Nova Odessa promove 1º Festival Grito Rock

Texto: Talita Bristotti.

A cidade de Nova Odessa, na região de Campinas/SP, participa pela primeira vez do circuito oficial do Grito Rock. O festival será promovido no dia 12 de abril, de forma gratuita, na Praça José Gazzeta, na região central da cidade, a partir das 9h. A organização fica por conta do Folclore, projeto de fotografia de Robson Afonso.

grito rockSerão 12 horas de festival e a programação, que contempla música, arte, dança, teatro e fotografia, ainda está sendo definida pela organização. “Não existe evento que dê qualquer visibilidade aos artistas autorais de Nova Odessa. Desde que me lembro, a cidade é muito carente na área da cultura”, avalia Robson. “O Grito Rock é um evento com grandes dimensões e queremos fazer a cidade entrar neste circuito também, além de fomentar a cultura de Nova Odessa”, disse Robson.

Na parte musical, segundo a organização, estão confirmados grupos como Vitex, Roots Favela, Hurry up, Noarf, Ragar, La Makina, Espiral 8 e Eletro Doméstico e também shows acústicos do Meu Ano Fantasma, Bruno Menega e Caravana Delas.

O Folclore

O Folcore é um projeto pessoal de fotografia de Robson Afonso, que tem como objetivo principal mostrar a cena underground da região de Campinas. O projeto faz parte de uma rede de colaboradores de um selo chamado Gabiru Records, que visam criar uma rede de ajuda coletiva e de fomentação do rock autoral.

Para maiores informações sobre o 1º Grito Rock de Nova Odessa click aqui.

Good Coffee!

Confira aqui a programação completa do Festival Autorock 2014!

O tradicionalíssimo festival de música independente Autorock, que acontece todos os anos na cidade Campinas/SP, anunciou essa semana a programação completa de sua 8° edição que acontece entre os dias 11 e 21 de Setembro!

festival_autorock_2014

O festival que conta este ano com a apresentação de 49 bandas, uma exposição e uma mostra especial de curtas e filmes com a curadoria do mestre do cinema trash Petter Baiestorf, tem entre suas atrações musicais confirmadas as bandas: Dead Fish, Twinpines, Camarones Orquestra Guitarrística, Evil Idols, Seek Terror, Periferia S.A, Lisabi, Muzzarelas e atração internacional Belgrado (Espanha).

Participam do festival também as principais casas de show da cidade, entre elas: Bar do Zé, Sebastian Bar, Kabana Bar, Woods, Echos, Barril da Mafia, Quintal do Gordo, Rudá, Brazuca, Memphis além dos espaços públicos: MIS (Museu de Imagem e Som de Campinas), Praça Rui Barbosa, Pista de skate do bairro Padre Anchieta e Concha Acústica do Taquaral.

Confira a programação completa e detalhada do Festival Autorock 2014 e programe-se!

final_frente_prog

(Click na imagem para ver a programação ampliada)

final_tras_prog(Click na imagem para ver a programação ampliada)

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL AUTOROCK 2014

 QUINTA-FEIRA – 11/09

19h – Abertura da Exposição “Autorock”.

Show com a banda Twinpines

Entrada: Gratuita
Local: DisORder – Rua General Osório, 1565 – Cambuí

21h – Show com as bandas: The Violentures (Lançamento do CD “Red, Sex and Fire”), Footstep Surf Band, Modulares

Entrada: R$ 12
Local: Sebastian Bar – Rua Dona Maria Umbelina Couto, 79 – Guanabara

SEXTA-FEIRA – 12/09

21h – Festa SKAndalosa com as bandas: Ba Boom e El Kabong

Entrada: R$ 20
Local: Casa São Jorge – Av. Santa Izabel, 655 – Barão Geraldo

22h – Show com as bandas: Beyond the Grave, Violent Ilussion, Cicatrizes do Ódio e Metalizer

Entrada: R$ 15
Local: Woods Music Bar – Rua Erasmo Braga, 6 – Bonfim

twinpines

SÁBADO – 13/09

16h – Show com as bandas: Camarones Orquestra Guitarristica (RN), Evil Idols (PR), Labataria, Os Pontas e Malvo

