Muzzarelas, AQUëLES! e Homeless domingo no Quintal do Gordo!

No próximo domingo, 06/07, acontece em Campinas/SP um dos shows mais esperados do ano, a primeira apresentação da banda Muzzarelas no Espaço Quintal do Gordo!

O evento conta ainda com o show especial de reunião da banda Homeless, que não se apresenta na cidade a mais de 10 anos, e do tão aguardado show de lançamento de “Um Dedinho de Prosa, Dois Dedinhos no Cu“, último disco da banda local AQUëLES! (e um dos mais elogiados de 2014) que volta a se apresentar após um ano longe dos palcos da cidade! Tudo isso acompanhado da melhor discotecagem rock da ChopSuey Discos!

Os shows tem inicio partir das 17 horas! Para maiores informações click aqui!

cartaz zaza e julia

Good Coffee!

Banda AQUëLES! disponibiliza novo disco para download

Na última segunda-feira (23/12) a banda campineira AQUëLES! disponibilizou para download seu novo disco “Um Dedinho de Prosa. Dois Dedinhos no Cu“.

O Disco produzido por Luiz Felipe Moura  (guitarrista da banda campineira Thriven) conta com 18 faixas inéditas e uma faixa bônus (SEQUëLA!) produzida e mixada por Pedro De Conti.  A arte da capa foi assinada por Daniel “Ete” Giometti, artista plástico e baixista da lendária banda campineira Os Muzzarelas.

Confira aqui na integra!

AQUëLES - Um dedinho de prosa, dois dedinhos no cu

Good Coffee!

AQUëLES! libera música inédita

Essa semana a banda campineira AQUëLES! disponibilizou via SoundCloud uma música inédita que estará presente em seu próximo disco ainda sem nome definido.

aqueles

A música Sexo Oral na Lagoa do Taquaral, ainda em versão pré-mixada, apresenta tema polêmico de forma escrachada e com muito bom humor. O novo disco que será lançado exclusivamente pelo Café in Sônia ainda esse ano está sendo produzido e mixado por Luiz Felipe Moura guitarrista das bandas Thriven e Kamala. Confira clicando aqui!

Good Coffee!

Festival Autorock 2013 anuncia programação (Entrevistamos Daniel Etê)

Foi divulgada essa semana a programação da sétima edição do Festival Autorock, o maior e mais importante evento destinado a música independente realizado na cidade de Campinas/SP.

O festival que será realizado esse ano entre os dias 08 a 18 de Agosto irá contar com inúmeras apresentações musicais, mostra de filmes e exposições de arte.

festival autorock 2013 cartaz_campinas

Entre as principais atrações musicais que estarão presentes este ano no festival estão as bandas: Mukeka di Rato, Rock Rocket, Polara, Drákula, Lisabi, Leptospirose, Hutt, Cólera e Corazones Muertos.

Confira aqui a programação completa e um breve papo que batemos com Daniel Etê, principal articulador e organizador do evento, que nos contou um pouco sobre a história do festival, curiosidades e muito mais! Confira.

Etê, como surgiu a ideia de criar um festival nesse formato? Conte um pouco da história do Autorock e como foram suas primeiras edições.

A ideia de fazer o Autorock veio em 2003, pois queríamos fazer uma comemoração dos 10 anos do primeiro Juntatribo e também porque a cidade estava bem parada, sem nada para fazer e sem nenhum lugar fixo aonde as bandas que gostávamos pudessem tocar… Ok, tinham algumas festas do Sergio Kapeta, mas eram só umas duas ou três por ano. Essa edição foi muito importante, pois ajudou a reunir o público de rock subterrâneo da cidade que andava bem disperso. No ano seguinte, 2004, copiamos descaradamente o Cardápio Underground de Bragança Paulista e adotamos o formato atual com exposições, mostras de vídeo, etc.

As duas primeiras edições rolaram no saudoso Centro Cultural Evolução. Em 2005 conseguimos um apoio da Secretaria de Cultura que disponibilizou a Estação Cultura para os shows gratuitos. Depois ficamos dois anos sem fazer o festival por algum motivo que não me lembro agora e voltamos em 2008 e 2009, pulamos mais um ano e fizemos outra edição em 2011 também com 10 dias. Quem sabe um dia role uma versão de um mês do festival, quem sabe?

Mas basicamente o Autorock é isso; um lugar para festejar, encontrar os amigos, conhecer gente nova, ouvir novas bandas, matar a saudade das bandas velhas e se divertir para caralho, afinal de contas vivemos disso.

Cartaz "Autorock 2003"

Cartaz “Autorock 2003”

Nessas seis edições, qual foi, na sua opinião, o momento ou o show mais marcante?

Durante uma época alguns oportunistas resolveram cooptar uma boa parte do público que juntamos para servir a seus próprios propósitos mequetrefistas. Eles tinham muito dinheiro para trazer bandas comerciais e alugar grandes sistemas de som, mas como já dizia o Lótus Rock: ”O rock and roll não se compra num Supermercado, muito menos num Shopping Center”. Então o show das Mercenárias em 2005 teve um gostinho especial de vingança já que lotamos a Estação Cultura sem ter nenhuma banda mainstream manjada e fizemos a divulgação com flyers silkados em papel craft pelos nossos comparsas do SHN. O show do Cólera na estação também foi a realização de um sonho adolescente, já que quando eu era um muleque de merda não rolava nada parecido por esses lados.

