Guitarrista americano Breezy Rodio se apresenta no Echos Studio Bar

Na quinta-feira, dia 26/03, o Echos Studio Bar, em Barão Geraldo, irá receber o show do guitarrista de blues norte-americano Breezy Rodio. O evento marca o início de um projeto chamado “Paulo Gazela Convida”, sob a curadoria do blues man campineiro Paulo Gazela.

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Breezy Rodio é um dos principais nomes da nova geração do blues de Chicago (EUA), cidade que é reconhecida como a capital do gênero. Está constantemente se apresentando nos mais famosos bares e casas de blues, como o House of Blues e o Buddy Guy Blues Legends. Seu estilo mescla o blues tradicional com elementos modernos.

Breezy se apresenta em Campinas/sp acompanhado pela banda Rafael Puccini Blues Trio, de São Paulo/SP. A banda é liderada pelo baixista Rafael Puccini, um dos mais requisitados instrumentistas do cenário blues brasileiro, Rafael também é o produtor responsável pela turnê de Breezy no Brasil.

Para maiores informações sobre o evento click aqui.

Good Coffee!

Topysturvy em Campinas! (Entrevistamos Alexandre Lima)

No próximo sábado (27 de Abril) a excelente banda Topysturvy de Mogi das Cruzes/SP volta a se apresentar no Bar do Zé em Campinas/SP ao lado da banda carioca Malni que excursiona pelo interior de São Paulo neste final de semana.

Conversamos com o vocalista e guitarrista Alexandre Lima que nos contou um pouco dos planos da banda para esse ano entre outras coisas. Confira!!

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O Tupysturvy vem se destacando como uma das maiores revelações do interior paulista nos últimos anos. Conte como surgiu a banda, primeiros shows, formações…

A banda surgiu em 2005 formada por Alexandre Lima (eu) (guitarra e voz), Gustavo Rodrigues (bateria), André Marques (guitarra) e Guilherme Padovani (baixo). Ficamos com essa formação por mais ou menos 1 ano e meio. Após a saída do André e do Guilherme, o Athos assumiu o baixo e decidimos manter essa formação em trio que dura até hoje.

Essa é a segunda apresentação da banda no Bar do Zé (em Campinas/SP) certo? Qual a expectativa de vocês para o show de sábado (27/04)? 

Nós adoramos o Bar do Zé. Eu já havia tocado por lá com uma antiga banda minha, e essa vai ser a segunda vez com o Topsyturvy. Temos um puta carinho pelo lugar, o pessoal é incrível e os shows costumam sempre ser muito legais!

Essa apresentação é a penúltima data de uma extensa tour que vocês realizaram durante todo mês de Abril. Conte um pouco como foi (e está sendo) essa tour.

A gente tem rodado bastante. Desde o início do ano estamos com uma média de 2 shows por semana, o que na nossa atual situação é um número bastante significativo. Achamos fundamental para qualquer banda independente realizar o maior número de shows possível. Isso ajuda tanto na manutenção da performance ao vivo como na divulgação da banda. Fora o fato de que gostamos demais de tocar e isso pra gente não é nenhum sacrifício. Muito pelo contrário. É o que mais gostamos de fazer na vida, e quanto mais, melhor. 

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Quais os planos da banda ainda esse ano? Novas gravações, novos vídeos, tours? Já há algo planejado?

Vamos entrar em estúdio em maio pra gravação da segunda parte do nosso disco, chamado “Noises”. Já temos 5 músicas na net, e vamos completar com mais 5 para aí sim, prensarmos um material mais profissional.
Iremos gravar no estúdio do Chicão, que é baterista do La Carne, uma banda sensacional que somos fãs incondicionais. O estúdio é uma beleza só, e estamos bem ansiosos pra iniciar as gravações, apesar de ser um processo que eu particularmente detesto. Digo isso por mim, porque para o Gu e o Athos, creio que o processo não seja tão doloroso.
Depois que terminarmos as gravações, o plano é sair tocando pra tudo que é lado.

