Documentário “Viva Viva” é laçando em DVD no Brasil

Viva Viva é um documentário experimental dirigido por Carolina Pfister sobre punks, identidade e a experiência urbana de São Paulo. Em 2013 o filme foi lançado em festivais de cinema nos Estados Unidos e na Cinemateca de São Paulo, além de rodar diversos festivais de cinema pelo Brasil. Foi recentemente lançado em DVD pela produtora do CBGB Music & Film Festival de New York e será distribuído no Brasil pela Ideal Shop. Em Abril começa a ser vendido pela Alternative Tentacles, do lendário vocalista da banda Dead Kennedys, Jello Biafra, além da Amazon Estados Unidos, onde já pode ser assistido via streaming.

dvdcover_viva_vivaCom trilha sonora que conta com Objeto Amarelo, do artista Carlos Issa, e Retórica, do músico Ian Dolabella, Viva Viva é um recorte singular da filosofia punk, “e um retrato dessa cidade que amo e odeio e que tanto me inspirou” diz a diretora. O documentário revisita cenas do filme “Punks” de 1983 (Sarah Yakni e Alberto Gieco) traçando um paralelo entre as realidades não tão distintas dos punks de hoje.

Viva Viva traz uma nova perspectiva sobre o movimento mais de três décadas depois, através de personagens conhecidos e desconhecidos no cenário punk de São Paulo, e bandas como Ratos de Porão, Inocentes, Dominatrix, Cólera, I Shot Cyrus entre muitas outras.

O documentário

Viva Viva foi filmado pela diretora Carolina Pfister entre os anos de 2003 e 2005, com cinematografia adicional de Pierre de Kerchove e assistência de produção de Pedro Carvalho, Kel Figueiredo e Richard Pfister.

Depois das fitas quase se perderem com o furacão Katrina, quando morava em New Orleans, e em um incêndio florestal na Califórnia, seis anos se passaram antes que a diretora finalizasse o projeto. Turbulento do começo ao fim.

Como não poderia deixar de ser, Viva Viva é um testamento “DIY”, o faça-você-mesmo, que começou como sub cultura através do punk nos anos 1970. Primeiro, como método de organizar seus próprios shows e, mais tarde, como a autossuficiência de se completar qualquer projeto por si só. A ética DIY é a essência da ideologia punk, e como movimento de periferia que começou durante a ditadura, “o punk brasileiro é o faça-você-mesmo em sua expressão mais criativa” afirma a diretora, “uma filosofia que ainda influencia minha vida e produção.”


A diretora

Carolina Pfister, hoje radicada em Portland (EUA), deixou o Brasil para um mestrado em cinema experimental logo antes do ataque terrorista de 2001. Em meio a uma onda xenofóbica e um clima incerto, a diretora percebeu um desconhecimento em relação a experiência urbana além das fronteiras do “primeiro mundo”, e uma expectativa folclórica sobre sua produção artística como sul-americana.

Para fornecer um contraponto a uma perspectiva, que achava distorcida e limitada, Carolina buscou um retrato urbano sobre outra brasilidade, mas nem por isso menos autêntica. Em um país conhecido por uma tradição musical fora do rock, o punk trouxe uma expressão catártica mais próxima às realidades urbanas.

Conheça duas gerações que moldam uma cultural global dissidente e criam a trilha do caos urbano. Sob o concreto de São Paulo, os punks nos convidam a abrir os olhos. Viva Viva!

Good Coffee!

Festival Autorock 2013 anuncia programação (Entrevistamos Daniel Etê)

Foi divulgada essa semana a programação da sétima edição do Festival Autorock, o maior e mais importante evento destinado a música independente realizado na cidade de Campinas/SP.

O festival que será realizado esse ano entre os dias 08 a 18 de Agosto irá contar com inúmeras apresentações musicais, mostra de filmes e exposições de arte.

festival autorock 2013 cartaz_campinas

Entre as principais atrações musicais que estarão presentes este ano no festival estão as bandas: Mukeka di Rato, Rock Rocket, Polara, Drákula, Lisabi, Leptospirose, Hutt, Cólera e Corazones Muertos.