Entrada: Gratuita
Local: Praça Rui Barbosa (Atras da Catedral) – Centro

22h – Show com as bandas: Ema Stoned e A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante

Entrada: R$ 12
Local: Bar do Zé – Av. Albino J.B. de Oliveira, 1325 – Barão Geraldo

22h – Show com as bandas: Desenmascarado e Belgrado (Espanha)

Entrada: R$ 15
Local: Echos – Rua Agostinho Pattaro, 54 – Barão Geraldo

DOMINGO – 14/09

16h – Show com as bandas:  Seek Terror, Horace Green e Gagged

Entrada: R$ 10
Local: Quintal do Gordo – Rua Sete de Setembro, 553 – Vila Industrial

camarones

SEGUNDA-FEIRA – 15/09

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Petter Baiestorf

Horário Nobre ou Banquete Para Urubus (Dimitri Kozma, 2012, 20 min.)
Confinópolis (Raphael Genuíno, 2011, 15 min.)
Mal Passado (Júlio Wong, 2013, 20 min.)
O Terno do Zé (Fabiano Soares, 2013, 21 min.)
Matadouro (Carlos Júnior, 2012, 70 min.)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

TERÇA-FEIRA – 16/09

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Petter Baiestorf

Gemini (Leandro Lopes, 2013, 5 min.)
Ia Dizer Que Voltei (Matheus Frazão, 2013, 30 min.)
Vamos La Camarada, Aperte a Mão do Coleguinha (Angelo Souza, 2013, 30 min.)
É Campeão (Lud Lower, 2014, 5 min.)
Entrei em Pânico 2 (Felipe M. Guerra, 2011, 82 min.)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

QUARTA-FEIRA – 17/09

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Petter Baiestorf

Trailer de Cleopátra 2 (Filmaralho, 2014, 5 min.)
Pressa de te Amar (Gurcius Gewdner, 2014, 3 min.)
AM-SP Punk Rock (Matheus Souza, 2012, 5 min.)
Sede (Cleiner Micceno, 2013, 15 min.)
Hard Rock Zombies (Krishna Shah, 1985, 98 min.)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

petter

QUINTA-FEIRA – 18/09

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Petter Baiestorf

Trailer de Zombio 2: Chimarrão Zombies (Petter Baiestorf, 2013, 2 min.)
O Boitatá (Helvécio Parente, 2013, 13 min.)
Freelance Ninjas – Primeira Classe (Mike Klafke, 2013, 30 min.)
O Colírio de Corman (Dick Magoon, 2014, 20 min.)
Pink Narcissus (James Bidgood, 1971, 64 min.)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

21h – Show com as bandas: Topsyturvy e Cheesehead

Entrada: R$ 15
Local: Barril da Mafia – Rua Dom Pedro I, 390 – Guanabara

22h – Show com as bandas: Instrumentalia e Sr. Macaco

Entrada: R$ 10 (até as 22h) R$ 15 (após as 22h)
Local: Rudá – Av. Santa Izabel,  490 – Barão Geraldo

lisabi

SEXTA-FEIRA – 19/09

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Petter Baiestorf

Six She’s And A He (Richard S. Flink, 1963, 47 min.)
La Nave de los Monstruos (Rogelio A. González, 1960, 81 min.)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

21h – Show com as bandas: F.U.B.E e Fantástica Maddame
+ Riva Rock nos vinis (Tributo a Jimi Hendrix)

Entrada: R$ 15
Local: Brazuca – Av. Santa Izabel, 800 – Barão Geraldo

22h – Show com as bandas: Kosmica, Hellgrass e Vermoon

Entrada: R$ 10 até as 22h45 após R$ 15
Local: Memphis – Av. Andrade Neves, 2042 – Castelo

SÁBADO – 20/09

15h – Show com as bandas: Bad Taste, Atitude!, RND, Cerkelétrika, Drakula, Porrada Solicitada

