Ratos de Porão em Vinhedo neste Sábado (Entrevistamos Jão)

Sábado (26/04) o Ratos de Porão, uma das maiores e mais importantes bandas do punk/hardcore/crossover nacional (e mundial), se apresenta no Bar do Boris em Vinhedo/SP. O show que conta ainda com a participação da banda Os Valetes está previsto para ter inicio as 22:00 horas. (Maiores informações aqui)

Aproveitando a passagem da banda pela região batemos um breve papo com Jão, guitarrista e fundador da banda, que nos falou um pouco sobre o lançamento do novo disco, “Século Sinistro”, entre outras coisas. Confira!

ratos de porão

O Ratos de Porão já se apresentou anteriormente em Vinhedo? Qual a expectativa de vocês e o que podemos esperar do repertório do show deste sábado?

Cara, eu não me lembro de ter tocado na cidade de Vinhedo anteriormente, sei que já toquei muito na região, Campinas, Jundiaí, etc. A expectativa é sempre que os amigos compareçam e se divirtam, o repertório é o que temos tocado ultimamente, um catado de todos os discos e de repente uma música nova.

Há alguns dias a banda disponibilizou “Viciado Digital” faixa inédita que estará presente no próximo disco, “Século Sinistro”. Conte como foi o processo de gravação, onde foi produzido e quem mais participou desse novo trabalho?

Nós gravamos o “Século Sinistro” no estúdio Family Mob aqui em São Paulo e o processo de gravação foi da forma que sempre gostamos de fazer, gravação analógica, e a produção foi nossa com o André Kbelo do Mob, teve a participação especialíssima do Moyses Kolezne do Kriziun.


Quando está previsto o lançamento do novo disco? Em que formatos ele estará disponível?

Sairá entre fim de Maio, começo de Junho, vai sair em CD e Vinil.

Há planos para uma turnê internacional de divulgação do novo trabalho ainda esse ano?

No momento não.

Recentemente a banda realizou alguns shows com a formação clássica que gravou o disco “Crucificados Pelo Sistema”.  Fale um pouco como foi essa reunião. Há planos para um registro ao vivo em CD ou DVD?

Foi muito legal juntar aquela formação de novo, até porque foi uma formação que durou muito pouco, fez poucos shows na época e gravou um disco muito relevante na discografia da banda, pensamos em fazer um DVD contando a história desse disco.

Qual foi para você o momento mais marcante nesses 30 anos de Ratos de Porão?

Em 30 e tantos anos é difícil falar de um momento marcante, acho que o mais marcante é ainda existir depois de tanto tempo.

E qual foi a maior roubada?

Ah mano aí já foram várias, (risos)… Talvez existir durante tanto tempo seja uma delas (risos).

Ratos de Porão em 1986 (Jão)

Ratos de Porão em 1986 (Jão)

Além do Ratos de Porão você também participa da banda Periferia S.A. ao lado do Jabá (ex. baixista do Ratos de Porão). Fale um pouco desse projeto, shows, discos, novidades. Em que pé anda a banda?

O Periferia S.A. sempre teve muitos altos e baixos, apesar de estar completando 10 anos, ficou quase 5 parado, agora estamos lançando disco novo “Fé + Fé = Fezes” em breve nas piores lojas e estamos fazendo uns shows por aí, temos baterista novo também, o Dru, que substituiu o Joselito que gravou esse CD que está pra sair.

Quais bandas e discos você tem escutado atualmente que poderia nos recomendar? Alguma banda aqui do interior que poderia citar?

Cara, eu escuto muita coisa velha dos anos 60 e 70, mas até aí é gosto pessoal, agora bandas underground eu sempre escuto coisas novas de todo o Brasil, seja através de bandas que abrem shows que eu toco, demos que eu ganho por aí ou gente que pede pra eu escutar através do Facebook e uma coisa é certa, o Brasil está repleto de bandas boas de todos os estilos, do punk/hardcore ao metal, recentemente coproduzi uma banda chamada “Serra Leoa” de Ribeirão Preto, ótima banda, recomendo ouvir a banda “Trassas”, que pertence a minha esposa e já existe a quase 15 anos, e que eu toco guitarra a 2 anos.

Espaço para falar você o que quiser!

Vocês de Vinhedo e região, compareçam no show de amanhã ou fiquem em casa assistindo Zorra Total.

cartaz

Good Coffee!

Queers & Queens Festival – 12 e 13 de Abril (Entrevistamos Shamil Carlos)

Nos dias 12 e 13 de Abril acontece em São Paulo/SP, no Dynamite Pub, a terceira edição do Queers & Queens Festival,  festival de música independente destinado ao queer rock e contra a homofobia, idealizado por Shamil Carlos e Hanilton Scolfied em 2011.

Conversamos com Shamil que nos falou um pouco sobre o festival, o selo O Homem Coletivo e também sobre o lançamento do novo EP de sua banda Horece Green, que também é uma das atrações do festival esse ano. Confira!

Q&Q

Você é um dos principais articuladores e idealizadores do Queers & Queens Festival que chega esse ano a sua terceira edição. Conte um pouco como surgiu esse projeto e quem mais participa dele.

O fest começou quando o Hani, um amigo que organiza vários eventos ligados ao LGBTS virou pra mim e disse: “Shamil, não existe nenhum festival de rock gay no Brasil!”, ai já era, eu e ele colocamos a ideia para frente. Nas 2 primeiras edições conseguimos passar o festival em um edital do ProAC da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, mas esse ano não rolou, mas estamos fazendo mesmo assim, esquema DIY no mesmo lugar que rolaram as outras edições, o Dynamite Pub no bairro do Bixiga.

Além do festival você também produz inúmeros outros shows e eventos na cidade São Paulo. Como, quando, onde e porque você entrou nessa (roubada) de rock?

Bicho, em Novembro de 99 eu fui a um show no Hangar 110 com Blind Pigs, Carbona, Zumbis do Espaço e Holly Tree, a partir dai minha vida mudou. No ano seguinte eu tava tocando no Inkognitta (que durou 11 anos) e aprendendo a se fuder em nome do rock (risos). Mas nunca me arrependi não, montei um selo (Balboa Discos que lançou: Zander, Leptospirose, Bayside Kings, Carbona, Zumbis do Espaço, e sei lá mais quantas coisas), perdi muito dinheiro, montei varias bandas (Jelly Puppies, Ponto Final, Don Vito & Seus Foguetes), organizei festivais (Xtreme Noise Fest, Chiveta NOT Festival, Dirty and Real Tour). Sei lá…a unica coisa que eu ganhei mesmo foram as amizades

Mês passado o Horace Green lançou seu novo EP “Madeira” em um show no Hangar 110 (São Paulo/SP) ao lado das bandas Garage Fuzz e Polara. Como foi dividir o palco com duas bandas que de certa forma influenciaram o trabalho da banda?