Confira aqui a programação completa e um breve papo que batemos com Daniel Etê, principal articulador e organizador do evento, que nos contou um pouco sobre a história do festival, curiosidades e muito mais! Confira.

Etê, como surgiu a ideia de criar um festival nesse formato? Conte um pouco da história do Autorock e como foram suas primeiras edições.

A ideia de fazer o Autorock veio em 2003, pois queríamos fazer uma comemoração dos 10 anos do primeiro Juntatribo e também porque a cidade estava bem parada, sem nada para fazer e sem nenhum lugar fixo aonde as bandas que gostávamos pudessem tocar… Ok, tinham algumas festas do Sergio Kapeta, mas eram só umas duas ou três por ano. Essa edição foi muito importante, pois ajudou a reunir o público de rock subterrâneo da cidade que andava bem disperso. No ano seguinte, 2004, copiamos descaradamente o Cardápio Underground de Bragança Paulista e adotamos o formato atual com exposições, mostras de vídeo, etc.

As duas primeiras edições rolaram no saudoso Centro Cultural Evolução. Em 2005 conseguimos um apoio da Secretaria de Cultura que disponibilizou a Estação Cultura para os shows gratuitos. Depois ficamos dois anos sem fazer o festival por algum motivo que não me lembro agora e voltamos em 2008 e 2009, pulamos mais um ano e fizemos outra edição em 2011 também com 10 dias. Quem sabe um dia role uma versão de um mês do festival, quem sabe?

Mas basicamente o Autorock é isso; um lugar para festejar, encontrar os amigos, conhecer gente nova, ouvir novas bandas, matar a saudade das bandas velhas e se divertir para caralho, afinal de contas vivemos disso.

Cartaz "Autorock 2003"

Cartaz “Autorock 2003”

Nessas seis edições, qual foi, na sua opinião, o momento ou o show mais marcante?

Durante uma época alguns oportunistas resolveram cooptar uma boa parte do público que juntamos para servir a seus próprios propósitos mequetrefistas. Eles tinham muito dinheiro para trazer bandas comerciais e alugar grandes sistemas de som, mas como já dizia o Lótus Rock: ”O rock and roll não se compra num Supermercado, muito menos num Shopping Center”. Então o show das Mercenárias em 2005 teve um gostinho especial de vingança já que lotamos a Estação Cultura sem ter nenhuma banda mainstream manjada e fizemos a divulgação com flyers silkados em papel craft pelos nossos comparsas do SHN. O show do Cólera na estação também foi a realização de um sonho adolescente, já que quando eu era um muleque de merda não rolava nada parecido por esses lados.

Esse ano o festival irá contar com a participação de inúmeras bandas de peso, entre elas: Polara, Hutt, Mukeka di Rato, Rock Rocket, Corazones Muertos , Leptospirose entre outras… Saindo um pouco do papel de organizador e olhando como expectador, qual show você está mais ansioso para assistir no festival desse ano?

É muito corre, corre e apesar da ajuda fundamental que está rolando de pessoas como o Renan (Trashcan Records) e da sua também, nunca consigo relaxar a bundinha e curtir o barato numa boa como eu gostaria.

Você tá querendo cagar na minha caveira né Zazá? Seria um relaxo com todas as outras bandas se eu disser qual é a minha preferida. Ok eu tenho uma ou algumas, mas não conto pra ninguém.

 

Por quais locais o Autorock vai passar esse ano?

Esse ano o Autorock ira passar pela DisORder, Casa São Jorge, Kabana, MIS, Biblioteca Municipal, Bar do Zé, Woods, Pista de Skate do Pe. Anchieta, Centro de Convivência, Carriero Estúdio e pela primeira vez na Concha Acústica do Taquaral.

Fale um pouco sobre o “AutoTrash”, a mostra de vídeos e curtas que acontece esse ano no festival.