Esse ano o festival irá contar com a participação de inúmeras bandas de peso, entre elas: Polara, Hutt, Mukeka di Rato, Rock Rocket, Corazones Muertos , Leptospirose entre outras… Saindo um pouco do papel de organizador e olhando como expectador, qual show você está mais ansioso para assistir no festival desse ano?

É muito corre, corre e apesar da ajuda fundamental que está rolando de pessoas como o Renan (Trashcan Records) e da sua também, nunca consigo relaxar a bundinha e curtir o barato numa boa como eu gostaria.

Você tá querendo cagar na minha caveira né Zazá? Seria um relaxo com todas as outras bandas se eu disser qual é a minha preferida. Ok eu tenho uma ou algumas, mas não conto pra ninguém.

 

Por quais locais o Autorock vai passar esse ano?

Esse ano o Autorock ira passar pela DisORder, Casa São Jorge, Kabana, MIS, Biblioteca Municipal, Bar do Zé, Woods, Pista de Skate do Pe. Anchieta, Centro de Convivência, Carriero Estúdio e pela primeira vez na Concha Acústica do Taquaral.

Fale um pouco sobre o “AutoTrash”, a mostra de vídeos e curtas que acontece esse ano no festival.

AutoTrash é uma mostra de cinema/vídeo barra pesada, coisa fina mesmo. Temos material que faz com que o Lars Von Trier pareça com a Glória Perez. Carlos Reichenbach, Petter Baiestorf, Ivan Cardoso, Fernando Rick & Marcelo Appezato, John Waters, Shuji Terayama entre outros. A curadoria foi feita por Gurcius Gewdner, cineasta especialista em cinema doentão, da trashera ao experimental… Nossos filmes explodem feito dinamite!

Maiores informações sobre a mostra aqui.

E sobre as exposições?

Também gostamos de arte né? Mas nada de quadros de cavalos, vinho branco e mindinhos em riste por aqui. Vão rolar 3 exposições, a primeira na Galeria DisORder comigo, Filipe Guimarães (vulgo Valdomiro Mugrelise), Gui França e mais alguns convidados. Tem também uma de caricaturas homenageando Woodstock no Carriero Estúdio, outra do Vicente Magalhães na Biblioteca Municipal e a já clássica troca de desenhos do Carlos Dias na Casa São Jorge rolando paralelamente no dia do show da sua banda, o Polara.

daniel ete

Há alguns anos a cidade foi tomada por um marasmo criativo que deu vida a uma infinidade de bandas cover. Como você vê o cenário independente e autoral da cidade hoje? Você acredita que houve uma renovação?

Aqui sempre foi o paraíso de bandas covers e roqueiros covers, por outro lado sempre tivemos bandas duronas e persistentes em seus trampos autorais que cagam e andam para o que a maioria das pessoas acham. As coisas sempre se renovam de uma forma ou de outra, sempre existe o povo que não se conforma com o que está acontecendo e parte para cima feito um capeta. Um exemplo disso é o Lisabi que contrariando quem insiste em dizer que tocar músicas próprias não leva a lugar nenhum e que o negócio é apostar num repertório de canções consagradas pelo senso comum meia boca, acabou de chegar de uma tour pelos EUA.

Certa vez você disse: “Campinas é a cidade das bandas que batem na trave” (Se referindo a uma infinidade de ótimas bandas que surgiam na cidade, mais que por algum motivo acabavam não vingando ou simplesmente desapareciam do dia pra noite). Atualmente qual banda que você vê como destaque em nossa cena local? Alguma aposta?

Cagando na minha caveira de novo Zazá? Eu disse isso quando estava bem breaco, foi tipo uma piada de mal gosto duvidoso, mas é uma forma de ver a falta de apoio que rola para muitas bandas aqui. Já vi gente gravando ótimos trampos e fazendo shows monstruosos que sempre acabaram sendo ignoradas por uma boa parte do público da cidade. Azar desse público, eles que se fodam, sou feliz por ter visto o Grease fazer um dos shows mais animalescos do planeta no finado Ozz, com direito a vinho tinto com o gargalo quebrado, com sangue pelo palco e distorção para caralho, sou grato por ter visto o Anger que era o nosso Criptic Slaugther nos idos de 1988 assim como o Enforcer que era o nosso metal church, me diverti para caralho vendo as Lunettes e os Violentures no antigo e roqueiro Bar do Zé fedendo a fritura véia, curti uma onda  hippie barãogeraldense com o Astromato, dormi capotado na entrada do Soho com muito orgulho, poguei no show do Ofence com a aba do boné para cima, fiz guerra de tortas de creme de barbear enquanto o Lucrézia Borgia encerrava o Juntatribo II, sai na porrada com uns playboys idiotas que queriam zoar as garotas do No Class (aliás eu apanhei para caralho naquele dia), vomitei ao som do Quasimodo Traça Jaguadarte enquanto o Japoneis Black Flag tocava trompete feito um doente.