Foi muito foda, a gente estava bem ansioso porque alem de lançar o EP a gente ainda tinha que tentar fazer um show próximo do nível das 2 bandas, o que é impossível né, mas juro que a gente se esforçou (risos). O Garage Fuzz e o Polara, são grandes influencias pra gente, cada uma do seu jeito mas eu acho bem claro isso nas nossas musicas.

(Escute aqui “Madeira” da integra)

Onde foi produzido, quem gravou e quem participou das gravações do disco?

O “Madeira” foi gravado no Estúdio Play Rec em Santos/SP, pelo Américo Simões e pelo Nando Bassetto (atual guitarrista do Garage Fuzz) e foi masterizado no Sun Trip Studio em São Paulo/SP. Como estávamos em Santos, chamamos nossos amigos do Blackjaw para colar no estúdio, ai a participação rolou fácil. A Jimena, mulher do Clayton, também ajudou. Mas o que fez a gente ficar emocionado que nem criança foi ter tirado o Nando Zambeli (ex guitarrista e fundador do Garafe Fuzz) de casa, e deixar o solo da musica “Virtual” nas mãos do cara, foi foda.

Uma parte do novo EP foi financiada pelo selo colaborativo “O Homem Coletivo”. Explique como funciona esse selo e como surgiu essa ideia.

O Homem Coletivo foi uma ideia que tive, falei com todos da banda e me convenceram que era uma boa ideia colocar ele em pratica. A ideia é bem simples, juntar interessados e colocar discos na praça. O lançamento do “Madeira” foi dividido por 3 selos, a HBB, SpiderMerch e a parte do OHC foi divida em 38 pessoas, e o mais legal, que tem gente de Campo Grande/MS, Maringá/PR, Curitiba/PR, Brasilia, ou seja, já sai com uma distribuição legal sabe? Ainda espero conseguir lançar muita coisa por lá, quem se interessar entra na nossa pagina do Facebook (www.facebook.com/ohomemcoletivo) e saiba como participar dos próximos, qualquer banda pode entrar no esquema.

E como andam seus outros projetos? Balboa Discos, BottonsDX…

A BottonsDX é o meu ganha-pão, todo dia to lá dedicação total, se alguém que estiver lendo aqui tiver banda, ou marca, ou elo, qualquer coisa que queira fazer bottons, chaveiros, abridores de garrafa, é só mandar um e-mail que trabalhamos juntos: contato@bottonsdx.com.br. A Balboa Discos eu sinceramente não sei se vai continuar não, ainda tenho alguns discos em casa para vender mas prefiro a ideia do coletivo ao individualismo.

O que tem rolado atualmente na sua vitrola? Quais bandas novas (de São Paulo ou não) você recomendaria?

Nossa te confesso que to ouvindo muita coisa nova e impressionado com a qualidade das bandas aqui do Brasil viu… Posso listar? BlackJaw, Same Flann Choice, Flicts, Everyone Goes to Space, Taunting Glaciers, Mudhill, Better Leave Town, Under Bad Eyes, Postal, Statues on Fire, Dedication, Bastardo, Jair Naves, Isosceles Kramer, Menores Atos, End of Pipe… Tudo lançando coisa nova e coisa linda. Do lado gringo, não da pra parar de ouvir o novo do Against Me, Daylight e Sport.

Festivais, festas, casas de shows. Onde o rock está acontecendo em São Paulo?

A cena tá meio perdida, essa é a verdade. Estamos numa fase de renovação de bandas, públicos e casas. Mas assim, é o momento de todo mundo se juntar, esquecer diferenças e se juntar.

A cena anda muito, mas muito dividida, sXe pra um lado, queer pro outro, melódico daqui e feminista de lá sabe… Para mim não adiantar ter 4 shows rolando com 3 pessoas em cada sendo que se essas bandas de diferentes ideais estivessem juntando forças teríamos todo final de semana festival cheios com muitas boas ideias rolando por ai, troca de material, autogestão até seria algo viável.

Espaço para falar o que quiser.

Queria agradecer Héctor (Zazá) pela força que você sempre deu pra mim e para meus projetos malucos, agradecer se alguém ler essa entrevista até aqui, e as pessoas que tem ouvido o Horace Green. Queremos tocar, queremos levar o nosso som a todo lugar possível e imaginado, chamem a gente =)

Good Coffee!

Dance of Days em Campinas! (Entrevistamos Nenê Altro)

Amanhã,  domingo (30/03), o Café in Sônia e o Quintal do Gordo orgulhosamente apresentam em Campinas/SP o tão aguardado show da banda paulista Dance of Days!
A apresentação que está marcada para ter inicio as 16 horas ainda irá contar com a participação especial das bandas locais Don Ramón e Dirijo.
(Maiores informações click aqui!)

Aos 45 minutos do segundo tempo conseguimos uma entrevista exclusiva com Nenê Altro, vocalista e líder da banda Dance of Days, que nos falou um pouco sobre as expectativas para o show, o trabalho da banda e seus planos para o futuro. Confira!

danceQual a expectativa de vocês para o show de domingo no Espaço Cultural Quintal do Gordo? Em uma apresentação sem palco e cara a cara com o publico a troca de energia é outra?

Sim, shows sem palco são os melhores! É claro que é foda tocar em casas de show, grandes festivais, etc, mas não há nada como um bom show de hardcore cara a cara com o público para recarregar as baterias. Estamos bem ansiosos para esse show de amanhã!

Recentemente a banda disponibilizou o EP “Não Maltrates Teu Coração” que faz parte de uma série de quatro EPs que formarão o próximo álbum do Dance of Days. Fale um pouco mais sobre esse projeto. Onde está sendo gravado e produzido? Por qual selo ou selos ele será lançado?

Então, na verdade em 2013 começamos o projeto  de lançar quatro EPs, com quatro músicas cada de tempos em tempos, e a soma dos quatro formar o maior disco de estúdio da banda. A capa dos quatro EPs é um quebra cabeça de quatro partes e vai também formar a capa do primeiro LP de nossa história, e nosso novo álbum full. Lançamos o primeiro, “Na Estrada”, em setembro de 2013 e o segundo, “Não Maltrates Teu Coração”, agora em janeiro de 2014, tudo pelo selo independente Hearts Bleed Blue, que apostou não só nesse projeto mas abraçou o Dance of Days mesmo e está nos dando muito suporte.

A banda conta com 10 discos lançados, cerca de 5 eps, splits e singles (por enquanto) e muita estrada e história pra contar. Nesses 17 anos de Dance of Days qual foi para você o momento mais marcante?

Acho impossível de dizer qual o momento mais marcante… Principalmente numa história como a do Dance of Days, tão intensa e cheia de marcos. Em cada álbum a banda passou por uma fase diferente e incrível, tanto que eles soam bem diferentes entre si, mesmo tendo a mesma alma. Cada disco me remete a uma fase de minha vida, seja boa ou ruim, mas sempre verdadeira. Posso pensar em cada momento com muito carinho, mas hoje, se você me perguntar acho que vou dizer que o mais marcante foi quando nos unimos mais do que nunca em 2012 e partimos para compor esses novos EPs e traçar nossos novos rumos na estrada.