Entrada: Gratuita
Local: Praça Integração – Av. João Paulo II – Padre Anchieta

21h – Show com as bandas: Os Vulcanicos (RJ) e Chuck Violence (SC)

Entrada: R$ 12 homem / R$ 8 mulher
Local: Kabana Bar – Av. Dr. Romeu Tortima, 485 – Barão Geraldo

22h – Show com as bandas: Periferia S.A, D.E.R, Filhos Bastardos e VxOxSx

Entrada: R$ 15
Local: Woods Music Bar – Rua Erasmo Braga, 6 – Bonfim

dead_fishDOMINGO – 21/09

15h – Show de enceramento com as bandas: Dead Fish (ES), Muzzarelas, Lisabi, AQUëLES!, Don Ramón, Iodo, Slag, Dona HxCélia

Entrada: Gratuita
Local: Concha Acústica – Lagoa do Taquaral – Av. Dr. Heitor Penteado, Portão 2 – Taquaral

*Confira aqui a entrevista que realizamos em 2013 com Daniel Etê, idealizador do festival.

Good Coffee!

Resenha: Bourbon Festival 2014 (Paraty, 23, 24 e 25/05/2014)

Texto: Raphael Sanchez (Rio de Janeiro)

No final de semana do dia 23 de maio, rolou a sexta edição do já consagrado Bourbon Festival, em Paraty, no RJ, que todo ano reúne grandes nomes da música mundial, em especial grupos de jazz. Eu botei a barraca de camping nas costas e fui até lá numa jornada em busca de paz espiritual e buscando novas inspirações para estes ouvidos já cansados de tanto barulho de carro, gritos e buzinas dessa vida maluca na cidade grande.

Paraty é uma cidade que fica a 258 km da capital do Rio de Janeiro, e fica muito próxima à divisa com o estado de São Paulo. É famosa por suas ruas de pedra irregulares, que foram projetadas levando em conta o nível do mar (quando o mar sobe, parte das ruas se alaga) e seu centro histórico, de arquitetura típica do Brasil Colônia, além de ser cercada de Parques e Reservas ecológicas. A cidade tem uma aura quase bucólica, embora na arquitetura das casas e das ruas dá pra se sentir um espírito de marinheiros, marujos e piratas, típico de sua história – Paraty havia sido no passado um importante ponto na logística de transporte do ouro que havia sido descoberto na época, em Minas Gerais; posteriormente seu porto foi usado para o tráfico ilegal de escravos e para escoamento da produção de café do Vale da Paraíba. Hoje as casinhas históricas do centro abrigam albergues, pousadas, restaurantes, bares, museus, lojas de artesanato e cachaçarias.

paraty

Paraty: Vista da baía

Sexta-feira (23/05)

Cheguei em Parati por volta das 15h da sexta. Após montar minha barraca no camping, fui rapidamente para a Praça da Matriz, onde estava montado um dos palcos, para observar como o evento se desdobraria pelas estreitas e irregulares ruelas do centro histórico de Parati.

A cidade ainda estava um pouco vazia no final da tarde de sexta-feira, o que começou a mudar no cair da noite. Por volta das 20h00 a região da Praça da Matriz já estava bastante crowdeada e quem quisesse ver o show de perto já deveria garantir seu lugar próximo ao palco – embora o espaço fosse vasto. Às 21h00 começou oficialmente o Festival com o show do orgulhosamente brasileiro Hermeto Pascoal, transpirando musicalidade ao entrar triunfantemente no palco já na segunda canção. A simpatia de Hermeto é contagiante e assim também é sua música, que é composta por absolutamente qualquer tipo de objeto com o qual se possa fazer barulho – incluindo uma chaleira e três porquinhos de pelúcia (!). Entre das experimentações do show havia uma peça escrita por Pascoal chamada “Entrando pelos canos” na qual uma música era tocada pelos músicos usando canos (tipo de PVC) de diversos tamanhos, numa experiência quase tribal. Entre os destaques do show, uma música que se parecia com uma experiência de sapateado misturada com percussão, batendo nas coxas, literalmente, batucada e embalada pela voz doce da ótima Aline Moreno.