AutoTrash é uma mostra de cinema/vídeo barra pesada, coisa fina mesmo. Temos material que faz com que o Lars Von Trier pareça com a Glória Perez. Carlos Reichenbach, Petter Baiestorf, Ivan Cardoso, Fernando Rick & Marcelo Appezato, John Waters, Shuji Terayama entre outros. A curadoria foi feita por Gurcius Gewdner, cineasta especialista em cinema doentão, da trashera ao experimental… Nossos filmes explodem feito dinamite!

Maiores informações sobre a mostra aqui.

E sobre as exposições?

Também gostamos de arte né? Mas nada de quadros de cavalos, vinho branco e mindinhos em riste por aqui. Vão rolar 3 exposições, a primeira na Galeria DisORder comigo, Filipe Guimarães (vulgo Valdomiro Mugrelise), Gui França e mais alguns convidados. Tem também uma de caricaturas homenageando Woodstock no Carriero Estúdio, outra do Vicente Magalhães na Biblioteca Municipal e a já clássica troca de desenhos do Carlos Dias na Casa São Jorge rolando paralelamente no dia do show da sua banda, o Polara.

daniel ete

Há alguns anos a cidade foi tomada por um marasmo criativo que deu vida a uma infinidade de bandas cover. Como você vê o cenário independente e autoral da cidade hoje? Você acredita que houve uma renovação?

Aqui sempre foi o paraíso de bandas covers e roqueiros covers, por outro lado sempre tivemos bandas duronas e persistentes em seus trampos autorais que cagam e andam para o que a maioria das pessoas acham. As coisas sempre se renovam de uma forma ou de outra, sempre existe o povo que não se conforma com o que está acontecendo e parte para cima feito um capeta. Um exemplo disso é o Lisabi que contrariando quem insiste em dizer que tocar músicas próprias não leva a lugar nenhum e que o negócio é apostar num repertório de canções consagradas pelo senso comum meia boca, acabou de chegar de uma tour pelos EUA.

Certa vez você disse: “Campinas é a cidade das bandas que batem na trave” (Se referindo a uma infinidade de ótimas bandas que surgiam na cidade, mais que por algum motivo acabavam não vingando ou simplesmente desapareciam do dia pra noite). Atualmente qual banda que você vê como destaque em nossa cena local? Alguma aposta?

Cagando na minha caveira de novo Zazá? Eu disse isso quando estava bem breaco, foi tipo uma piada de mal gosto duvidoso, mas é uma forma de ver a falta de apoio que rola para muitas bandas aqui. Já vi gente gravando ótimos trampos e fazendo shows monstruosos que sempre acabaram sendo ignoradas por uma boa parte do público da cidade. Azar desse público, eles que se fodam, sou feliz por ter visto o Grease fazer um dos shows mais animalescos do planeta no finado Ozz, com direito a vinho tinto com o gargalo quebrado, com sangue pelo palco e distorção para caralho, sou grato por ter visto o Anger que era o nosso Criptic Slaugther nos idos de 1988 assim como o Enforcer que era o nosso metal church, me diverti para caralho vendo as Lunettes e os Violentures no antigo e roqueiro Bar do Zé fedendo a fritura véia, curti uma onda  hippie barãogeraldense com o Astromato, dormi capotado na entrada do Soho com muito orgulho, poguei no show do Ofence com a aba do boné para cima, fiz guerra de tortas de creme de barbear enquanto o Lucrézia Borgia encerrava o Juntatribo II, sai na porrada com uns playboys idiotas que queriam zoar as garotas do No Class (aliás eu apanhei para caralho naquele dia), vomitei ao som do Quasimodo Traça Jaguadarte enquanto o Japoneis Black Flag tocava trompete feito um doente.

Me amarro na cultura rock obscura local, acredito no potencial, já vi isso acontecer, vivi essa porra  toda. A piada das bandas que batem na trave tem a ver com o fato de nenhuma banda local ter feito sucesso comercial, mas isso não importa, quem faz sucesso comercial é gente tipo a Sandy e Junior ou qualquer outra coisa jabazenta dessas. Essa terra foi injusta até com o Carlos Gomes, mas nem por isso ele parou de compor.