Recentemente vocês lançaram o excelente videoclipe “Thrash” que contou com sua direção e edição. Fale um pouco como surgiu a ideia para o vídeo? Quem mais participou da produção? E o gato Eurico?

A ideia surgiu em uma roda de cerveja entre nós três. Era pra ser um clipe com diferentes partes de corpos se misturando, mas quando começamos a gravar, a própria dinâmica da coisa foi nos levando para outro lado. 
No final, acabou ficando diferente do que imaginamos no início, mas o resultado foi muito satisfatório pra todos. Foi minha primeira experiência dirigindo, e espero que não seja a última. É uma linguagem que eu amo pra cacete e quero muito me aprofundar, sem nunca deixar o lado musical, que é a grande prioridade na minha vida. A produção foi realizada em parceria com a “APPA/Núcleo Cinergia – Interações Estéticas” e o “Laboratório do Coelho Grená”, que é uma micro produtora de vídeos. É o braço audio-visual do coletivo Poranduba, o qual nós três fazemos parte com mais 9 pessoas.

O Eurico é o meu gato, e mandou dizer que está muito atarefado para responder entrevistas no momento, mas adiantou que se for rolar outro clipe, quer condições mais dignas de um gato da sua estirpe, tal como camarim, ração de primeira, cama especial e mais bajulação.

 

Quais os planos da banda ainda esse ano? Novas gravações, novos vídeos, tours? Já há algo planejado?

Vamos entrar em estúdio em maio pra gravação da segunda parte do nosso disco, chamado “Noises”. Já temos 5 músicas na net, e vamos completar com mais 5 para aí sim, prensarmos um material mais profissional.
Iremos gravar no estúdio do Chicão, que é baterista do La Carne, uma banda sensacional que somos fãs incondicionais. O estúdio é uma beleza só, e estamos bem ansiosos pra iniciar as gravações, apesar de ser um processo que eu particularmente detesto. Digo isso por mim, porque para o Gu e o Athos, creio que o processo não seja tão doloroso.
Depois que terminarmos as gravações, o plano é sair tocando pra tudo que é lado.

Quais são as maiores influências da banda? O que vocês têm escutado?

Gostamos de bastante coisa. Não sei se consigo pensar de imediato em alguma banda que tenha sido referência direta na construção da identidade da banda. Obviamente os deuses do rock sempre serão referência, mas gostamos também de tomar referência por estilos, como jazz e suas vertentes, blues e música brasileira.

E em relação a música independente nacional? Quais bandas ou artistas novos você tem acompanhado e que poderia recomendar?

Pergunta complicada e perigosa, porque tem tanta gente boa que alguém pode ficar de fora por conta da minha falta de memória. Se eu esquecer de alguém, me perdoem, mas estou escrevendo exatamente às 16:20 da tarde.
Dando ênfase para as bandas de Mogi e região que estão na ativa: Hierofante Púrpura, Vício Primavera, Conte-me uma Mentira, La Carne, Sin Ayuda, Bangs, Infraaudio,Evora, Luzco, Polite.

Na sequência, várias bandas novas, mas que são de músicos velhacos na cena e extremamente competentes como: The September Guests, Formidável Morgana, Back in Bones, Robotnick, Psychotropics, Wrong.
Fora da região: Macaco Bong, Petit Mort (Argentina), Drama Beat, Espasmos do Braço Mecânico, Krias de Kafka, Núvens Invisíveis, Dr Mars, Nine Seconds Agression, curved, Hell’s Kitchen Project.

Sem dúvida nenhuma estou esquecendo de vários nomes. Não me levem a mal, por favor.

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Falando em Mogi, como anda a cena independente por lá? Muitos shows e bandas novas rolando?

A cena de Mogi sempre foi muito intensa, com muitas bandas surgindo a todo momento. Esse ano sofremos duas baixas que ainda nem sabemos o quão significativas serão – para o lado negativo.
O Divina Comédia, que era um bar voltado para a música independente e uma grande referência para a cena local fechou as portas, e o Campus VI, outra grande referência, foi obrigado a interromper apresentações de música ao vivo em função de burocracias desnecessárias.
Em contrapartida, estamos correndo com novos espaços e os resultados tem sido sensacionais.
Falando em nome do coletivo Poranduba, digo que é um momento muito especial, pois estamos com um secretário de cultura totalmente aberto ao diálogo e disposto a ajudar no crescimento da cena, algo que nunca tivemos por aqui.