Me amarro na cultura rock obscura local, acredito no potencial, já vi isso acontecer, vivi essa porra  toda. A piada das bandas que batem na trave tem a ver com o fato de nenhuma banda local ter feito sucesso comercial, mas isso não importa, quem faz sucesso comercial é gente tipo a Sandy e Junior ou qualquer outra coisa jabazenta dessas. Essa terra foi injusta até com o Carlos Gomes, mas nem por isso ele parou de compor.

Aposto em todas as bandas que tocarão e nas que já tocaram no Autorock, aposto em bandas que ainda não foram escaladas para o festival, aposto em qualquer um que enrola cabos sujos de vômito as 5 da manhã depois de um show para 15 ou 20 cabeças, em gente que faz suas próprias canções e sua própria história, por mais torta que possa parecer.

drakula

Espaço para você falar o que quiser.

Quero agradecer a um monte de gente que nesses 10 anos, desde o primeiro Autorock até hoje, me deram um puta dum auxílio colossal:

Nicolas e suas ideias lazarentas, Walkyria por todo o amor, apoio e pelas broncas, você Zazá por assim como eu acreditar em todo esse povo torto, ao Renan, Cacá Toledo meu primeiro parceiro no festival, ao Paulão Shetara e ao mestre Camilo, Kátia e Marino, Gabriel Rapassi, Ney Carrasco, toda a produção do saudoso Valvulado, Artur Ramone, Luiz Fernando Carioca o rei do baile, Gláucio da São Jorge, Chistian Camilo, ao Ney o Satã, ao Denis do som que esperou 6 meses para receber, Kikão comendatore do Pe. Anchieta e sua gang, Artie “trimilique”, Backstage Produções, Riva Rock, Bazar Clube das Pin Ups, Rodrigo Grease e a mais alguém que eu possa ter esquecido porque eu tenho uma memória de galinha.

Mas agradeço principalmente por todas as mais de 100 bandas que já tocaram no Autorock e a todo o público presente, agradeço também a uns malas que nunca foram ao festival, mas também não fizeram a menor falta, muito pelo contrário.

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL AUTOROCK 2013

 QUINTA-FEIRA – 08/08

19h – Abertura da Exposição “Auto” com Filipe Guimarães, Gui França, Daniel Ete e convidados.

Show com a banda: Malvo

Entrada: Gratuita
Local: DisORder – Rua General Osório, 1565 – Cambuí

21h – Show com as bandas: Polara (SP) e Mullet Monster Mafia (Piracicaba) + “Troca de Desenhos com Carlos Dias – Ao Seu Alcance”

Entrada: R$ 12 (até as 22h) – R$ 15 (após as 22h)
Local: Casa São Jorge – Av. Santa Izabel, 655 – Barão Geraldo

Polara

SEXTA-FEIRA – 09/08

19h – Show com a banda: Desenmascarado

Entrada: Gratuita
Local: Centro de Convivência de Campinas – Cambuí

21h – Show com as bandas: Bad Motors (Sorocaba) e Black Needles (SP)

Entrada: R$ 12 homem / R$ 8 mulher
Local: Kabana Bar – Av. Dr. Romeu Tortima, 485 – Barão Geraldo

SÁBADO – 10/08

16h – Show com as bandas: Human Trash (SP) e Wasted Pido (Itália)

Entrada: Gratuita
Local: Carriero Estúdio – Av. Barão de Itapura, 2043 – Guanabara

22h – Show com as bandas: Hutt (SP), No Sense (Santos), Flash Grinder (Joinvile) e Slag (Paulínia)

Entrada: R$ 15
Local: Woods Music Bar – Rua Erasmo Braga, 6 – Bonfim

22h – Show com as bandas: AQUëLES! e Corazones Muertos (Argentina)

Entrada: R$ 12
Local: Bar do Zé – Av. Albino J.B. de Oliveira, 1325 – Barão Geraldo

Corazones Muertos

DOMINGO – 11/08

16h – Show com as bandas:  Leptospirose (Bragança Paulista), Shame (Paulínia) Ohw Shit! (Americana), Ragar, Moby Dick e Don Ramon

Entrada: Gratuita
Local: Praça Integração – Av. João Paulo II – Padre Anchieta

SEGUNDA-FEIRA – 12/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

O M da minha Mão (Carlos Reichenbach, 1979, 9 min)
Fuscão Preto – O Trailer (Fellipe Mattei Usa, 2 min, 2007)
War (Gurcius Gewdner, 6 min)
Cannibal Commando (Fellipe Mattei, Itália, 2 min)
Almoço na Relva (Gurcius Gewdner, 2013, 7 min)
Eu Caí da Ponte: Jorge Timm & Os Ilegais (Petter Baiestorf, 2012, 3 min)
Deus o Matador de Sementinhas (Petter Baiestorf, 1997, 2 min)
Desagradável (Fernando Rick & Marcelo Appezato, 2013, 120 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