E qual foi a maior roubada?

Foram algumas, mas as piores foram viajar muito e chegar num local sem aparelhagem ou as em que tocamos e o contratante sumiu com a grana e ficamos sem como voltar pra casa. Acontece, mas não deveria acontecer afinal na teoria estamos todos no mesmo lado né? Felizmente é a minoria da minoria, 99,9% dos shows são tranquilos e sem crise!

Fale um pouco sobre sua carreira literária e sobre seu último livro “Clandestino”.

Bom, eu escrevo desde os 15 anos, mas sempre em fanzines, jornais, etc. Lancei dois livros de poesia, mas foram muito mais descarregos para botar pra fora o que estava sentindo de ruim do que obras pensadas e elaboradas, saíram e pronto. Quando estava escrevendo a letra de “Clandestino” do EP “Na Estrada” acabei tendo a inspiração e escrevi dezenas de páginas. Nunca tinha feito um romance, então decidi fazer um pocket book primeiro, pra ver se me adaptava ao formato. E rolou bem, eu gostei, os leitores gostaram, e isso me empolgou muito para escrever um romance maior mesmo, algo que já tenho bem rabiscado e em mente. Ah, vou levar exemplares no show de amanhã, quem quiser cada um sai 15 reais na mão ok? levem trocado por favor (risos).

Dance Como você vê o cenário independente no Brasil atualmente? Quais bandas você tem escutado e quais poderia recomendar? 

É difícil falar assim de cara, pois a gente sempre acaba lembrando mais das pessoas que viu mais recentemente, e tem tantas bandas boas pelo país, com as quais dividimos palcos, que é até impossível de decorar. Bom, acho bem legal o “Hurry Up” de Americana, tocamos recentemente com uma banda chamada “Sivie Sue Mori” que eu gostei bastante do show, aliás eu gosto muito de chegar cedo nos shows que tocamos pra ver as bandas! Tem aquela galerinha do “We Are Piano”, “Hollowood” e “Blues Drive Monster” que faz a parada acontecer ali na leste, e tem um som muito bom, pô o “Better Leave Town” de Curitiba, o “Rugas Do Mar”, o “Dias De Mal Estar”, tem o “Ímola”, tem o “Horace Green”, o “Blackjaw”, conheci uma banda de Uberlândia sensacional chamada “Desventura”, tem o “Valentin” e o “Suerte”, que eram o “DoYouLike?” que dispensa comentários, o “Devir”, o “Parte Cinza”, o “Plastic Fire”… cara, é tanta banda boa, a galera devia se interessar mais e não gostar só de uma banda ou de outra, mas entender que tudo está interligado, que a cena só se fortifica com apoio mútuo, suporte e, principalmente, participação.

Impossível não comentar o triste incidente que ocorreu na casa Moxei (Comunidade de músicos e artistas incendiada no começo deste ano). Como está sendo para você e para os demais moradores da casa esse recomeço?  As perdas matérias foram muitas?

Bom, minha esposa Nicolle e eu perdemos praticamente todo estoque da nossa distro, o que por baixo eram mais de 500 exemplares do livro Clandestino, toda coletânea Frequência Alternativa que tinha acabado de chegar, CDs do Dance of Days, Seek Terror, adesivos, camisetas, etc. Foi uma barra, mas recebemos muito apoio dos amigos e isso ajudou demais, tanto financeiramente quanto emocionalmente. Já mandamos fabricar tudo que foi perdido, as coisas estão chegando e estamos enviando os pedidos. Os clientes também foram bem compreensivos, o que ajudou muito. Aos poucos as coisas estão entrando nos trilhos, mas esse incêndio nos mudou muito como pessoas, acho que fez cada um aqui rever toda sua vida sabe… Eu mesmo perdi coisas que guardava desde os anos 80, e esse desapego forçado me deu novos horizontes. Quero muito sentir o que isso tudo vai refletir nas coisas que vou escrever e compor!

Espaço para falar o que quiser

Galera, amanhã vai ser foda. NÃO FIQUEM PARADOS OLHANDO PRA GENTE, vamos fazer de cada segundo um segundo intenso, de muita energia e felicidade. Vamos fazer desse show no Quintal do Gordo algo para ficar pra sempre em nossas memórias! Até amanhã!

cartazGood Coffee!

Huaska se apresenta em Campinas! (Entrevistamos Carlos Milhomem)

A banda paulistana Huaska se apresenta no próximo dia 16/11, sábado, em Campinas/SP no já tradicional Bar do Zé. (Maiores informações aqui)

Formada por Rafael Moromizato (Voz), Alessandro Manso (Violão e Guitarra), Carlos Milhomem (Guitarra), Caio Veloso (Bateria) e Júlio Mucci (Baixo) a banda trás para cidade seu estilo característico, que combina new metal, hardcore e metal juntamente com gêneros brasileiros, como o samba e a bossa nova, estilo batizado pela critica como “Bossa Metal”.

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Aproveitamos a passagem da banda pela cidade e batemos um breve papo com o guitarrista e produtor Carlos Milhomem que nos contou um pouco sobre a banda e seus planos. Confira!

Conte um pouco da história da banda, como surgiu, primeiras formações, shows…

Estamos na estrada faz mais ou menos uns 10 anos. Mudamos a formação no começo mas a formação que firmou mesmo já tem vários anos. A nossa busca sempre foi por fazer um rock brasileiro, diferente de simplesmente fazer rock em português. Por conta disso, e por não ter um estilo muito bem definido, tocamos em várias cenas ao longo desses anos. Passamos por eventos organizados pelo pessoal do new metal, do hardcore, do rock alternativo… Mas sempre fomos muito bem aceitos em todo canto.

A banda ganhou certa notoriedade no cenário musical por mesclar rock e ritmos brasileiros como o samba e a bossa nova. Conte um pouco como surgiu a ideia de apostar nessa mistura.

Foi algo natural, foi acontecendo. A ideia não era inventar algo que nunca existiu, mas de transformar um pouco a música brasileira em algo pesado, sem deixar de ser brasileiro. Daí a gente começou a ouvir coisas que geralmente roqueiros não estão acostumados. Fomos descobrir na bossa nova, no samba, muita coisa legal. Às vezes a bossa é tida como esnobe, muitas vezes mal vista pelo pessoal raiz da época. Mas tem muito lirismo ao mesmo tempo que é bem despretensiosa. É uma constante fonte de inspiração.

O Huaska já conta com com um EP e três excelentes discos de estúdio incluindo o último trabalho “Samba de Preto” que teve grande repercussão na mídia. Fale um pouco desse trabalho, como foi todo o processo de produção e gravação?

Foi bem trabalhoso mas muito legal de fazer. Conhecemos muita gente boa como o Eumir Deodato, um parceiro de arranjo do Tom Jobim, conhecido no mundo todo. A Elza Soares que adorou a ideia e participou da música que deu nome ao CD. Pensamos juntos cada aspecto, repertório, arranjo, climas, letras. Foi um aprendizado do caralho, temos muito orgulho de mostrar esse trampo pras pessoas, tanto o que tá gravado, como ao vivo.