A cena de Mogi é bem insistente e está longe de ter um fim.

Espaço para você falar o que quiser.

“Information is not knowledge.
Knowledge is not wisdom.
Wisdom is not truth.
Truth is not beauty.
Beauty is not love.
Love is not music.
Music is The Best.”
― Frank Zappa

Para conferir a agenda e o trabalho da banda click aqui!

Good Coffee!

Malni em Campinas! (Entrevistamos Marcelo Cunha)

No próximo sábado, dia 27/04, o Café in Sônia e o Bar do Zé orgulhosamente apresentam em Campinas/SP o show das bandas Malni (RJ) e Topsyturvy (Mogi das Cruzes). (Mais informações aqui)

Para entrarmos no clima desse aguardado show que integra a tour da banda carioca Malni pelo interior paulista preparamos uma breve entrevista com Marcelo Cunha (guitarrista e vocalista) que nos contou um pouco sobre: Projetos, música, arte e Noção de Nada! Confira.

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Conte um pouco como surgiu a banda? Quando, onde, quem toca?

A banda surgiu em 2008, com o fim da minha antiga banda Noção de Nada. O Malni começou como um projeto pessoal. Eu tinha algumas músicas que iriam ser do NDN, mas com o fim da banda, resolvi gravar esses sons com meus amigos músicos. Fui gravando aos poucos, música por música lá no Superfuzz, com formações diferentes. O EP mesmo só ficou pronto em 2009 e os primeiros shows foram com o Gabriel Arbex no baixo e Leo Mitchell na bateria (ambos do Zander). Depois dessa formação Marcus Menezes (ex Sorry Figure) no baixo e Zé Leandro na bateria. Gravamos “Lei Seca” e “Sem saber”.

A banda se apresenta pela primeira vez pelo interior de São Paulo, certo? Qual a expectativa de vocês para os shows de 26/04 (Santo André), 27/04 (Campinas) e 28/04 (São José dos Campos)? Alguma surpresa ou novidade preparada para essas apresentações?

A expectativa é não fazer feio, tocar direito e ver a reação da galera. Como é a primeira vez que vamos tocar nas 3 cidades, fica sempre aquela pergunta na cabeça “como é que é o lugar dos shows?” “Como que a galera vai reagir?” “Que cerveja neguinho bebe em Campinas?” e esse tipo de curiosidade aleatória. Sobre surpresas para esta tour? Talvez alguma música das antigas, algum cover.

Recentemente vocês disponibilizaram algumas músicas inéditas na internet. Podemos esperar algum material físico novo lançado ainda esse ano? CD, Vinil…

Material físico acho muito improvável. Fiz um Soundcloud para colocar tudo que a gente grava lá. Então para saber do Malni, vai tá tudo concentrado no Soundcloud e na página do Facebook. A ideia é gravar coisas novas esse ano, mais um EP talvez.

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Quais são as influencias da banda? O que você tem escutado atualmente?

A galera toda curte muito Descendents, Husker Du, essa onda punk bonitona né. Tem o Black Flag também, que eu roubei a logo! E eu tenho escutado: Karate, DK, Medications, Social Circkle, Dinosaur Jr, Lemonheads, Moving Targets, Ramones, Superchunk, Seaweed, Giant’s Chair, Braid, hey Mercedes, Go Kart Go!, Bad Brains, Thelonious Monk, Horace Silver, Wes Montgomery, Lester Young, Cecil Taylor, Rio 65 Trio, Os Copa 5, Dexter Gordon, Charles Loyd, Wayne Shorter, Yusef Lateef, Som 3, Sambrasa, Hurtmold, Againe, Polara, Singletree, Céu, Bob Marley, Skatalites, Ethiopians, King Tubby, Operation Ivy, Hepcat … cara, são muitas bandas, muitas!