TERÇA-FEIRA – 13/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

Émotion (Nobuhiko Obayashi, Japão, 1966, 39 min)
DR (Felipe Guerra/Joel Caetano, 2011, 10 min)
Encarnaccion del Tinhoso (Petter Baiestorf, 2009, 7 min)
Arrombada – O Trailer (Petter Baiestorf, 2007, 5 min)
Four for One Yard ( Inessa Kovalevskaya , Rússia, 1967, 10 min)
O Coelho 2 (Elloi Mattar, 10 min)
Mamilos em Chamas (Gurcius Gewdner, 60 min)
Ninjas (Dennison Ramalho,2011, 25 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

 

QUARTA-FEIRA – 14/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

United Trash (Christoph Schlingensief, Alemanha, 1995, 60 min)
Meat Love (Jan Svankmajer, 1 min)
X is Y (Richard Kern, 2 min)
Koneko Monogatari II – As Novas Aventuras Sexuais de Chatran & Zimmer Rumo as Profundezas do Inferno e da Solidão do Matrimônio (Gurcius Gewdner / Masanori Hata, Japão/Brazil, 1986/2013, 90 min)

+ Amyr Cantusio improvisa “Drákula” de Bela Lugosi

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

QUINTA-FEIRA – 15/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

No Smoking (John Waters, 1 min.)
The Mongreloid (George Kuchar, 9 min)
Private Life of a Cat (Alexander Hammid, Musicado por Os Legais & Willie Kampff, 22 min)
Eu Sou um Pequeno Panda (Gurcius Gewdner, 6 min)
Amor & Tara (Ivan Cardoso, 1971, 4 min)
Cannibal Lovecaust (Felipe Mattei, Itália, 1980, 3 min)
The Spot (Terry Gilliam, 1963, 2 min)
Filme Politico (Petter Baiestorf, 1 min)
Freddy Breck Ballet (Gurcius Gewdner, 11 min)
O Cinema é uma Arte Estranha (KZL, 2012, 6 min)
Heart of the World (Guy Maddin, 6 min)
Hardcore Dandies (Gurcius Gewdner, 2012, 15 min)
Video Pirates (Robert K Eiss, Usa, 1987)
The Son of the Invisible Man ( Carl Gottlieb, Usa, 1987, 5 min)
As Incríveis e Maravilhosas Fitas Proibidas & Secretas de Dick Magoon (1971 / 2013, 57 min)
Dez Anos sem GG Allin (8 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

22h – Projeto Mopemuca

Show com as bandas: Bandidos da Luz Vermelha e Trambique 77

Entrada: R$ 12
Local: Delta Blues Bar – Av. Andrade Neves, 2042 – Jardim Chapadão

22h – Show com as bandas: Lisabi

Entrada: R$ 5
Local: Casa São Jorge – Av. Santa Izabel, 655 – Barão Geraldo

Leptospirose

SEXTA-FEIRA – 16/08

19h – Mostra “AutoTrash” – Curadoria: Gurcius Gewdner

The Cage (Shuji Terayama,Japão, 1964, 11 min)
Zoo (Bert Haanstra, Holanda, 1962, 11 min)
Dia de Ano (Gurcius Gewdner, 2005, 25 min)
Let Your Fans Be Your Distributor! (Lloyd Kaufmann, Usa, 2012, 12 min)
Filmes são seus Amigos (Gurcius Gewdner, 2013, 2 min)
Erivaldo, O Astronauta Místico (Gurcius Gewdner , 2013, 6 min)
Zombio 2: Chimarrão Zombies  (Petter Baiestorf, 2013, 83 min)

Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

22h – Show com as bandas: Cólera (SP), Zumbi Radioativo (Americana) e Labataria

Entrada: R$ 17
Local: Woods Music Bar – Rua Erasmo Braga, 6 – Bonfim

SÁBADO – 17/08

15h – Show com as bandas: Aeromoças e Tenistas Russas (São Carlos), Revoltz SP (Americana), Maquina Voadora e Monotone Grey

Bazar Clube das Pinups + Feira de Vinis

Entrada: Gratuita
Local: Museu de Imagem e Som de Campinas (MIS) – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

21h – Show com as bandas: Ultravespa (Goiânia) e Footstep Surf Music Band

Entrada: R$ 12 homem / R$ 8 mulher
Local: Kabana Bar – Av. Dr. Romeu Tortima, 485 – Barão Geraldo

Mukeka di Rato

DOMINGO – 18/08

14h – Show de enceramento com as bandas: Mukeka di Rato (Espírito Santo), Rock Rocket (SP), Gasolines (SP), MagueRbes (Americana), Motor City Madness (Rio Grande do Sul), Adrede (Indaiatuba) e Drákula

Discotecagem: DJ Krypton

Entrada: Gratuita
Local: Concha Acústica – Lagoa do Taquaral – Av. Dr. Heitor Penteado, Portão 2 – Taquaral

Maiores informações na pagina oficial do festival no Facebook: www.facebook.com/festivalautorock

programação autorock 2013

programaçao autorock 2013 (2)

(click nas imagens acima para visualizar a programação completa)

 

Good Coffee!

