenas aquelas publicadas nos comentários deste post!

Então não deixe de participar e…

Good Coffee!

Café in Sônia Apresenta: Zander em Campinas (Entrevistamos Marcelo Adam)

Na próxima quinta feira (27/09) o Café in Sônia e o Bar do Zé orgulhosamente apresentam em Campinas/SP o tão aguardado show da banda carioca Zander!

A noite ainda conta com a participação especial da banda Shame (Paulínia/SP), um dos maiores nomes da cena local que volta aos palcos para apresentar as músicas que estarão presentes em seu próximo disco.

Confira abaixo a breve entrevista que realizamos com Marcelo Adam, baixista da banda Zander, falando de todo um pouco e principalmente “o que quiser!”

Em 2009 o Zander se apresentou pela primeira vez em Campinas exatamente na mesma semana em que o baixista Guta anunciava sua saída da banda. Quinta-feira (27/09) será a primeira apresentação da banda na cidade com a formação atual. Qual a expectativa de vocês para esse show no Bar do Zé?

Como sou eu (Marcelo) quem estou respondendo a entrevista, não posso falar muito do último que rolou no Bar do Zé, visto que ainda não tava tocando na banda – como você já bem disse. A expectativa é das melhores, velho. Venho, inclusive, correndo atrás desse show em Campinas já faz algum tempo, e boto uma fé que vai rolar legal pra caralho. Os caras já me disseram que o pico é bacana, que a rapaziada cola, e que a experiência deles lá foi muito boa, então, ainda que numa quinta à noite, o clima é de mais que completa arrebentação.

A banda está preparando seu segundo disco, certo? Em que pé está tudo? Ele sai ainda este ano?

Estamos com algumas ideias de como fazer isso. Ainda não está exatamente fechado. O certo é que terminaremos de gravar esse trampo até o final do ano e teremos um disco cheião com entre 12 e 15 músicas. A primeira parte já está praticamente toda gravada, 7 músicas. A segunda, começaremos no mês de novembro. Isso tem uma razão de ser, e em breve vocês saberão, mas, por ora, parafraseando José, o Estripador: “vamos por partes”.

Em relação às turnês da banda, ha planos de alguma fora do país?

Vontade existe. Às vezes conversamos – fiado – a respeito, mas é necessário um planejamento para que isso aconteça da melhor maneira possível, e no presente momento tá inviável de rolar. Mas quem sabe um dia.


O Rio de Janeiro sempre foi considerado um grande celeiro de bandas incríveis como: Estudantes, Rivets, Coquetel Acapulco, Autoramas, Canastra, Jason, Noção de Nada, entre muitas outras. Como anda a cena musical independente por ai atualmente? Alguma banda “nova” que poderia citar?

Eu não sei exatamente como era. Não vivi. Só escutei ou li. Não sou daqui, sou de Salvador. De lá eu poderia falar com – um pouco – mais propriedade, talvez. Mas sobre o que tá rolando aqui agora, tem muita gente brilhando no diamante doidão, sim, fazendo o negócio acontecer: rapaziada do Plastic Fire, Incendiall, Dioramma, 2 Portas, Malvina. O Jason continua aí firme e forte, com EP novo, diferentão, outra formação. Estudantes com disco novo vindo aí, Confronto também, De’La Roque, Bemônio, proporcionando uma sensação ao cidadão semelhante à de estar sentado no colo do Capiroto, Whipstriker só na d-beatzera. The Alchemists mais pospancão. Legal pra caralho. O Nipshot tá aí também, grande conjunto mitológico grego, são shows surpresa, você nunca sabe quando eles vão tocar realmente, o que é um PLUS em cada concerto. Tem o Deaf Kids nos crust fim do mundo, O Vazio, Te Voy a Quebrar. Isso não é necessariamente dentro da cidade do Rio, ok, mas tão aqui pelas redondezas. Olhe, bicho, bastante coisa, sim, viu? Dá pra ficar bastante tempo aqui conversando besteira.

E quais bandas nacionais você tem escutado ultimamente?

Elma – LP, Os Estudantes – Pedras Portuguesas na sua Cabeça, Macaco Bong – This is Rolê, Test – Árabe Macabre e Malni – Malni.

E entre as gringas?

Horisont – Två Sidor Av Horisonten, Thin Lizzy – Fighting, Bohren & Der Club of Gore – Sunset Mission, Windhand – Windhand e Miles Davis – Relaxin’ with the Miles Davis Quintet.


Marcelo, antes de entrar para o Zander você morava em Salvador, certo? Como você conheceu o pessoal da banda e como rolou essa sua vinda para o sudeste?

O Léo eu já conhecia lá de Salvador mesmo. De longa data. Ele morou uma cara lá. Já tocamos juntos, inclusive. O Bil e o Sanfoneiro eu conheci numa turnê no Nordeste que fizemos juntos: Noção de Nada, A Sangue Frio e Sétima Chance, banda de uns bróderes de Natal. Coincidentemente quando o Guta saiu da banda, eu já estava em Salvador numas de tentar alguma coisa fora da cidade, na área de música, que é uma parada que eu sempre me amarrei desde menino moço. Não teve muito mistério: encontrei um dia o Bil na internet, fiz uma brincadeira com ele que estava vindo pra cá tocar baixo no Zander – sempre toquei guitarra em todas as bandas que tive que não foram poucas, hehehe -, ele ficou amarradão, botou uma fé e em alguns dias eu já tinha me organizado totalmente pra cair pra cá e tocar o barco.