Na sequência veio o Zé Ricardo com seu samba groove que chegou a lembrar Jorge Vercilo, com o perdão da possível ofensa. O show foi bom e contou com a presença de Simoninha, que tocaria no dia seguinte.

A produção do festival parecia um pouco afobada e desatenta, com um narrador que anunciava os artistas e se exaltava tanto que não dava pra ouvir o que estavam dizendo. A câmera que fazia as imagens projetadas no telão por diversas vezes “comia bola” e perdia o foco dos artistas. Mas isso foram só detalhes que não foram suficientes para prejudicar a qualidade do evento. O som estava excelente e dava pra ouvir com clareza todos os instrumentos, sem microfonias ou qualquer pormenores deste tipo.

Sábado (24/05)

No dia seguinte levantei cedo, tomei um café preto e fui novamente em direção ao centro histórico, para descobrir o que o segundo dia de festival reservaria para os presentes.

Como já rezavam as lendas, neste dia a maré estava cheia e eu pude presenciar o clima da cidade com suas ruas tomadas pela água do mar.  Um breve passeio pelo centro (que de breve não tem nada, graças à dificuldade de se caminhar na irregularidade das pedras das ruas) se revelou um sutil desafio, já que o caminho só podia ser feito pelas calçadas que não haviam sido completamente inundadas, e para se atravessar a rua (ou o rio) era preciso contar com uma ponte improvisada pelos locais.

alagado_paraty

A aventura de se caminhar por Paraty na maré alta

Já no centro, em alguns pontos haviam mini-palcos onde se apresentavam artistas de vertentes do Jazz Nova Orleans, como Mustache e os Apaches e Big Chico. Pelas ruas do centro histórico, a Orleans Street Jazz Band desfilou sua música como se em uma procissão, e em diversos locais da cidade – como já no primeiro dia – podia se ver certa diversidade de artistas “independentes”, que não faziam parte da programação oficial do evento.

Neste dia o evento principal teve seu início às 16h, desta vez no palco Santa Rita, localizado bem ao lado da baía, em frente à – pasmem – igreja de Santa Rita. Um lugar ainda mais bucólico que as ruas desniveladas e as casas do tempo de colônia do centro histórico. Dali dava para se ver o cais, com dezenas de barcos. O cenário era incrível e estava à altura dos eventos que ali se desenrolariam.

Quem abriu o show neste dia foi o português The Legendary Tiger Man, que faz um rock n roll cru e um pouco hipster. Normalmente solitário no palco, tocando sua guitarra semi-acústica sentado e levando a bateria com os pés, desta vez um baterista o acompanhara, o que deu ainda mais energia às suas músicas com um jeitão de rock mais clássico.

Na sequência, os brasileiros do Deep Funk Session foram os representantes do funk tradicional. Com muito groove e pegada, uma cozinha extremamente precisa, uma dupla de metais que se complementava a cada frase e um teclado furioso, a banda resgatou com excelência o jazz funk mais tradicional. O baixista não tirava o sorriso do rosto e contagiava com a sua simpatia, e dava o tom do que  esse festival representa: músicos tocando com a alma, melodias preciosas e arrepios na espinha a cada compasso. Pra quem é apaixonado por música, é algo valioso, que faz o coração bater mais forte.

Fechando a primeira metade do dia no palco Santa Rita, vieram os também brasileiros do Hammond Grooves que, como o nome denuncia, tem como protagonista o clássico órgão Hammond B3 de Daniel Latorre. Com um grande foco nas músicas autorais, a banda fez seu Jazz Soul cheio de influências dos grandes clássicos do “jazz organ ensemble” e com pitadas de influência de ritmos brasileiros, encerrando a primeira parte do dia de festival com grande estilo.

A segunda parte do dia reservava o que para muitos era a grande banda a se apresentar no festival, e não é pra menos: a Preservation Hall Jazz Band é um dos grandes nomes do estilo tradicional de jazz de Nova Orleans, cidade onde nasceu o Jazz, e como o nome já diz, busca preservar a memória desse estilo tão tradicional. Diversos grandes músicos já passaram pela banda, que já tem mais de 50 anos de estrada.