(Videoclipe “Samba de Preto com a participação de Elza Soares)

A banda disponibilizou recentemente uma versão da famosa música de Adoniran Barbosa, “Trem das Onze”. Há planos de um novo disco de inéditas para o ano que vem?

Gostamos muito de gravar o Trem das Onze. Por incrível que pareça, gravar um clássico do Samba paulista abriu novos horizontes pra gente. Isso veio do nosso show: começamos a tocar ela sempre e de repente pensamos “Pô, tem que gravar pra ver como fica!”. Por enquanto estamos nessa fase de buscar coisas do passado, pesquisar, peneirar o que pra gente é legal e apresentar isso de uma nova forma pra quem tá acostumado só com rock.

O Vinil está voltando com tudo no mercado nacional. Vocês tem vontade de lançar ou relançar algum material nesse formato?

Cara, desde CD anterior, o “Bossa Nenhuma”, a gente teve ideia de lançar Vinil. Eu mesmo fui pesquisar fabricantes em Portugal, na Rep. Tcheca, Inglaterra. Cheguei a pesquisar preço na Polysom, quando reabriu. Mas como somos uma banda independente, muitas vezes não sobra grana pra investir em tudo que a gente quer. Mas Gostaríamos muito de apresentar esse trabalho na bolacha.

cartazComo você vê o cenário independente atualmente? Bandas, festivais, casas de show… Ao seu ver o que melhorou e o que piorou nesses últimos anos?

Eu posso falar mais por mim, sobre esse assunto, não pela banda. Eu gosto muito dos trabalhos que várias bandas por aqui fazem. Sempre tem alguém pronto pra dar um passo além ou mesmo simplesmente fazer um barulho bom. Acho que sempre tem um otimismo de quem tá de dentro, botando pilha pra fazer o negócio crescer e ao mesmo tempo tem um pessimismo de quem já quebrou a cara, dizendo que pessoal não se organiza, que existe panela, enfim. Eu não acho que está melhor ou pior do que alguns anos atrás, apenas diferente. O importante é que ainda tem gente boa por aí querendo fazer. Algumas casas estão melhores que antigamente, tem muita banda organizando seu próprio rolê. O que acho errado é simplesmente dizer que a cena precisa crescer na marra, apoiar algo que não gosta por que aí alguém vai te apoiar. Só vai gente se a música for boa, se o equipo for justo, se o lugar é legal etc.

A banda conta com um selo próprio, certo? Fale um pouco sobre ele e alguns de seus últimos lançamentos.

Atualmente não estamos com selo, somos totalmente independentes! Não sei se isso é bom ou ruim. (risos)

Espaço para você falar o que quiser.

Valeu pelo espaço! É importante falar, escrever, ouvir sobre o que as bandas estão fazendo. Ouvir críticas, melhorar o trampo, conhecer coisas novas. Sem espaços como o Café in Sônia, estaria todo mundo fodido! Temos o último CD disponível para download no site: www.huaska.com.br na faixa. Quem quiser nos xingar, estamos no Facebook ou no Youtube, é só gritar. Nos vemos por aí, numa roda de rock ou num bate cabeça do samba! Abraço!

Good Coffee!

Festival Autorock 2013 anuncia programação (Entrevistamos Daniel Etê)

Foi divulgada essa semana a programação da sétima edição do Festival Autorock, o maior e mais importante evento destinado a música independente realizado na cidade de Campinas/SP.

O festival que será realizado esse ano entre os dias 08 a 18 de Agosto irá contar com inúmeras apresentações musicais, mostra de filmes e exposições de arte.

festival autorock 2013 cartaz_campinas

Entre as principais atrações musicais que estarão presentes este ano no festival estão as bandas: Mukeka di Rato, Rock Rocket, Polara, Drákula, Lisabi, Leptospirose, Hutt, Cólera e Corazones Muertos.

Confira aqui a programação completa e um breve papo que batemos com Daniel Etê, principal articulador e organizador do evento, que nos contou um pouco sobre a história do festival, curiosidades e muito mais! Confira.

Etê, como surgiu a ideia de criar um festival nesse formato? Conte um pouco da história do Autorock e como foram suas primeiras edições.

A ideia de fazer o Autorock veio em 2003, pois queríamos fazer uma comemoração dos 10 anos do primeiro Juntatribo e também porque a cidade estava bem parada, sem nada para fazer e sem nenhum lugar fixo aonde as bandas que gostávamos pudessem tocar… Ok, tinham algumas festas do Sergio Kapeta, mas eram só umas duas ou três por ano. Essa edição foi muito importante, pois ajudou a reunir o público de rock subterrâneo da cidade que andava bem disperso. No ano seguinte, 2004, copiamos descaradamente o Cardápio Underground de Bragança Paulista e adotamos o formato atual com exposições, mostras de vídeo, etc.

As duas primeiras edições rolaram no saudoso Centro Cultural Evolução. Em 2005 conseguimos um apoio da Secretaria de Cultura que disponibilizou a Estação Cultura para os shows gratuitos. Depois ficamos dois anos sem fazer o festival por algum motivo que não me lembro agora e voltamos em 2008 e 2009, pulamos mais um ano e fizemos outra edição em 2011 também com 10 dias. Quem sabe um dia role uma versão de um mês do festival, quem sabe?

Mas basicamente o Autorock é isso; um lugar para festejar, encontrar os amigos, conhecer gente nova, ouvir novas bandas, matar a saudade das bandas velhas e se divertir para caralho, afinal de contas vivemos disso.

Cartaz "Autorock 2003"

Cartaz “Autorock 2003”

Nessas seis edições, qual foi, na sua opinião, o momento ou o show mais marcante?

Durante uma época alguns oportunistas resolveram cooptar uma boa parte do público que juntamos para servir a seus próprios propósitos mequetrefistas. Eles tinham muito dinheiro para trazer bandas comerciais e alugar grandes sistemas de som, mas como já dizia o Lótus Rock: ”O rock and roll não se compra num Supermercado, muito menos num Shopping Center”. Então o show das Mercenárias em 2005 teve um gostinho especial de vingança já que lotamos a Estação Cultura sem ter nenhuma banda mainstream manjada e fizemos a divulgação com flyers silkados em papel craft pelos nossos comparsas do SHN. O show do Cólera na estação também foi a realização de um sonho adolescente, já que quando eu era um muleque de merda não rolava nada parecido por esses lados.

Esse ano o festival irá contar com a participação de inúmeras bandas de peso, entre elas: Polara, Hutt, Mukeka di Rato, Rock Rocket, Corazones Muertos , Leptospirose entre outras… Saindo um pouco do papel de organizador e olhando como expectador, qual show você está mais ansioso para assistir no festival desse ano?

É muito corre, corre e apesar da ajuda fundamental que está rolando de pessoas como o Renan (Trashcan Records) e da sua também, nunca consigo relaxar a bundinha e curtir o barato numa boa como eu gostaria.