Espaço para você falar o que quiser.

Bem, primeiramente, “o que quiser”! Dito isso, brigadaço pela força aí, Zazá! Dia 27/09 todo mundo no Bar do Zé, dando esse apoio pra gente e pro Zazá aí, rapaziada, que tá dando a cara à tapa pra organizar essa bagaça. Claro que não é preciso dizer que a parada só continua rolando com geral comparecendo, não é? Já demorou tanto tempo pra voltarmos à cidade… Então cheguem mais aí que o bAgUlHO vAi SeR LoKo.

Para acesso ao material da banda: www.zanderblues.com. Abração!

Good Coffee!

Gritando HxCx em Vinhedo! (Entrevistamos Ritchie)

Quem não se lembra de clássicos como: “Velho Punk”, “ Terra da garoa”, “Ande de Skate e Destrua” que marcaram a cena punk no final dos anos 90?

Foto por: Wander Willian

Se sua resposta foi uma negativa provavelmente você nunca ouviu falar da banda paulista Gritando HxCx, ícone incontestável do punk rock nacional, que se apresenta no próximo sábado (13/11) no lendário Altas Horas Rock Bar em Vinhedo/SP.

Preparamos uma pequena entrevista com Ritchie, baixista e um dos fundadores da banda, que falou sobre influências, planos e cena independente. Confira!

O Gritando HxCx volta a se apresentar em Vinhedo após um longo período, por conta disso há uma certa expectativa em relação ao repertório do dia 13. Vocês pretendem focar a apresentação em seu novo trabalho “Fase Adulta” ou podemos esperar a execução de alguns dos muitos clássicos da banda?

Salve, galera! Então, em todos os nossos shows fazemos uma mescla entre o trabalho novo e o antigo. Músicas antigas nunca podem faltar e, aos poucos, vamos mostrando a pegada das músicas do “Fase Adulta”, um cd que ficamos bem satisfeitos com o resultado final.

A banda completou 15 anos de estrada entre muitas idas e vindas, formações e shows por quase todo país.Está nos planos do Gritando HxCx lançar algum material especial em DVD para comemorar essa trajetória?

Sim, com certeza! Já existem algumas imagens… Vamos mostrar imagens também da primeira fase da banda, essas ainda estamos atrás… O projeto já está em andamento, mas claro, não há previsão de lançamento ainda. Algo que já está engatilhado é um videoclipe de animação que está praticamente pronto, nesse último final de semana, vi 40 segundos de imagens do clipe. Ta bem loco! (risos) Sempre foi um sonho ver a gente em “desenho animado”. A música escolhida é do “Fase Adulta” e se chama “Dinheiro sujo”.

O clipe tá sendo produzido pelo Thiago Akira, que fez o clipe da banda Velocette. O Velocette pra quem não sabe é a banda do nosso amigo Edgar, ex batera do Gritando.

Quais as bandas nacionais que você tem escutado atualmente? E qual a sua opinião sobre essa nova e crescente cena que vem surgindo no meio independente?

Cara, a banda que mais pirei ultimamente é uma de música instrumental lá do Mato Grosso chamada Macaco Bong. Mano, pra mim sem duvida hoje é a parada mais interessante que eu ouvi. E pra você ver, não tem nada haver com punk rock. Cara, como sou bem eclético isso sempre ajudou e ajuda na maneira de eu tocar e contribuir mais com o som da banda, mas independente do que eu estiver ouvindo atualmente, nunca deixo de escutar o hard core das antigas e o punk rock, tanto as bandas nacionais quanto as gringas. Mano, quanto a nova cena independente, na real, to precisando me atualizar em relação a ela. (risos) Ta difícil encontrar bandas que tem como referência os Porcos Cegos, Street Bulldogs, Dead Fish, Ghc, Zumbis, Flicts, Questions, Agrotóxico, Nitrominds… Vixi cara muita banda boa que ainda ouço e que temos amizade. Mas cara, das bandas que conheci recentemente e que já tocamos juntos, sem média posso citar o próprio Fictícios que faz o punk rock muito bom e o os nossos amigos do Neocid de Campinas. Bandas que conheço há pouco tempo e são muito legais. Recomendo.

Como vocês vêem o cenário punk brasileiro atual? Ele está ou não está morto?

Esse lance de que o Punk está morto é conversada furada. Enquanto existirem bandas tocando é um sinal que tudo esta rolando ainda. E outra, o som que se faz aqui no Brasil sempre foi e será respeitado além das nossas fronteiras. Acho que a questão é desprender de modismos e acreditar no que se gosta de tocar. Haja vista bandas como o Cólera, Ratos de Porão, Garotos Podres estarem tocando. Bandas que são referencias pra nós e pra um monte de bandas que a gente conhece.