Aposto em todas as bandas que tocarão e nas que já tocaram no Autorock, aposto em bandas que ainda não foram escaladas para o festival, aposto em qualquer um que enrola cabos sujos de vômito as 5 da manhã depois de um show para 15 ou 20 cabeças, em gente que faz suas próprias canções e sua própria história, por mais torta que possa parecer.

drakula

Espaço para você falar o que quiser.

Quero agradecer a um monte de gente que nesses 10 anos, desde o primeiro Autorock até hoje, me deram um puta dum auxílio colossal:

Nicolas e suas ideias lazarentas, Walkyria por todo o amor, apoio e pelas broncas, você Zazá por assim como eu acreditar em todo esse povo torto, ao Renan, Cacá Toledo meu primeiro parceiro no festival, ao Paulão Shetara e ao mestre Camilo, Kátia e Marino, Gabriel Rapassi, Ney Carrasco, toda a produção do saudoso Valvulado, Artur Ramone, Luiz Fernando Carioca o rei do baile, Gláucio da São Jorge, Chistian Camilo, ao Ney o Satã, ao Denis do som que esperou 6 meses para receber, Kikão comendatore do Pe. Anchieta e sua gang, Artie “trimilique”, Backstage Produções, Riva Rock, Bazar Clube das Pin Ups, Rodrigo Grease e a mais alguém que eu possa ter esquecido porque eu tenho uma memória de galinha.

Mas agradeço principalmente por todas as mais de 100 bandas que já tocaram no Autorock e a todo o público presente, agradeço também a uns malas que nunca foram ao festival, mas também não fizeram a menor falta, muito pelo contrário.

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL AUTOROCK 2013

 QUINTA-FEIRA – 08/08

19h – Abertura da Exposição “Auto” com Filipe Guimarães, Gui França, Daniel Ete e convidados.

Show com a banda: Malvo

Entrada: Gratuita
Local: DisORder – Rua General Osório, 1565 – Cambuí

21h – Show com as bandas: Polara (SP) e Mullet Monster Mafia (Piracicaba) + “Troca de Desenhos com Carlos Dias – Ao Seu Alcance”

Entrada: R$ 12 (até as 22h) – R$ 15 (após as 22h)
Local: Casa São Jorge – Av. Santa Izabel, 655 – Barão Geraldo

Polara

SEXTA-FEIRA – 09/08

19h – Show com a banda: Desenmascarado

Entrada: Gratuita
Local: Centro de Convivência de Campinas – Cambuí

21h – Show com as bandas: Bad Motors (Sorocaba) e Black Needles (SP)

Entrada: R$ 12 homem / R$ 8 mulher
Local: Kabana Bar – Av. Dr. Romeu Tortima, 485 – Barão Geraldo

SÁBADO – 10/08

16h – Show com as bandas: Human Trash (SP) e Wasted Pido (Itália)

Entrada: Gratuita
Local: Carriero Estúdio – Av. Barão de Itapura, 2043 – Guanabara

22h – Show com as bandas: Hutt (SP), No Sense (Santos), Flash Grinder (Joinvile) e Slag (Paulínia)

Entrada: R$ 15
Local: Woods Music Bar – Rua Erasmo Braga, 6 – Bonfim

22h – Show com as bandas: AQUëLES! e Corazones Muertos (Argentina)

Entrada: R$ 12
Local: Bar do Zé – Av. Albino J.B. de Oliveira, 1325 – Barão Geraldo

Corazones Muertos

DOMINGO – 11/08

16h – Show com as bandas:  Leptospirose (Bragança Paulista), Shame (Paulínia) Ohw Shit! (Americana), Ragar, Moby Dick e Don Ramon

Entrada: Gratuita
Local: Praça Integração – Av. João Paulo II – Padre Anchieta

SEGUNDA-FEIRA – 12/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

O M da minha Mão (Carlos Reichenbach, 1979, 9 min)
Fuscão Preto – O Trailer (Fellipe Mattei Usa, 2 min, 2007)
War (Gurcius Gewdner, 6 min)
Cannibal Commando (Fellipe Mattei, Itália, 2 min)
Almoço na Relva (Gurcius Gewdner, 2013, 7 min)
Eu Caí da Ponte: Jorge Timm & Os Ilegais (Petter Baiestorf, 2012, 3 min)
Deus o Matador de Sementinhas (Petter Baiestorf, 1997, 2 min)
Desagradável (Fernando Rick & Marcelo Appezato, 2013, 120 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