Qualquer palavra é insuficiente para descrever o som do Preservation Hall. Só ouvindo (e assistindo) pra ter ideia do quão especial é a música desses caras.

Shemekia Copeland trouxe um pouco de blues para o festival, logo após o Preservation Hall. Com uma voz poderosa, a nova-iorquina fez um show bem energético e com uma energia um pouco diferente do que estava rolando até então.

Fechando a noite no palco da Matriz, Wilson Simoninha, filho de Wilson Simonal, com seu Samba Soul cheio de suingue.

Domingo (25/05)

O último dia de festival foi bastante breve para mim pois ainda havia de pegar o ônibus de volta para o Rio – uma viagem de aproximadamente 5 horas. Acabei só assistindo a um dos shows.

Andy Mckee ao vivo é exatamente aquilo que se houve no disco. A sensibilidade parece ainda mais apurada. Mesmo as músicas mais difíceis são tocadas com a mesma vibe que se pode ouvir nas gravações. O som de Andy foi considerado folk pela produção do festival, e acho que talvez seja descrição que mais se aproxima. Na verdade, esse músico faz um som bastante diferente, misturando percussão (feita por ele próprio no tampo do violão) com um estilo de violão quase clássico e técnicas diversas como tapping e harmônicos. Uma música pra relaxar, para sentar e ouvir com a alma. Se tivesse sido o último show do festival, haveria fechado com chave de ouro na minha opinião. Como foi o último show pra mim, foi exatamente o que aconteceu. No final do show, Andy ainda fotografou o público (estranho não ter tirado uma selfie).

publico

O pixel verde no lado direito sou eu

No dia ainda tocaram o violoncelista Jaques Morelembaum com seu Cello Samba Trio, grupo que faz releituras de clássicos do samba e bossa nova em uma pegada meio clássica, creio que devido ao espírito que traz o som do violoncelo; estes fecharam as atividades do palco Santa Rita.

Já no palco da Matriz, rolaram os shows de Patti Austin, uma cantora norte-americana de Jazz e R&B; e fechando o Bourbon Festival, a excelente banda de Swing Jazz e Rockabilly, Big Time Orchestra, que contou com a presença ilustre de Tiago Abravanel (sim, ele é neto do Silvio), que ficou mais conhecido pelo Rio por sua atuação vocal no espetáculo de teatro Vale Tudo – Um musical de Tim Maia.

Good Coffee!

Queers & Queens Festival – 12 e 13 de Abril (Entrevistamos Shamil Carlos)

Nos dias 12 e 13 de Abril acontece em São Paulo/SP, no Dynamite Pub, a terceira edição do Queers & Queens Festival,  festival de música independente destinado ao queer rock e contra a homofobia, idealizado por Shamil Carlos e Hanilton Scolfied em 2011.

Conversamos com Shamil que nos falou um pouco sobre o festival, o selo O Homem Coletivo e também sobre o lançamento do novo EP de sua banda Horece Green, que também é uma das atrações do festival esse ano. Confira!

Q&Q

Você é um dos principais articuladores e idealizadores do Queers & Queens Festival que chega esse ano a sua terceira edição. Conte um pouco como surgiu esse projeto e quem mais participa dele.

O fest começou quando o Hani, um amigo que organiza vários eventos ligados ao LGBTS virou pra mim e disse: “Shamil, não existe nenhum festival de rock gay no Brasil!”, ai já era, eu e ele colocamos a ideia para frente. Nas 2 primeiras edições conseguimos passar o festival em um edital do ProAC da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, mas esse ano não rolou, mas estamos fazendo mesmo assim, esquema DIY no mesmo lugar que rolaram as outras edições, o Dynamite Pub no bairro do Bixiga.

Além do festival você também produz inúmeros outros shows e eventos na cidade São Paulo. Como, quando, onde e porque você entrou nessa (roubada) de rock?