Diário de Bordo #2: Drákula – Norte / Nordeste Tour

Confira a segunda e última parte do “diário de bordo” escrito por Daniel Etê sobre a tour da banda campineira Drákula pelo norte e nordeste do país.

Texto: Daniel Etê
Foto e vídeo: Pedro Henrique, Melissa Vieira & Farofa Hp

Saímos da embaixada piracicabana em direção a Mossoró um dia antes do previsto, devido a nossa total pastelagem… Coisas da vida né? Para a nossa sorte anfitriões fodões são uma coisa muito comum no nordeste… Ainda bem! Fomos recebidos pelo comendador local Pedro Mendigo (Mahatma Gangue e Catarro) e sua simpática gangue de amigos, com um imenso destaque para a Lady e o Fernando que nos acolheram em sua casa, tipo pai e mãe. Eita gente boa da porra bicho.

Mossoró é quente pra caralho, calor de verdade, sol de raio lazer desintegrador total! Talvez isso ajude as bandas da cidade a serem realmente duronas (no sentido Bruce Lee da coisa). Lá não é lugar de banda mão mole não, foi o que a gente constatou no show que rolou no “Beco das Frutas” ao lado do Mahatma Gangue que faz um garagesurfpunk da porra com um show fodão, realmente fodão, e dos Inquisidores a banda de horror punk mais cabulosa que eu já vi na vida, com um vocalista realmente doido de dar medo, que toma uma garrafa de Ypióca como quem toma um cafezinho e nem enrola a língua! Coisa de loco, o cara é brutal, sem exageros, se algum de vocês que estão lendo essa parada pensa em um dia fazer uma banda de horror punk, desista, não tem mais para ninguém, esses caras comerão seu rabo com farinha!

Nosso show foi realmente inesquecível (pelo menos para mim), pessoas indo à loucura, dançando e perdendo a cabeça, como se deve fazer em um show de rock ou qualquer outra porra parecida com essa, tipo lavando a alma no sangue de satã! Sai do som com uns 3 quilos a menos e cinco ou seis anos mais jovem… Mossoró é bronca!! Botou lampião para correr e deu um tiro na bunda do Jararaca, mas nos recebeu de braços e garrafas de cajuína abertas!

Gostaria de encher um trem de bandas daqui do sudeste e levar para lá para aprenderem ou reaprenderem como se faz a coisa, já que por esses lados a coisa anda meia bomba. Vale lembrar também a apresentação que fizemos na TV local depois de um baião de dois com cajuína no “Enio’s” que resultou no peido mais podre que eu já vi na minha vida e que fez a gentil apresentadora provavelmente pensar em mudar de emprego ou de planeta, cortesia do nosso guitarrista Beto “The Arrombator”.

Vídeo: Barulho no Beco apresenta: Drákula

Na sequencia fomos para Fortaleza de ônibus e bateu um cheiro na viagem que me fez pensar que o baião de dois do “Enio’s” vende muito bem. Logo na chegada conhecemos a versão kids do Cheech e Chong e demos uma descansada para encarar a “Noite das Pinups” numa pizzaria foderosa de chique (a gente merece né?) para uma noite bem legal ao lado dos Dead Leaves que fazem um show fortão e dos Cocaine Cobras que rezam direitinho a cartilha “O Caminho Obscuro de Black Sabbath”, pude conhecer o cara do Facada, e mais um monte de gente legal e perceber uma coisa… O nordeste é Misfits!! Já que em todos os shows rolava alguma coisa deles na discotecagem, mais colosso impossível! Foi legal também encontrar com nosso truta Du Presuntinho vocalista do AQUëLES! aqui de Campinas, que anda morando naquelas bandas graças ao amor. Nosso destemido conterrâneo subiu ao palco para uma participação mais que especial cantando um som dos Muzzarelas conosco para matar a saudade do Scooby, da Orozimbo Maia e do Mané Fala Ó. Colosso!

Logo depois da barulheira rumamos fedorentos e suados direto para o aeroporto em direção a Belém… Lembrem-se meus amiguinhos, o rock não combina com banho nem com noites bem dormidas. Fomos recebidos pelo comendatore local Jardel de Ananindeua, cliente antigo via correio aqui da Chopsuey Discos e gente fina pra caralho, para na sequencia conhecermos pessoalmente o Cacá presidente e imperador da Xaninho Discos Falidos e responsável por todo o role.

Ficamos hospedados na casa Fora do Eixo Amazônia comandada pelo mestre Juca Culatra, mais hospitalidade e curtição de vida numa boa, coisa muito normal no norte também para a nossa alegria.

Fomos numa van com a gang de loucos por festinha do Jardel para Vila dos Cabanos, onde fomos recebidos pelo Igor que organizou o role lá, ele é a versão paraense do Sad dos Evil Idols e tem uma das coleções de discos mais legal do mundo. Mais um show legal para caralho cheio de gente doida do jeito que o diabo gosta e a gente assina embaixo. Macacos me mordam, com mil demônios isso sim é que é um sábado a noite!

show

Rolê de balsa com brisa do rio na volta para espantar a ressaca e estamos prontos para outra. Domingão em Belém, grande dia, show junto com o Tankard, o que pelo menos para mim é a realização de um sonho adolescente, tocamos um set mais curto porque show de abertura é assim mesmo, e surpreendentemente não fomos alvejados por toda sorte de objetos como é comum acontecer aqui no sudeste, muito pelo contrário o povo até que gostou apesar de sermos um tanto quanto destoantes da programação metal da noite.