Fora a música você também tem um excelente trabalho como artista plástico e ilustrador. Conte um pouco mais sobre esse trabalho.

Eu era um moleque que gostava de desenhar, ficava copiando gibi do Geraldão, Chiclete com Banana, Tartarugas Ninja. Eu era criança e convivia entre Geraldão e Turma da Mônica. Eu não entendia 90% dos quadrinhos do Angeli e Glauco, mas aquilo me fascinava mesmo assim. Como eu sempre gostei de desenhar, na hora de escolher o que “fazer da vida”, escolhi o curso de desenho industrial. Me formei e hoje em dia eu trabalho com Direção de Arte e continuo pintando, principalmente digitalmente. Tenho um Tumblr com meus desenhos.

Impossível não relembrar da banda Noção de Nada, que você participou do final dos anos 90 até a segunda metade dos anos 2000, e que se tornou para alguns uma das banda mais clássicas do hardcore nacional! Como anda a relação entre vocês desde o final da banda? Há algum plano, ideia ou vontade de uma volta ou reunião da banda?

O Noção de Nada foi minha primeira banda, montei ela com o Bil quando tínhamos uns 12 anos de idade, sou muito amigo da galera que tocou no NDN, e tenho muito carinho pela banda. Eu tenho vontade de fazer um reencontro da banda, acho que não pra voltar definitivamente, mas pra se divertir e fazer alguns shows, gravar. Sou saudosista e ficaria feliz em tocar aquelas músicas de novo, tipo ver uma foto antiga saca? Relembrar coisas. Mas a galera do NDN nunca conversou sobre isso, mas quem sabe um dia.

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E como anda a cena carioca? Bandas, shows… O que tem rolado (ou não) de bom por ai?

Vai ter o Rock in Rio né, (risos) sacanagem! Tenho a impressão que a cena punk/hc/rock aqui do Rio é bem menos ativa que a do resto do Brasil, acho que o Rio é muito samba, mas sem problema, o Rio sempre foi assim mesmo. Isso não quer dizer que o Rio está morto no cenário Rock, temos muitas bandas legais aqui: Os Estudantes, Plastic Fire, Zander, Nipshot (que eu toco também), Jason, Os vulcânicos, 2 portas, Lê Almeida, Barizon, StripClub, Menores Atos, Incendiall. Tem a Audio Rebel aqui na Zona Sul pra salvar o rock, tem a casa do Luhan em Campo Grande, a Planet Music, o Elam reabriu pra show, ou seja, acho que estamos voltando a ter mais espaços pra tocar aqui na cidade.

Fora o Malni você também toca em outras bandas e projetos. Conte um pouco sobre eles.

Melhor que descrevê-las, é escutar e tirar suas conclusões: Wynona (myspace.com/wynonarock), Mongolian Grill (tramavirtual.uol.com.br/mongoliangrill), Nipshot (nipshotcrew.tumblr.com), Lele Gins, Marte, Bebe Ostra (bebeostra.bandcamp.com).

Fora esses projetos e bandas que tem nome, música pra baixar, etc. eu vivo tocando com meu mestre Edu Sodré (Nipshot, Os Outros, Barizon, ex Noção de Nada…), a gente vive improvisando, isso é muito bom. Sou bem viciado em música!

Espaço para você falar o que quiser.

Obrigado Zazá pela entrevista, pra quem leu e se interessa pelo nosso som, valeu! Queria convocar todo mundo para esses 3 shows em Santo André 26/4, Campinas 27/4 e São José dos Campos 28/04, porque a gente promete um show classe A! É isso! Abraços!

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(Entrevista originalmente publicada no blog da Ideal Shop dia 17/04/2013)

Good Coffee!

Vídeo: Ali na Esquina ao vivo no Bar do Zé

Confira o vídeo/entrevista realizado pela produtora Backstage Produções para a banda paulista “Ali na Esquina” em uma de suas últimas apresentações no lendário Bar do Zé (Campinas/SP).

 

 

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