TERÇA-FEIRA – 13/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

Émotion (Nobuhiko Obayashi, Japão, 1966, 39 min)
DR (Felipe Guerra/Joel Caetano, 2011, 10 min)
Encarnaccion del Tinhoso (Petter Baiestorf, 2009, 7 min)
Arrombada – O Trailer (Petter Baiestorf, 2007, 5 min)
Four for One Yard ( Inessa Kovalevskaya , Rússia, 1967, 10 min)
O Coelho 2 (Elloi Mattar, 10 min)
Mamilos em Chamas (Gurcius Gewdner, 60 min)
Ninjas (Dennison Ramalho,2011, 25 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

 

QUARTA-FEIRA – 14/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

United Trash (Christoph Schlingensief, Alemanha, 1995, 60 min)
Meat Love (Jan Svankmajer, 1 min)
X is Y (Richard Kern, 2 min)
Koneko Monogatari II – As Novas Aventuras Sexuais de Chatran & Zimmer Rumo as Profundezas do Inferno e da Solidão do Matrimônio (Gurcius Gewdner / Masanori Hata, Japão/Brazil, 1986/2013, 90 min)

+ Amyr Cantusio improvisa “Drákula” de Bela Lugosi

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

QUINTA-FEIRA – 15/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

No Smoking (John Waters, 1 min.)
The Mongreloid (George Kuchar, 9 min)
Private Life of a Cat (Alexander Hammid, Musicado por Os Legais & Willie Kampff, 22 min)
Eu Sou um Pequeno Panda (Gurcius Gewdner, 6 min)
Amor & Tara (Ivan Cardoso, 1971, 4 min)
Cannibal Lovecaust (Felipe Mattei, Itália, 1980, 3 min)
The Spot (Terry Gilliam, 1963, 2 min)
Filme Politico (Petter Baiestorf, 1 min)
Freddy Breck Ballet (Gurcius Gewdner, 11 min)
O Cinema é uma Arte Estranha (KZL, 2012, 6 min)
Heart of the World (Guy Maddin, 6 min)
Hardcore Dandies (Gurcius Gewdner, 2012, 15 min)
Video Pirates (Robert K Eiss, Usa, 1987)
The Son of the Invisible Man ( Carl Gottlieb, Usa, 1987, 5 min)
As Incríveis e Maravilhosas Fitas Proibidas & Secretas de Dick Magoon (1971 / 2013, 57 min)
Dez Anos sem GG Allin (8 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

22h – Projeto Mopemuca

Show com as bandas: Bandidos da Luz Vermelha e Trambique 77

Entrada: R$ 12
Local: Delta Blues Bar – Av. Andrade Neves, 2042 – Jardim Chapadão

22h – Show com as bandas: Lisabi

Entrada: R$ 5
Local: Casa São Jorge – Av. Santa Izabel, 655 – Barão Geraldo

Leptospirose

SEXTA-FEIRA – 16/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

The Cage (Shuji Terayama,Japão, 1964, 11 min)
Zoo (Bert Haanstra, Holanda, 1962, 11 min)
Dia de Ano (Gurcius Gewdner, 2005, 25 min)
Let Your Fans Be Your Distributor! (Lloyd Kaufmann, Usa, 2012, 12 min)
Filmes são seus Amigos (Gurcius Gewdner, 2013, 2 min)
Erivaldo, O Astronauta Místico (Gurcius Gewdner , 2013, 6 min)
Zombio 2: Chimarrão Zombies  (Petter Baiestorf, 2013, 83 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

22h – Show com as bandas: Cólera (SP), Zumbi Radioativo (Americana) e Labataria

Entrada: R$ 17
Local: Woods Music Bar – Rua Erasmo Braga, 6 – Bonfim

SÁBADO – 17/08

15h – Show com as bandas: Aeromoças e Tenistas Russas (São Carlos), Revoltz SP (Americana), Maquina Voadora e Monotone Grey