Você tá querendo cagar na minha caveira né Zazá? Seria um relaxo com todas as outras bandas se eu disser qual é a minha preferida. Ok eu tenho uma ou algumas, mas não conto pra ninguém.

 

Por quais locais o Autorock vai passar esse ano?

Esse ano o Autorock ira passar pela DisORder, Casa São Jorge, Kabana, MIS, Biblioteca Municipal, Bar do Zé, Woods, Pista de Skate do Pe. Anchieta, Centro de Convivência, Carriero Estúdio e pela primeira vez na Concha Acústica do Taquaral.

Fale um pouco sobre o “AutoTrash”, a mostra de vídeos e curtas que acontece esse ano no festival.

AutoTrash é uma mostra de cinema/vídeo barra pesada, coisa fina mesmo. Temos material que faz com que o Lars Von Trier pareça com a Glória Perez. Carlos Reichenbach, Petter Baiestorf, Ivan Cardoso, Fernando Rick & Marcelo Appezato, John Waters, Shuji Terayama entre outros. A curadoria foi feita por Gurcius Gewdner, cineasta especialista em cinema doentão, da trashera ao experimental… Nossos filmes explodem feito dinamite!

Maiores informações sobre a mostra aqui.

E sobre as exposições?

Também gostamos de arte né? Mas nada de quadros de cavalos, vinho branco e mindinhos em riste por aqui. Vão rolar 3 exposições, a primeira na Galeria DisORder comigo, Filipe Guimarães (vulgo Valdomiro Mugrelise), Gui França e mais alguns convidados. Tem também uma de caricaturas homenageando Woodstock no Carriero Estúdio, outra do Vicente Magalhães na Biblioteca Municipal e a já clássica troca de desenhos do Carlos Dias na Casa São Jorge rolando paralelamente no dia do show da sua banda, o Polara.

daniel ete

Há alguns anos a cidade foi tomada por um marasmo criativo que deu vida a uma infinidade de bandas cover. Como você vê o cenário independente e autoral da cidade hoje? Você acredita que houve uma renovação?

Aqui sempre foi o paraíso de bandas covers e roqueiros covers, por outro lado sempre tivemos bandas duronas e persistentes em seus trampos autorais que cagam e andam para o que a maioria das pessoas acham. As coisas sempre se renovam de uma forma ou de outra, sempre existe o povo que não se conforma com o que está acontecendo e parte para cima feito um capeta. Um exemplo disso é o Lisabi que contrariando quem insiste em dizer que tocar músicas próprias não leva a lugar nenhum e que o negócio é apostar num repertório de canções consagradas pelo senso comum meia boca, acabou de chegar de uma tour pelos EUA.

Certa vez você disse: “Campinas é a cidade das bandas que batem na trave” (Se referindo a uma infinidade de ótimas bandas que surgiam na cidade, mais que por algum motivo acabavam não vingando ou simplesmente desapareciam do dia pra noite). Atualmente qual banda que você vê como destaque em nossa cena local? Alguma aposta?

Cagando na minha caveira de novo Zazá? Eu disse isso quando estava bem breaco, foi tipo uma piada de mal gosto duvidoso, mas é uma forma de ver a falta de apoio que rola para muitas bandas aqui. Já vi gente gravando ótimos trampos e fazendo shows monstruosos que sempre acabaram sendo ignoradas por uma boa parte do público da cidade. Azar desse público, eles que se fodam, sou feliz por ter visto o Grease fazer um dos shows mais animalescos do planeta no finado Ozz, com direito a vinho tinto com o gargalo quebrado, com sangue pelo palco e distorção para caralho, sou grato por ter visto o Anger que era o nosso Criptic Slaugther nos idos de 1988 assim como o Enforcer que era o nosso metal church, me diverti para caralho vendo as Lunettes e os Violentures no antigo e roqueiro Bar do Zé fedendo a fritura véia, curti uma onda  hippie barãogeraldense com o Astromato, dormi capotado na entrada do Soho com muito orgulho, poguei no show do Ofence com a aba do boné para cima, fiz guerra de tortas de creme de barbear enquanto o Lucrézia Borgia encerrava o Juntatribo II, sai na porrada com uns playboys idiotas que queriam zoar as garotas do No Class (aliás eu apanhei para caralho naquele dia), vomitei ao som do Quasimodo Traça Jaguadarte enquanto o Japoneis Black Flag tocava trompete feito um doente.

Me amarro na cultura rock obscura local, acredito no potencial, já vi isso acontecer, vivi essa porra  toda. A piada das bandas que batem na trave tem a ver com o fato de nenhuma banda local ter feito sucesso comercial, mas isso não importa, quem faz sucesso comercial é gente tipo a Sandy e Junior ou qualquer outra coisa jabazenta dessas. Essa terra foi injusta até com o Carlos Gomes, mas nem por isso ele parou de compor.

Aposto em todas as bandas que tocarão e nas que já tocaram no Autorock, aposto em bandas que ainda não foram escaladas para o festival, aposto em qualquer um que enrola cabos sujos de vômito as 5 da manhã depois de um show para 15 ou 20 cabeças, em gente que faz suas próprias canções e sua própria história, por mais torta que possa parecer.

drakula

Espaço para você falar o que quiser.

Quero agradecer a um monte de gente que nesses 10 anos, desde o primeiro Autorock até hoje, me deram um puta dum auxílio colossal:

Nicolas e suas ideias lazarentas, Walkyria por todo o amor, apoio e pelas broncas, você Zazá por assim como eu acreditar em todo esse povo torto, ao Renan, Cacá Toledo meu primeiro parceiro no festival, ao Paulão Shetara e ao mestre Camilo, Kátia e Marino, Gabriel Rapassi, Ney Carrasco, toda a produção do saudoso Valvulado, Artur Ramone, Luiz Fernando Carioca o rei do baile, Gláucio da São Jorge, Chistian Camilo, ao Ney o Satã, ao Denis do som que esperou 6 meses para receber, Kikão comendatore do Pe. Anchieta e sua gang, Artie “trimilique”, Backstage Produções, Riva Rock, Bazar Clube das Pin Ups, Rodrigo Grease e a mais alguém que eu possa ter esquecido porque eu tenho uma memória de galinha.

Mas agradeço principalmente por todas as mais de 100 bandas que já tocaram no Autorock e a todo o público presente, agradeço também a uns malas que nunca foram ao festival, mas também não fizeram a menor falta, muito pelo contrário.

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL AUTOROCK 2013

 QUINTA-FEIRA – 08/08

19h – Abertura da Exposição “Auto” com Filipe Guimarães, Gui França, Daniel Ete e convidados.