Bicho, em Novembro de 99 eu fui a um show no Hangar 110 com Blind Pigs, Carbona, Zumbis do Espaço e Holly Tree, a partir dai minha vida mudou. No ano seguinte eu tava tocando no Inkognitta (que durou 11 anos) e aprendendo a se fuder em nome do rock (risos). Mas nunca me arrependi não, montei um selo (Balboa Discos que lançou: Zander, Leptospirose, Bayside Kings, Carbona, Zumbis do Espaço, e sei lá mais quantas coisas), perdi muito dinheiro, montei varias bandas (Jelly Puppies, Ponto Final, Don Vito & Seus Foguetes), organizei festivais (Xtreme Noise Fest, Chiveta NOT Festival, Dirty and Real Tour). Sei lá…a unica coisa que eu ganhei mesmo foram as amizades

Mês passado o Horace Green lançou seu novo EP “Madeira” em um show no Hangar 110 (São Paulo/SP) ao lado das bandas Garage Fuzz e Polara. Como foi dividir o palco com duas bandas que de certa forma influenciaram o trabalho da banda?

Foi muito foda, a gente estava bem ansioso porque alem de lançar o EP a gente ainda tinha que tentar fazer um show próximo do nível das 2 bandas, o que é impossível né, mas juro que a gente se esforçou (risos). O Garage Fuzz e o Polara, são grandes influencias pra gente, cada uma do seu jeito mas eu acho bem claro isso nas nossas musicas.

(Escute aqui “Madeira” da integra)

Onde foi produzido, quem gravou e quem participou das gravações do disco?

O “Madeira” foi gravado no Estúdio Play Rec em Santos/SP, pelo Américo Simões e pelo Nando Bassetto (atual guitarrista do Garage Fuzz) e foi masterizado no Sun Trip Studio em São Paulo/SP. Como estávamos em Santos, chamamos nossos amigos do Blackjaw para colar no estúdio, ai a participação rolou fácil. A Jimena, mulher do Clayton, também ajudou. Mas o que fez a gente ficar emocionado que nem criança foi ter tirado o Nando Zambeli (ex guitarrista e fundador do Garafe Fuzz) de casa, e deixar o solo da musica “Virtual” nas mãos do cara, foi foda.

Uma parte do novo EP foi financiada pelo selo colaborativo “O Homem Coletivo”. Explique como funciona esse selo e como surgiu essa ideia.

O Homem Coletivo foi uma ideia que tive, falei com todos da banda e me convenceram que era uma boa ideia colocar ele em pratica. A ideia é bem simples, juntar interessados e colocar discos na praça. O lançamento do “Madeira” foi dividido por 3 selos, a HBB, SpiderMerch e a parte do OHC foi divida em 38 pessoas, e o mais legal, que tem gente de Campo Grande/MS, Maringá/PR, Curitiba/PR, Brasilia, ou seja, já sai com uma distribuição legal sabe? Ainda espero conseguir lançar muita coisa por lá, quem se interessar entra na nossa pagina do Facebook (www.facebook.com/ohomemcoletivo) e saiba como participar dos próximos, qualquer banda pode entrar no esquema.

E como andam seus outros projetos? Balboa Discos, BottonsDX…

A BottonsDX é o meu ganha-pão, todo dia to lá dedicação total, se alguém que estiver lendo aqui tiver banda, ou marca, ou elo, qualquer coisa que queira fazer bottons, chaveiros, abridores de garrafa, é só mandar um e-mail que trabalhamos juntos: contato@bottonsdx.com.br. A Balboa Discos eu sinceramente não sei se vai continuar não, ainda tenho alguns discos em casa para vender mas prefiro a ideia do coletivo ao individualismo.

O que tem rolado atualmente na sua vitrola? Quais bandas novas (de São Paulo ou não) você recomendaria?

Nossa te confesso que to ouvindo muita coisa nova e impressionado com a qualidade das bandas aqui do Brasil viu… Posso listar? BlackJaw, Same Flann Choice, Flicts, Everyone Goes to Space, Taunting Glaciers, Mudhill, Better Leave Town, Under Bad Eyes, Postal, Statues on Fire, Dedication, Bastardo, Jair Naves, Isosceles Kramer, Menores Atos, End of Pipe… Tudo lançando coisa nova e coisa linda. Do lado gringo, não da pra parar de ouvir o novo do Against Me, Daylight e Sport.