O que podemos dizer do show do Tankard? Espero desde meus 15 anos (e olha que isso faz tempo) para ver um show desses caras, The Mourning After, Space Beer, Zoombie Attack, Empty, Girl Called Cerveza entre outras pérolas da thrashera alemã, é de cair o cú da bunda meus chapas. Casa lotada indo a loucura!!

Fato colosso!! Quem foi encontrar conosco em Belém foi o nosso velho amigo e companheiro Luiz Fernando Carioca, ex-roadie dos Muzzarelas e camarada de porcariada desde sempre e que a partir dessa data passa oficialmente a ser conhecido como Índio Chiquinha.

Quando pensávamos que tudo tinha acabado veio a notícia bomba… Um show extra surpresa na VegCasa que fica lá em Belém mesmo, lugar colosso com muita cerveja, rango vegetariano, desenhos de caveiras na parede e muitos loucos por festinhas! Isso em plena segunda feira, enquanto muita gente via o Big “Shit” Brother ou qualquer outra praga, belzebu gargalhava num show insano e esporrento, depois de esgotarmos o repertório do Drákula, tiramos as máscaras e começamos um show da “Bilow Band”, nosso alter ego, uma banda cover mequetrefe de músicas lindas do Black Flag, Descendents, Misfits, Ramones, Muzzarelas e mais alguma coisa que eu não lembro agora. Pude conhecer o Robson Siqueira que fez a guanxumanização do Don Pedro e que desenha para caralho, sou seu fã bicho!

Gente surfando no teto, circle pit moonwalk, coros de solta o Saddam, mas o ponto alto foi quando um doido resolver abrir um saco de farinha e sair rodando no meio do povo, guitarras e pogo a milanesa (Ae seus nóias antes de sair peidando saiba que a farinha era alimentar e não esse pó ruim que vocês cheiram por aí antes de sair contando um monte de mentiras e pegando no braço das pessoas).

Basicamente foi isso! Até a próxima.

We Want To Set You Ass On Fire!

(Confira a primeira parte do diário de bordo aqui)

Good Coffee!

Conheça Golfo de Vizcaya (Entrevistamos Sylvio Scarpeline)

O ano de 2013 começou com uma grande surpresa vinda de Campinas/SP, a banda Golfo de Vizcaya, formada por integrantes e ex integrantes de bandas como Shame, Makazumba, Cardiac, Meia Lua e Soco, Slasher entre ontras, conta com uma sonoridade visceral, dissonante e cheia de personalidade.

Confira aqui um vídeo exclusivo da banda para o Café in Sônia e uma breve entrevista que realizamos com Sylvio Scarpeline, guitarrista e vocalista, que conta um pouco de como surgiu esse novo projeto.

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Como surgiu a ideia de formar o Golfo De Vizcaya?

Na verdade surgiu de um ensaio que não deu certo. Eu (Sylvio) junto ao Bruno e Laércio estávamos esperando os outros integrantes do “Meia Lua e Soco” chegarem, e eles não chegaram (risos) . Resolvemos então fazer um som para aproveitar o ensaio, e de repente estávamos compondo a musica “Eulina”. Daí para frente foi só achar um batera, que foi a parte mais difícil.

E o porquê do nome?

A principio estávamos com alguns nomes para aprovação, e o “Golfo de Vizcaya” era um nome que tinha agradado quase todos da banda. Procurando pelo Google achei a foto de um barco tirada no próprio golfo pelo fotografo Manuel Hérnandez, e nos acabamos gostando tanto da foto que não só adotamos o nome do local como também usamos a foto para capa de apresentação da nossa banda.

Quais são as principais influencias da banda?

Acho que todos nós escutamos muitas coisas. É difícil falar uma referencia porque até mesmo as bandas que mais gostamos não têm muito a ver com o Golfo. Eu particularmente acho que tem muito Smashing Pumpkins ali, mas um fã de SP pode falar que não consegue visualizar alguma influencia deles na banda. Mas algo que seguimos, e acredito que todos integrantes compartilham da mesma opinião, é seguir a proposta sonora de bandas como Sigur Rós e Pink Floyd. Talvez nem tanto o Taddei que entrou mais tarde na banda, mas os outros integrantes acredito que sigam a mesma ideia.

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Há planos de um disco completo?

É um sonho acho que de toda banda, E a concretização de uma obra. single é legal, mas parece ser um quadro pintado pela metade sabe?!
Mas a musica “Eulina” deu muito trabalho para ser finalizada, então acredito que vamos manter lançando singles. No final vamos montar um Box com as faixas demos e alguns sons só com a parte instrumental para “vender”. Mas nada realmente definido

E shows? Quando vão começar a rolar?

Acredito que logo, estamos no momento criando mais musicas e é um processo bem demorado. Nosso objetivo é ter um repertório de uns 30 minutos, chegando nesse tempo já vamos tentar arrumar contatos para fazer show.