Bazar Clube das Pinups + Feira de Vinis

Entrada: Gratuita
Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

21h – Show com as bandas: Ultravespa (Goiânia) e Footstep Surf Music Band

Entrada: R$ 12 homem / R$ 8 mulher
Local: Kabana Bar – Av. Dr. Romeu Tortima, 485 – Barão Geraldo

Mukeka di Rato

DOMINGO – 18/08

14h – Show de enceramento com as bandas: Mukeka di Rato (Espírito Santo), Rock Rocket (SP), Gasolines (SP), MagueRbes (Americana), Motor City Madness (Rio Grande do Sul), Adrede (Indaiatuba) e Drákula

Discotecagem: DJ Krypton

Entrada: Gratuita
Local: Concha Acústica – Lagoa do Taquaral – Av. Dr. Heitor Penteado, Portão 2 – Taquaral

Maiores informações na pagina oficial do festival no Facebook: www.facebook.com/festivalautorock

programação autorock 2013

programaçao autorock 2013 (2)

(click nas imagens acima para visualizar a programação completa)

 

Good Coffee!

Baterista da banda Lethal Charge morre aos 38 anos

“O baterista da banda campineira Lethal Charge, Rogério Lelis, 38 anos, faleceu no último domingo (08/04). A causa da morte não foi divulgada.”

“A Lethal Charge configura entre os principais nomes do cenário hardcore e heavy metal de Campinas e Lelis fazia parte do grupo desde sua formação, em 1991. A banda fez seu último show em novembro de 2011, no Bar do Zé, em Barão Geraldo. Durante duas décadas, lançou três discos gravados e Lelis esteve presente no grupo em momentos importantes. A Lethal Charge dividiu o palco com grandes nomes do underground como Sepultura, Agnostic Front, GBH, Cólera, Ratos de Porão, Dorsal Atlântica, Pavilhão 9 e Korzus.”

Fonte: RAC

Good Coffee!

Documentário “Autorock – Registro 2009” disponível no YouTube

Finalizado a cerca de um ano o documentário “Autorock – Registro 2009” finalmente está disponível para visualização no site YouTube.

Produzido por Héctor Vega e Guilherme Angeli o documentário é uma pequena mostra do que foi a quinta e última edição (até o momento) do tradicional festival realizado anualmente na cidade de Campinas/SP.

Confira abaixo o vídeo na íntegra e aqui uma breve entrevista para o site Trama Virtual!

Good Coffee!

Gritando HxCx em Vinhedo! (Entrevistamos Ritchie)

Quem não se lembra de clássicos como: “Velho Punk”, “ Terra da garoa”, “Ande de Skate e Destrua” que marcaram a cena punk no final dos anos 90?

Foto por: Wander Willian

Se sua resposta foi uma negativa provavelmente você nunca ouviu falar da banda paulista Gritando HxCx, ícone incontestável do punk rock nacional, que se apresenta no próximo sábado (13/11) no lendário Altas Horas Rock Bar em Vinhedo/SP.

Preparamos uma pequena entrevista com Ritchie, baixista e um dos fundadores da banda, que falou sobre influências, planos e cena independente. Confira!

O Gritando HxCx volta a se apresentar em Vinhedo após um longo período, por conta disso há uma certa expectativa em relação ao repertório do dia 13. Vocês pretendem focar a apresentação em seu novo trabalho “Fase Adulta” ou podemos esperar a execução de alguns dos muitos clássicos da banda?

Salve, galera! Então, em todos os nossos shows fazemos uma mescla entre o trabalho novo e o antigo. Músicas antigas nunca podem faltar e, aos poucos, vamos mostrando a pegada das músicas do “Fase Adulta”, um cd que ficamos bem satisfeitos com o resultado final.

A banda completou 15 anos de estrada entre muitas idas e vindas, formações e shows por quase todo país.Está nos planos do Gritando HxCx lançar algum material especial em DVD para comemorar essa trajetória?