Festivais, festas, casas de shows. Onde o rock está acontecendo em São Paulo?

A cena tá meio perdida, essa é a verdade. Estamos numa fase de renovação de bandas, públicos e casas. Mas assim, é o momento de todo mundo se juntar, esquecer diferenças e se juntar.

A cena anda muito, mas muito dividida, sXe pra um lado, queer pro outro, melódico daqui e feminista de lá sabe… Para mim não adiantar ter 4 shows rolando com 3 pessoas em cada sendo que se essas bandas de diferentes ideais estivessem juntando forças teríamos todo final de semana festival cheios com muitas boas ideias rolando por ai, troca de material, autogestão até seria algo viável.

Espaço para falar o que quiser.

Queria agradecer Héctor (Zazá) pela força que você sempre deu pra mim e para meus projetos malucos, agradecer se alguém ler essa entrevista até aqui, e as pessoas que tem ouvido o Horace Green. Queremos tocar, queremos levar o nosso som a todo lugar possível e imaginado, chamem a gente =)

Good Coffee!

Programação Cardápio Underground 2013

Nos dias 19, 20 e 21 de Dezembro acontece na Casa 30 em Bragança Paulista a décima edição do tradicional festival de cultura independente Cardápio Underground.

Confira abaixo a programação completa!

CUQuinta-feira – 19/12

19h – Show com: Perilla Dub (Argentina)                                                                          Mais participação de El Maleducado y Negro Fastidio Trinca, tocando C99.

Abertura da exposição de artes visuais com:

Xavero
Carlos Dias
SuperXoxo
Renan Cruz
Matias Espacial Picón
Güalter Pedrini
Daniel Lima
Rael Brain
Lucas Cabu
Bruno Quase Monstro Covo
Mauricio Rossi

Entrada R$ 10.

Sexta-feira – 20/12

19h – Show pesado e denso com:
Mad Grinder (Mossoró – RN)
Enemies of Reality (Bragança Pta – SP)

Entrada R$ 10.

Sábado – 21/12

19h – Show selvagem rock distorcido com:
Framboesas Radioativas (Bragança Pta – SP)
Sonora Scotch (Atibaia – SP)

Entrada R$ 10.

Para maiores informações click aqui!

Good Coffee!

Festival Ponta Urbana Rock 2013 em Valinhos divulga sua programação!

Nos dias 14 (sábado) e 15 (domingo) de Dezembro acontece na cidade de Valinhos/SP a terceira edição do já tradicional festival de música independente Ponta Urbana Rock!

Este ano o festival trás para a cidade 15 grandes atrações, entre elas estão importantes bandas do cenário independente nacional, como: Ação Direta, Muzzarelas, Gritando HxCx e Leptospirose.

O festival, que será realizado na Praça da Juventude – Cecap (Próximo ao CLT), ainda irá contar com uma pista de skate com oficinas e best trick.

Para maiores informações click aqui!

Good Coffee!

Festival Dezembro Independente 2013 em Mogi das Cruzes!

Nos dias 07 (sábado) e 08 (domingo) de Dezembro, o Poranduba Coletivo realizará, com o apoio da Secretaria de Cultura de Mogi das Cruzes, a 5ª edição do Festival Dezembro Independente.

O festival será realizado no Parque Leon Feffer tem inicio às 14hs, trazendo 17 bandas autorais, divididas em 2 dias de muita música, festa e diversão.

Para maiores informações click aqui!

promo

line upGood Coffee!

Confira a programação do Festival Mopemuca 2013!

Nos dias 07 (sábado) e 08 (domingo) de Dezembro acontece na Estação Cultura em Campinas/SP a terceira edição do festival de música independente local Mopemuca!

Esse ano se apresentam no festival 18 bandas autorais dos mais variados estilos. Nesta edição, acontece também o evento Conexão Cultural, que será realizado no mesmo local e datas, com comidas, bebidas, exposições, performances, bazar e artes.

Para maiores informações click aqui!

promoGood Coffee!