Como andam os demais projetos dos integrantes da banda? Cardiac, Meia Lua e Soco, Shame, outros…

Dos integrantes só dois tocam em outras bandas; o Taddei (Slasher) e o Bruno (Shame e A Fantástica Madame).
O Slasher esta para lançar o novo single deles que particularmente achei ANIMAL. E tanto o Shame como a Madame estão se preparando para entrar no estúdio e gravar um novo CD.

Impossível não relembrar do Makazumba, banda local que você integrou na primeira metade dos anos 2000. Por onde andam os integrantes? Não há chance de um show de reunião da banda?

Acho que não, o Danilo (Biro) mudou de pais, o Guilherme (Hits) faz faculdade em outra cidade, o Guilherme (Vocal) mora hoje na cidade de Paulina, por Campinas mesmo só eu e o Humberto.
Mas eu hoje não tenho esse desejo de tocar. Talvez aconteça, mas muito difícil falar.

Vídeo promo “Golfo de Vizcaya”

E seu trabalho com produção e gravação de bandas? Conte um pouco sobre ele.

Trabalhei dois anos no estúdio do Ricardo Piccoli e não tive experiência melhor. Aprendi muita coisa, principalmente dentro da gravação. Aprendi muito com as bandas, as ruins e as boas, todas tinham algo para passar e acrescentar sem falsidade. Gravei diversas bandas da região que infelizmente não tenho mais contato. E acredite o cliente da música é o pessoal mais bacana de se trabalhar, porque aquilo ali para muitos é um sonho, e você percebe a empolgação misturada com a ansiedade que eles transmitem.
Infelizmente o Piccoli mudou de pais e eu acabei deixando o estúdio. Hoje eu só estou pegando alguns trabalhos de edição de áudio e gravando projetos pessoais. Mas aqui em campinas tem estúdios muito bons. A música “Eulina” foi gravada no estúdio do Mario Porto em Barão Geraldo e no Sincopa, eu recomendo os dois sem sombra de duvida.
Mas espero voltar a trabalhar com áudio em um estúdio. E só para não deixar passar queria agradecer o Fernando Quesada, ele me ensinou quase tudo que sei sobre áudio, foi um cara que me ajudou muito.

Fora a música você também atua na área de produção áudio visual, certo?

É o que eu estou focando no momento, a minha formação foi em cinema. Mas estou retomando esse tempo que parei para estudar áudio, então estou pegando alguns projetos pequenos para trabalhar. Esse mês mesmo vou gravar o clipe de uma banda que chama “Sonora”, vai ficar bem bacana.

Como você vê a cena local atualmente em relação a shows, bandas e casas destinadas a música independente?

Olha sinceramente estou um pouco por fora, o motivo é simples: as bandas novas não me atraem (com exceções). Simplesmente porque eu não sinto ali que eles estão fazendo um som porque gostam disso, e sim estão lá porque eles querem colocar nas suas redes sociais que tem uma banda! No estúdio mesmo tinha banda que cada mês gravava uma música de um estilo diferente…
E as casas de show só tem rolado cover. Não vejo problema em cover porque alguns eu vou, mas sabe quando você fica olhando a banda tocar e pensando: Tá legal, mas me mostra algo novo… Só que isso não é culpa da banda, ou da casa de show, ou do publico, e sim de diversos fatores que acredito, mas não falarei aqui porque iria prolongar muito a resposta.
Mas comparado com antigamente a estrutura é bem melhor, ridiculamente melhor. Mas hardcore é hardcore, e o que gostamos é ir no “Quintal do Gordo” e fazer um show com muito esforço de todos, principalmente dos organizadores! (e acredite, era muito bom, não existe ironia no que falo).
Só que o lance é que quem organiza os eventos de hardcore muitas vezes faz pela paixão, e para mim falta juntar a paixão com o negocio, ou seja, ele tem que ganhar grana para fazer o evento. O organizador precisa ganhar para pagar as bandas e pagar seu trabalho. Só que isso esbarra no gasto do aluguel de equipamento e até mesmo do próprio lugar. O Brasil não é o país do rock e muito menos do hardcore, acho que falta então um acordo melhor entre as partes envolvidas (dono da casa de shows, organizador e banda) para todos saírem ganhando. Mas tudo é um sonho.
Tudo é discutível e eu posso estar velho demais (risos). E só para deixar claro tudo isso é sobre a cena de campinas, de outras localidades só quem é da cidade para saber.

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Quais bandas você poderia citar como destaque atualmente na cena de Campinas?

Com certeza Slasher , Blue Barrel, Thriven, uma que nunca mais ouvi falar que é Teatro Asfalto, AQUëLES!… Tem outras que não vou me lembrar, mas essas bandas são as que eu gosto, o som me agrada. Mas tem outras bandas de destaque que tem um som de altíssima qualidade como o Lisabi, Huaska, Drákula, Cardiac e entre outras.

Espaço para você falar o que quiser.

Queria agradecer três pessoas, A Ricardo Piccoli que foi quem mixou e martirizou a música “Eulina”; A Danilo (Biro) que compôs quase que toda a batera da música; e Gustavo Lima por me ajudar no período da finalização da música.