Espaço para vocês falarem o que quiserem

Bom, quero é agradecer a oportunidade de falar do Gritando, do cd novo, e espero que de alguma forma tenha colaborado com vocês! Apareçam no show de Vinhedo que vai ser muito bacana… Ah, o Decore vai tocar também! (risos) Da hora! Até sábado (13/11) galera! Apareçam, divirtam-se e prestigiem a cena local! Abraço a todos!

Good Coffee!

Dead Fish em Campinas (Entrevistamos Alyand)

Após um longo período longe dos palcos da cidade o Dead Fish, uma das mais importantes bandas do hardcore nacional, volta a se apresentar em Campinas/SP em um dos shows mais esperados do ano.

A banda formada por Rodrigo (vocal), Alyand (baixo), Philippe (guitarra) e Marcos (bateria) sobe ao palco do mítico Bar do Zé no próximo dia 17/09 (Sexta-Feira) para uma apresentação um tanto quanto histórica!

Para  entrarmos no clima deste tão aguardado show, nós do Café in Sônia preparamos uma pequena entrevista com Alyand onde falamos um pouco sobre as expectativas para o show, planos futuros, turnês e eleições. Confira:

O Dead Fish volta a se apresentar em Campinas após um longo período sem shows na cidade (e algumas tentativas frustradas nas mãos de outros organizadores). Qual a expectativa de vocês para esse show no lendário Bar do Zé?

É sempre uma expectativa nova retornar a uma cidade como Campinas, com tantas histórias e amigos que ali vivem. Ficamos muito felizes em poder retornar a cidade e ainda ser no Bar do Zé que é bem pequeno e nos retrata ao nosso inicio de carreira, que dê cara o sentimento e a troca de energia com o publico é muito maior, eu tenho certeza que será uma apresentação única!

Por conta dessa longa ausência de shows da banda na cidade há uma grande expectativa para o repertorio do dia 17. Vocês pretendem focar a apresentação em músicas de seu último (e ótimo) trabalho “Contra Todos” ou podemos esperar a execução de alguns dos clássicos da banda?

Vamos fazer uma leitura rápida da nossa carreira passando por todos os discos com os clássicos e ainda apresentaremos as músicas do nosso último trabalho “Contra Todos”. Não da para ficar tanto tempo sem tocar em uma cidade igual a Campinas e deixar de tocar os clássicos.

Há pouco tempo o Dead Fish fez uma pequena turnê pela Argentina e agora vai se apresentar em uma série de shows pelo território nacional ao lado da banda Shaila. Há planos da banda para uma próxima turnê internacional?

Isso! Nós nos apresentamos lá na Argentina em Novembro do ano passado, com o Ataque77 no Luna Parque (Buenos Aires) e mais quatro shows pela Argentina. A idéia é fazer esta turnê com o Shaila em Setembro que tem inicio no dia 17/09 aí em Campinas e termina na outra semana no RJ. Feito isso retornaremos a Argentina e mais quatro países com eles para uma turnê de mais ou menos 15 dias, mas sem data marcada ou algo confirmado, pois primeiro estamos focados nessa aqui.

A banda está próxima de completar 20 anos de estrada. Vocês têm planos de lançar algum material especial (DVD, CD, Vinil…) para comemorar essa trajetória?

Estamos conversando bastante sobre tudo, mas ainda não definimos nada. A nossa idéia inicial era lançar um DVD, mas esbarramos na dúvida do formado final e estamos tentando chegar a um resultado comum. Mas posso dizer que a idéia de um CD ou mesmo os dois juntos não foram descartadas. O que os fãs podem realmente esperar é que a banda está preparando material novo, inédito e certamente iremos presenteá-los com um algo que vai satisfazer a todos.

Quais as bandas nacionais que você tem escutado atualmente? E qual a sua opinião sobre essa nova e crescente cena que vem surgindo no mercado independente?

Eu não gosto de falar muito desse assunto, mas acho que o Brasil é um celeiro de bandas e sempre produzimos coisas boas. Então acho que não posso perder as minhas esperanças quanto a algo que vá me surpreender e me fazer sorrir! Tenho escutado bandas como Macaco Bong, o velho Mukeka di Rato, Confronto e muitas outras.

O Dead Fish sempre manteve uma postura política muito marcante em suas músicas. Aproveitando que estamos em ano eleitoral, qual a sua opinião sobre esse pleito que se aproxima? E qual o recado que a banda deixa para seu publico que é composto por uma maioria de jovens que irão votar pela primeira vez?

Bom, a minha opinião é individual e não da banda, mas eu estou bem preocupado, pois a cada pleito fica mais complicado e desesperador para o cidadão brasileiro. Aos 45 minutos praticamente das eleições eu só tenho preocupações em saber que tais candidatos podem melhorar o nosso país, estamos realmente perdidos! Mas ainda assim não totalmente derrotados! Então, peço que votem com muita consciência, pois isso vai fazer muita diferença para todos!

Espaço para você falar o que quiser.

Valeu a todos, obrigado pelo espaço! Vejam os garotos ainda estão aqui! Lutando por mudanças!!!

Good Coffee!