Show com a banda: Malvo

Entrada: Gratuita
Local: DisORder – Rua General Osório, 1565 – Cambuí

21h – Show com as bandas: Polara (SP) e Mullet Monster Mafia (Piracicaba) + “Troca de Desenhos com Carlos Dias – Ao Seu Alcance”

Entrada: R$ 12 (até as 22h) – R$ 15 (após as 22h)
Local: Casa São Jorge – Av. Santa Izabel, 655 – Barão Geraldo

Polara

SEXTA-FEIRA – 09/08

19h – Show com a banda: Desenmascarado

Entrada: Gratuita
Local: Centro de Convivência de Campinas – Cambuí

21h – Show com as bandas: Bad Motors (Sorocaba) e Black Needles (SP)

Entrada: R$ 12 homem / R$ 8 mulher
Local: Kabana Bar – Av. Dr. Romeu Tortima, 485 – Barão Geraldo

SÁBADO – 10/08

16h – Show com as bandas: Human Trash (SP) e Wasted Pido (Itália)

Entrada: Gratuita
Local: Carriero Estúdio – Av. Barão de Itapura, 2043 – Guanabara

22h – Show com as bandas: Hutt (SP), No Sense (Santos), Flash Grinder (Joinvile) e Slag (Paulínia)

Entrada: R$ 15
Local: Woods Music Bar – Rua Erasmo Braga, 6 – Bonfim

22h – Show com as bandas: AQUëLES! e Corazones Muertos (Argentina)

Entrada: R$ 12
Local: Bar do Zé – Av. Albino J.B. de Oliveira, 1325 – Barão Geraldo

Corazones Muertos

DOMINGO – 11/08

16h – Show com as bandas:  Leptospirose (Bragança Paulista), Shame (Paulínia) Ohw Shit! (Americana), Ragar, Moby Dick e Don Ramon

Entrada: Gratuita
Local: Praça Integração – Av. João Paulo II – Padre Anchieta

SEGUNDA-FEIRA – 12/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

O M da minha Mão (Carlos Reichenbach, 1979, 9 min)
Fuscão Preto – O Trailer (Fellipe Mattei Usa, 2 min, 2007)
War (Gurcius Gewdner, 6 min)
Cannibal Commando (Fellipe Mattei, Itália, 2 min)
Almoço na Relva (Gurcius Gewdner, 2013, 7 min)
Eu Caí da Ponte: Jorge Timm & Os Ilegais (Petter Baiestorf, 2012, 3 min)
Deus o Matador de Sementinhas (Petter Baiestorf, 1997, 2 min)
Desagradável (Fernando Rick & Marcelo Appezato, 2013, 120 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

TERÇA-FEIRA – 13/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

Émotion (Nobuhiko Obayashi, Japão, 1966, 39 min)
DR (Felipe Guerra/Joel Caetano, 2011, 10 min)
Encarnaccion del Tinhoso (Petter Baiestorf, 2009, 7 min)
Arrombada – O Trailer (Petter Baiestorf, 2007, 5 min)
Four for One Yard ( Inessa Kovalevskaya , Rússia, 1967, 10 min)
O Coelho 2 (Elloi Mattar, 10 min)
Mamilos em Chamas (Gurcius Gewdner, 60 min)
Ninjas (Dennison Ramalho,2011, 25 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

 

QUARTA-FEIRA – 14/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

United Trash (Christoph Schlingensief, Alemanha, 1995, 60 min)
Meat Love (Jan Svankmajer, 1 min)
X is Y (Richard Kern, 2 min)
Koneko Monogatari II – As Novas Aventuras Sexuais de Chatran & Zimmer Rumo as Profundezas do Inferno e da Solidão do Matrimônio (Gurcius Gewdner / Masanori Hata, Japão/Brazil, 1986/2013, 90 min)

+ Amyr Cantusio improvisa “Drákula” de Bela Lugosi

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

QUINTA-FEIRA – 15/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

No Smoking (John Waters, 1 min.)
The Mongreloid (George Kuchar, 9 min)
Private Life of a Cat (Alexander Hammid, Musicado por Os Legais & Willie Kampff, 22 min)
Eu Sou um Pequeno Panda (Gurcius Gewdner, 6 min)
Amor & Tara (Ivan Cardoso, 1971, 4 min)
Cannibal Lovecaust (Felipe Mattei, Itália, 1980, 3 min)
The Spot (Terry Gilliam, 1963, 2 min)
Filme Politico (Petter Baiestorf, 1 min)
Freddy Breck Ballet (Gurcius Gewdner, 11 min)
O Cinema é uma Arte Estranha (KZL, 2012, 6 min)
Heart of the World (Guy Maddin, 6 min)
Hardcore Dandies (Gurcius Gewdner, 2012, 15 min)
Video Pirates (Robert K Eiss, Usa, 1987)
The Son of the Invisible Man ( Carl Gottlieb, Usa, 1987, 5 min)
As Incríveis e Maravilhosas Fitas Proibidas & Secretas de Dick Magoon (1971 / 2013, 57 min)
Dez Anos sem GG Allin (8 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

22h – Projeto Mopemuca

Show com as bandas: Bandidos da Luz Vermelha e Trambique 77

Entrada: R$ 12
Local: Delta Blues Bar – Av. Andrade Neves, 2042 – Jardim Chapadão

22h – Show com as bandas: Lisabi

Entrada: R$ 5
Local: Casa São Jorge – Av. Santa Izabel, 655 – Barão Geraldo

Leptospirose

SEXTA-FEIRA – 16/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

The Cage (Shuji Terayama,Japão, 1964, 11 min)
Zoo (Bert Haanstra, Holanda, 1962, 11 min)
Dia de Ano (Gurcius Gewdner, 2005, 25 min)
Let Your Fans Be Your Distributor! (Lloyd Kaufmann, Usa, 2012, 12 min)
Filmes são seus Amigos (Gurcius Gewdner, 2013, 2 min)
Erivaldo, O Astronauta Místico (Gurcius Gewdner , 2013, 6 min)
Zombio 2: Chimarrão Zombies  (Petter Baiestorf, 2013, 83 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

22h – Show com as bandas: Cólera (SP), Zumbi Radioativo (Americana) e Labataria

Entrada: R$ 17
Local: Woods Music Bar – Rua Erasmo Braga, 6 – Bonfim

SÁBADO – 17/08

15h – Show com as bandas: Aeromoças e Tenistas Russas (São Carlos), Revoltz SP (Americana), Maquina Voadora e Monotone Grey

Bazar Clube das Pinups + Feira de Vinis

Entrada: Gratuita
Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

21h – Show com as bandas: Ultravespa (Goiânia) e Footstep Surf Music Band

Entrada: R$ 12 homem / R$ 8 mulher
Local: Kabana Bar – Av. Dr. Romeu Tortima, 485 – Barão Geraldo

Mukeka di Rato

DOMINGO – 18/08

14h – Show de enceramento com as bandas: Mukeka di Rato (Espírito Santo), Rock Rocket (SP), Gasolines (SP), MagueRbes (Americana), Motor City Madness (Rio Grande do Sul), Adrede (Indaiatuba) e Drákula

Discotecagem: DJ Krypton

Entrada: Gratuita
Local: Concha Acústica – Lagoa do Taquaral – Av. Dr. Heitor Penteado, Portão 2 – Taquaral

Maiores informações na pagina oficial do festival no Facebook: www.facebook.com/festivalautorock

programação autorock 2013

programaçao autorock 2013 (2)

(click nas imagens acima para visualizar a programação completa)

 

Good Coffee!