Sim, com certeza! Já existem algumas imagens… Vamos mostrar imagens também da primeira fase da banda, essas ainda estamos atrás… O projeto já está em andamento, mas claro, não há previsão de lançamento ainda. Algo que já está engatilhado é um videoclipe de animação que está praticamente pronto, nesse último final de semana, vi 40 segundos de imagens do clipe. Ta bem loco! (risos) Sempre foi um sonho ver a gente em “desenho animado”. A música escolhida é do “Fase Adulta” e se chama “Dinheiro sujo”.

O clipe tá sendo produzido pelo Thiago Akira, que fez o clipe da banda Velocette. O Velocette pra quem não sabe é a banda do nosso amigo Edgar, ex batera do Gritando.

Quais as bandas nacionais que você tem escutado atualmente? E qual a sua opinião sobre essa nova e crescente cena que vem surgindo no meio independente?

Cara, a banda que mais pirei ultimamente é uma de música instrumental lá do Mato Grosso chamada Macaco Bong. Mano, pra mim sem duvida hoje é a parada mais interessante que eu ouvi. E pra você ver, não tem nada haver com punk rock. Cara, como sou bem eclético isso sempre ajudou e ajuda na maneira de eu tocar e contribuir mais com o som da banda, mas independente do que eu estiver ouvindo atualmente, nunca deixo de escutar o hard core das antigas e o punk rock, tanto as bandas nacionais quanto as gringas. Mano, quanto a nova cena independente, na real, to precisando me atualizar em relação a ela. (risos) Ta difícil encontrar bandas que tem como referência os Porcos Cegos, Street Bulldogs, Dead Fish, Ghc, Zumbis, Flicts, Questions, Agrotóxico, Nitrominds… Vixi cara muita banda boa que ainda ouço e que temos amizade. Mas cara, das bandas que conheci recentemente e que já tocamos juntos, sem média posso citar o próprio Fictícios que faz o punk rock muito bom e o os nossos amigos do Neocid de Campinas. Bandas que conheço há pouco tempo e são muito legais. Recomendo.

Como vocês vêem o cenário punk brasileiro atual? Ele está ou não está morto?

Esse lance de que o Punk está morto é conversada furada. Enquanto existirem bandas tocando é um sinal que tudo esta rolando ainda. E outra, o som que se faz aqui no Brasil sempre foi e será respeitado além das nossas fronteiras. Acho que a questão é desprender de modismos e acreditar no que se gosta de tocar. Haja vista bandas como o Cólera, Ratos de Porão, Garotos Podres estarem tocando. Bandas que são referencias pra nós e pra um monte de bandas que a gente conhece.

Espaço para vocês falarem o que quiserem

Bom, quero é agradecer a oportunidade de falar do Gritando, do cd novo, e espero que de alguma forma tenha colaborado com vocês! Apareçam no show de Vinhedo que vai ser muito bacana… Ah, o Decore vai tocar também! (risos) Da hora! Até sábado (13/11) galera! Apareçam, divirtam-se e prestigiem a cena local! Abraço a todos!

Good Coffee!

Autorock – Registro 2009: Teaser

Já está rolando no Youtube o teaser oficial do documentário “Autorock – Registro 2009” que muito em breve será lançado via Café in Sônia Filmes e Backstage Produções.

O documentário de 30 minutos é um breve registro do que foi a quinta edição do já tradicional Festival Autorock que acontece anualmente na cidade de Campinas/SP.

Com mais de 10 horas de material bruto captado por duas câmeras amadoras, o documentário que demorou cerca de 10 meses para ser concluído, conta com incríveis imagens de quase todas as atrações (bandas, exposições…) do Festival Autorock 2009, além de depoimentos de idealizadores e apoiadores desse ótimo evento que movimenta a cena independente em nossa região.

Com direção e edição de Héctor “Zazá” Vega e Guilherme Angeli, “Autorock – Registro 2009” é um documentário indispensável para quem vive, acredita e apóia a cultura independente em nosso país, além de ser mais uma ótima prova de que o bom e velho “do-it-yourself” ainda funciona e pode ser colocado em prática sempre.

Acompanhe aqui todas as novidades sobre o lançamento desse excelente trabalho!