MagueRbeS disponibiliza videoclipe de “Bela Vista”

A banda MagueRbeS de Americana/SP disponibilizou essa semana via Vimeo o videoclipe “Bela Vista” produzido por Marcelo Fazolin (SHNtv), Bruno e Goy Almeida da “Polemica VP”. A música faz parte do quinto disco da banda intitulado “Vila Rica” que será lançado ainda esse ano.

Confira!

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Confira aqui também a entrevista que realizamos com Haroldo Paranhos vocalista da banda em Janeiro!

Good Coffee!

MaueRbeS 18 anos! (Entrevistamos Haroldo Paranhos)

Na próxima sexta-feira, 01/02, acontece no WoodStock Music Bar em Campinas/SP o show com as bandas MagueRbeS (Americana/SP), Leptospirose (Bragança Paulista/SP) e Drákula (Campinas/SP) a partir das 23 horas.

Aproveitando o clima desse grandioso evento batemos um papo com Haroldo Paranhos, vocalista da banda MagueRbeS, que nos contou um pouco sobre os 18 anos de estrada da banda, a gravação do novo disco “Vila Rica”, projetos entre outras coisas. Confira!

cartaz

Conte um pouco sobre esses 18 anos de estrada da banda. Como surgiu o MagueRbeS, primeiras formações, shows, doideiras.

Começamos a fazer um som juntos em 94, em Americana/SP, tudo muleque ouvindo Ratos, Sepultura e Muzzarelas…  A cena de bandas alternativas, selos independentes, skate, crossover, grunge, Mtv, tudo aparecendo junto dava uma perspectiva loca pra gente correr com isso. Sim, vários se foram, voltaram ou só passaram e dentre todas as formações acredito que a atual é a mais comprometida, nesse processo muito se aprendeu e grandes amizades foram consolidadas, a gente sempre foi bem porra loca e buena onda, acredito que isso fez nossa caminhada ser cheia de boas oportunidades, aventuras, risadas e o mais importante com a música unindo os bons amigos! Criando e produzindo sempre!

Qual a maior furada que vocês já entraram nesses 18 anos? E qual foi o show que mais marcou a trajetória da banda?

Furada? Ahhh! (risos) estamos sempre esperando o melhor, preparados pro pior (risos) uma banda independente nacional no mínimo tem que ter uma coleção de boas furadas, faz parte da boa constituição dessa amizade saber driblar bem isso e que no fim tudo vira boas piadas. Shows importantes dependem muito da ocasião, eles marcam algumas fases da banda, por exemplo: Circadelica em Sorocaba, Goiania Noise, tour Mercosul… Eu particularmente prefiro os esquemas mais informais no chão, sem palco e dando bastante risada!

Vídeo: MagueRbeS – Controle

Ao longo desses 18 anos a banda lançou diversas demos, coletâneas e agora está chegando ao seu quinto álbum de estúdio intitulado “Vila Rica”.  Fale um pouco sobre esse novo trabalho. Onde foi gravado? Quem participou?

Quando começamos a tocar, participar de coletânea era o único jeito de fazer intercambio de shows e ter material pra vender em merch, isso nos fez ter boas experiências em diferentes estúdios até começarmos a nos entender quanto a linha de som… Esse novo trabalho vai ser um vinil 7 polegadas com 4 musicas, é um projeto que temos faz tempo e que conseguimos viabilizar agora, desde composições, letras e arte, tudo conectada, bem conversada e bem planejada. A arte está sendo feita pelo Xoxu com o suporte de impressão em silk screen do Studio SHN, serão 300 copias, o disco foi gravado no segundo semestre de 2012 no estúdio Lamparina em São Paulo pelo Guto Gonzales e masterizado pelo Hospede. Está um trabalho bem sincero, uma experiência bem foda em nível de sintonia e dedicação de toda equipe! Acredito que estará em nossas mãos logo no inicio de Março.

Há algumas semanas atrás aconteceram as filmagens do primeiro vídeo clipe de divulgação do novo disco. A música escolhida foi “Bela Vista”, presente na coletânea “Chivetorama 2”. Como foram as filmagens e quando será lançado esse material?

Essa música foi a primeira que fizemos pro disco novo, ela também é a última música do disco. “Bela Vista” fala do olhar otimista em relação aos desafios da vida e como isso te ajuda na conquista dos seus valores… Estamos gravando faz um tempo com o Marcelo Fazolin (SHNtv), Bruno e Goy Almeida da “Polemica VP”, a ideia é fazer um registro de varias situações que a gente tem no cotidiano, principalmente com amigos! Acho que sai um pouco antes do disco…

(Escute “Bela Vista” aqui)

capa final

Capa: “Vila Rica”

O cenário independente de Americana sempre foi referencia no interior e na capital, muito disso se deu pela união do MagueRbeS e do coletivo de arte SHN. Fale um pouco sobre essa parceria e sobre os demais projetos em que o SHN está envolvido.

A gente vem das mesmas experiências de vida, repartimos muitas coisas juntos, pra quem é do interior sabe que juntar um monte de loco pra fazer merda é 2 minutos… Muito do movimento no cenário em Americana vem de bons amigos de diferentes bandas e de diferentes contatos que foram se estruturando, como em outros lugares também tem uma ou outra época em que esse movimento esta mais frio, mas nunca para! O SHN tem muito do funcionamento de banda independente e sempre correu junto com varias bandas e artistas e sempre que sobra uma brecha a gente arma uma junto, geralmente essa mistura funciona… Serigrafia, adesivo, pôster, vídeo web, tattoo, confecção, arte, produção de eventos, etc, etc, etc. A ideia é sempre juntar uma boa turma pra dar boas risadas de uma maneira simples e saudável!

E seus demais projetos paralelos? Fale um pouco sobre eles.

Difícil te falar de algo especifico porque eu tenho um problema de que não consigo parar de armar alguma coisa (risos), mas te adianto que com o MagueRbeS já estamos gravando um segundo disco pra essa serie de EPs, logo sai dois vídeos e também estamos marcando bastante show… Com o “Cuspe” estamos com disco em estúdio pra terminar, com SHN também estamos correndo pra projetos de ações e outras experiências artísticas de produção gráfica e também de continuar aplicando alguns artworks pelas ruas do nosso mundão, também corro com uma produtora de projetos artísticos que chama Coletivo Rua que faz trabalhos bem diferentes com vários artistas.

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Campinas e varias outras cidades do interior foram tomadas por um marasmo criativo nos últimos anos em relação a música independente. Poucas bandas legais surgiram, muitas bandas boas acabaram. E em Americana? Como andam as coias por lá? Bandas, shows.