Good Coffee!

Festival Autorock 2009

No último dia 26 foi divulgado a programação do “FESTIVAL AUTOROCK 2009”, a quinta edição do já tradicional festival de rock independente da cidade de Campinas/SP.

Esse ano a programação está bem caliente e conta com mostras de vídeos, documentários, exposições e muito rock barulhento com grandes bandas do nosso cenário regional e nacional.

O festival tem inicio no dia 01 de Outubro com a exibição do documentário “RE: BOARD” e a abertura da exposição “EMOÇÃO-TERROR” no MIS (Museu de Imagem e Som) as 19 horas. Ainda na quinta-feira as 22 horas o BAR DO ZÉ trás ao palco a banda FOOTSTEP com seu surf music destruidor!!

Drákula

Drákula

No dia 02 (sexta-feira) é a vez dos rapazes da banda MAGUERBES de Americana/SP começarem a colocar a casa á abaixo junto com as bandas BIGGS de Sorocaba/SP e DRÁKULA de Campinas/SP, porem a casa cai mesmo no dia 03 (sábado) com a apresentação da única banda que faz o BAR DO ZÉ literalmente  tremer, o GARAGE FUZZ  de Santos/SP  promete vir com tudo em um super show acompanhado da banda ALCOÓIS de Campinas/SP  – a banda de rock instrumental TRASTRIO que consta na programação não poderá se apresentar no dia 03, sendo assim talvez o único desfalque do festival.

As cervejas prometem voar no HAMMER ROCK BAR no domingo, dia 04, com a apresentação da banda prata da casa OS MUZZARELAS, que vem com um repertorio recheado de novidades, apresentando as músicas de seu mais novo disco “We Rock You Suck” que promete ser lançado ainda esse ano.  Junto com eles, as bandas FUZZFACES, ATOMIC NACHOS, LABATARIA e SUPERDRIVE fecham com chave de ouro o primeiro final de semana do festival.

programação

programação

Na terça-feira, dia 06, o festival volta com a apresentação do ”VÍDEO-VALVULADO”, uma seleção do melhores momentos do programa “Valvulado” nos anos de 2002 a 2007, já na quarta-feira dia 07, rola a apresentação do “VÍDEO-FUGAZI” registro/documentário da apresentação da banda FUGAZI na cidade de Campinas/SP no ano de 1997, tudo isso no Museu de Imagem e Som, com inicio às 19 horas e entrada franca.

Dia 08 o som volta com tudo no festival, agora na CASA SÃO JORGE onde a banda carioca CANASTRA promete fazer todo mundo bailar ao seu ritimo quente.

 Na sexta-feira, dia 09, o clima esquenta no HAMMER ROCK BAR com a apresentação da clássica e lendária banda CÓLERA (SP) que vem acompanhada das bandas LOBOTOMIA (SP), LETHAL CHARGE e ADREDE.

Dia 10, sábado, o festival volta com tudo para o palco do BAR DO ZÉ onde as bandas VIOLENTURES e LUNETTES de Campinas/SP se encontram com OS ESTUDANTES do Rio de Janeiro/RJ para um show imperdível.

Violentures

Violentures

Em paralelo as apresentações que aconteceram no BAR DO ZÉ nos sábados do festival iram rolar dois incríveis shows na LIVRARIA CULTURA de Campinas com as bandas RADIARE (dia 03) e NUER (dia 10), essa duas apresentações também estão dentro da programação do festival e tem inicio às 19 horas e entrada gratuita.

E finalmente no domingo, dia 11 de Outubro, rola a festa de encerramento do festival na ESTAÇÃO CULTURA, que provavelmente vai ao chão com a presença de peso da banda RATOS DE PORÃO (SP), que junto as bandas AÇÃO DIRETA (SP) e LEPTOSPIROSE (TERRA DA LINGUIÇA) vão fazer um show que com certeza vai entrar pra historia do “FESTIVAL AUTOROCK” e da cena independente de Campinas/SP.

Não deixe de participar!

Mais informações sobre a programação: Chop Suey Discos

Good Coffee!