Eu acho que nossa região é violenta de produção cultural, pode ser que as vezes isso fica mais morno, mais quente, mas a gente tem uma puta infra boa, cidades próximas… Quanto as bandas, tem muita coisa véia que ainda tá ai bem a milhão e também uma mulecada que está chegando com força e isso me inspira, curto esse processo, acho que tem  muito a ver com saber se virar no meio, quem trabalha vê resultado, quem espera nunca alcança. Americana tem uma mulecada quebrando, fazendo festa, tocando, trazendo banda, acho saudável já que o “faça você mesmo” tá ai pra todo mundo e não tem cartilha ou regra pra isso. Sempre acho que pode melhorar, mas te digo que já fui pra vários lugares e é difícil encontrar algum lugar como nosso querido 019…

O que você tem escutado ultimamente? Quais bandas poderia recomendar?

Toys That Kill, Renegades of Punk, Garage Fuzz, Estudantes, Deftones, Trash Talk, Title Fight, El-p, Aesop Rock, Jjdoom, Hot Water Music, Converge, Pinback, Trail of Dead, NOFX, Jimmy Cliff, Cheap Girls, Make do and Mend, Everytime I Die, Circa Survive, Silversun Pickups, OFF!, Fucked Up, Blackpool Lights, Lyricson, Bob Mould, Bad Brains, Death Grips, Japandroids, Minus the Bear, Dinosaur Jr, Betercore, Le Almeida, Tomahawk, New Order, Chuva Negra…

Espaço para você falar o que quiser

Muito obrigado pela oportunidade do bate papo, um grande salve a vocês meus amigos, vamos mantendo contato! E parabéns pelo suporte e fortalecimento da produção independente! Nóis fiiii!

Good Coffee!

Conheça The Astro Bullets (Entrevistamos Trinity Carolina)

The Astro Bullets,  novo projeto de Trinity Carolina (ex vocalista da banda  VenusVolts) e  Edu Zambetti (baixista da banda Sapo Banjo), é basicamente uma banda de versões, um filtro que transforma qualquer músicas, dos mais variados estilos, em rocksteady, ska, soul, reggae e por ai vai.

Entrevistamos a vocalista Trinity que nos contou um pouco sobre esse novo projeto entre outras coisas. Confira!

logo

Conte um pouco como surgiu esse novo projeto? E quem mais participa?

O TAB (The Astro Bullets) aconteceu bem aos poucos, no passar de três anos. Ainda na Venus Volts (em 2009) fui entrevistada pelo jornalista e músico Edu Zambetti para o site Punknet. Além das perguntas voltadas para música, batemos um papo bacana sobre artes, mundão e criamos uma amizade. No meio disso, apareceu o interesse de trocar composições e juntar ideias – foi quando a vontade dele de fazer as versões me pintaram justamente com “You Know I’m No Good” da Amy Winehouse, que já estava quase pronta, na agulha. Com a voz gravada na mão, Edu partiu para a regravação do instrumental e arranjos de metais, que foram criados e gravados por Fellipe Pipeta no trompete e flugelhorn.

Quais são os principais artistas e bandas escolhidos para as versões?

São os preferidos da dupla Trinity e Zambetti. Nós lançamos os nomes e escolhemos qual vai entrar na remodelagem do TAB. Pensamos desde cantoras-escola como Aretha Franklin, Peggy Lee, Nina Simone, até cantoras-influência como Siouxsie, Imelda May, Amy Winehouse. Entre as bandas entram, The Aggrolites, Eurythmics, Franz Ferdinand, tanto as com vocais femininos quanto masculinos. Tudo pode cair nesta arapuca.

(Escute algumas versões de The Astro Bullets aqui!)

E quando poderemos conferir a banda ao vivo? Há alguma apresentação em vista?

Vamos fazer um debut de apresentação do projeto, com duas versões, durante o evento Skarnaval que vai ser dia 02/02 (Sábado) no Hangar 110 (São Paulo), junto com Sapo Banjo. Não teria momento melhor para lançar um projeto divertido como este do que no meio da festa que retoma o Carnaval das marchinhas, da participação de metais e com ska. Depois disso, é juntar um set bom para o ao vivo, o que pode levar um tempo porque montar as versões, pensar arranjos de qualidade para valorizar os sons que selecionamos, é um trabalho detalhado do mestre do Zambetti (arranjos de bateria, guitarra, baixos e teclados). O que temos certeza é que assistir a uma big band como essa, vai ser bem interessante.

Ao vivo, também teremos a participação do Ramiro Gava (guitarra), Edu Cursino (teclado), Mau (bateria) e Pokemon (trombone).

cartaz

Além das versões vocês também pretendem trabalhar com composições próprias?

Com o tempo, vai ser inevitável. O objetivo agora é surpreender, mudar a cara do pop e alternativo conhecido, com versões ska, rocksteady, soul, reggae, dub. É brincar com o lado nostálgico destes estilos, mas a destreza do compositor Edu Zambetti logo vai dar em alguma composição autoral.

E como andam seus demais projetos? Ilustrações, tatuagens, performances.

Quando não estou fazendo uma coisa, estou fazendo outra. De 2010 para cá tenho investido mais nestas artes, algo que eu fazia naturalmente no passado, com meus 20 e poucos anos. Foi o que me manteve viva desde 2010. Pretendo organizar exposições em 2013 para agregar artistas com quem tenho afinidade. Participei da exposição “Quintal de Rua” na Galeria Perímetro Urbano (Campinas) recentemente, com quadros pintados a óleo ou acrílicas e peças 3D, que são pinturas em manequins, cilindros de papelão e toyart (customs e Sucatoys).

Vídeo: Trinity Carolina fala sobre os Sucatoys

A tatuagem não é a profissão diária ainda, mas sempre faço trampos em Campinas e região quando sou procurada, dentro dos estilos oldschool, newschool ou reproduzindo desenhos de minha autoria. Essa restrição veio por causa de um problema de saúde nas mãos, o que me instiga mais a continuar tatuando e me superar.

Impossível não relembrar a VenusVolts, banda em que você foi vocalista, e que marcou um período entre 2008 a 2010. Haveria possibilidade de uma nova reunião da banda?

Foi um tempo curto em que participei da VV, com retorno sensacional de mídia, shows e público. Como costumo dizer, um período intenso. O pessoal da VenusVolts está cada um pra um lado, tocando seus projetos de vida e aquela formação não se reúne mais (Pellê e Filipe Consoline continuam lançando um material muito bom ai pela rede).

promo

Você também foi vocalista de uma das bandas mais divertidas de hardcore do começo dos anos 2000, o Mafalda. Como anda sua ligação com esse estilo musical? O que dessa época ainda rola em seu toca discos?

O Mafalda era engraçado, com letras tragicômicas e bons músicos. Mafalda, na verdade, foi uma pseudo-banda, porque teve a duração de um espirro, mas tinha seus ouvintes. Escutei hardcore diariamente bastante tempo, o que foi se mesclando com muitas outras vertentes. Hoje os CDs são repertório do quê ouvir no carro.

Espaço para você falar o que quiser.

“Life without art is stupid!”
Está no tempo das pessoas e suas cabeças mudarem, tudo para melhor. Boas intenções, boa arte, boa música e boas ações.

Good Coffee!