Good Coffee!

Diário de Bordo #1: Drákula – Norte / Nordeste Tour

Confira aqui a primeira parte do “diário de bordo” escrito por Daniel Etê sobre os primeiros dias da tour da banda Drákula (Campinas/SP) pelo norte e nordeste do Brasil.

Texto: Daniel Etê
Fotos: Thercles Silva

Saímos de Kampinazzzzz na quinta feira (10/01) para fazer uma conexão de 11h no RJ, em terras fluminenses, fomos salvos pelo bom e velho Capitão Presença.
Finalmente quando acordamos já estávamos saindo de Salvador dentro de um “fox” lotadão de instrumentos na mais que agradável companhia dos “Victors”, dois caras extremamente gente boa e apreciadores de uma barulheiras lindamente desgraçadas, fizemos uma viagem de mais de 500 km só de reta ladeada por cavalos, bodes e jumentos podres estendidos no acostamento em direção a Paulo Afonso para o primeiro shows da porra toda.
Colosso!!!!! Uma festa boa com cara de rolê dos Maguerbes com gente se divertindo para caralho, tudo quanto é tipo de roquero doido junto.

Mais uma viagem de mais de 500 km na companhia dos “Victors”, só alegria, black metal do Venom, Apocalitic Raids, Children of Technology, Misfits e mais umas maravilhas musicais que só belzebu proporciona e chegamos a João Pessoal, fomos recebidos pelo comenda-tore local Raylan, sujeito muito firmeza,aliás como todo mundo por aqui, bixo.Amps Pedrone nos esperavam para mais uma sessão de descarrego mascarado, barulhento e com uma caralhada de reverbs e bastante cerveja. Conhecemos o Jedi, o sujeito que manda nessa porra toda, bebemos cerveja com o Hamses e com Ilson (Zefirina Bomba), que são tão gente boa que dá até raiva. No dia seguinte tomamos umas cervejas com caranguejo com o Rayan (Zefirina Bomba) e a Luíza numa praia bem maneira bixo.

Como bons caipiras sempre nos emocionamos ao ver o mar.

Dia seguinte Natal, aonde o bixo berra e a mãe não ouve, para um som num local colosso total chamado “Jazzy” aonde um dia funcionou uma igreja… Vitória: rock 1 x igreja 0. Tudo culpa do Zé Davi e do Breno.


Show ao lado do Jubarte Ataca, surf music da pesada, conheci pessoalmente o Jansen,sujeito que desenha para caralho. Povo local louco por festinha pique interriorrrr de sp anos 90.

No momento estamos na embaixada piracicabana em Natal curtindo e ouvindo Agent Orange e Beastie Boys devidamente acolhidos entre a praia e as dunas na companhia do Alcatra e da Ana, os anfitriões mais fodões do planeta.

Quarta feira (16/01) Mossoró Assaut!

Estamos chegando….se segura.

(Confira a segunda parte do diário de bordo aqui)

Good Coffee!

“Punk Roça: Música e Conflito no Interior” no Youtube (Entrevistamos Talita Bristotti e Bárbara Bretanha)

Foi disponibilizado hoje (13/01) via Youtube o documentário ”Punk Roça: Música e Conflito no Interior” de Bárbara Bretanha, Bruno Henrique Teixeira e Talita Bristotti exibido na última quinta-feira (10/01) no MIS (Museu de Imagem e Som de Campinas/SP).

Punk Roça_Carlos Lozano

Confira aqui o vídeo na integra e uma breve entrevista que realizamos com Talita Bristotti e Bárbara Bretanha.

Como surgiu a ideia de produzir um documentário sobre o movimento punk local?

O projeto surgiu aos 45′ do segundo tempo, já que o trabalho foi desenvolvido como nosso trabalho de conclusão de curso da Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas. Nossos projetos iniciais haviam sido rejeitados pela banca examinadora da faculdade e precisávamos pensar em alguma coisa (e rápido). A ideia surgiu da Talita, que já tinha algum contato com a cena local, e também da nossa curiosidade em descobrir mais sobre um assunto pelo qual temos afinidade.

Conte um pouco sobre o processo de pesquisa para a produção do vídeo. Encontraram certa dificuldade ou resistência para colher as informações?

Uma das maiores dificuldades que encontramos para a realização do vídeo foi durante o processo de pesquisa. Embora todos os entrevistados e as outras fontes consultadas tenham sido extremamente prestativos, foi difícil, num primeiro momento, encontrar pessoas que participaram do início da cena. Nós queríamos ilustrar cada “era” do movimento através de uma banda, mas penamos até encontrarmos a banda de 80 e confirmar que a cena tinha realmente se consolidado nesse período.

Aconteceu alguma história inusitada durante a produção que vocês possam nos contar?

O primeiro dia de filmagens foi um desastre: nós (Barbara e Talita) rodamos por horas nos arredores de Valinhos, em busca de um sítio onde estava rolando um festival. O mapa apontava uma rua sem saída, no fim de uma estrada de terra deserta. Já desesperadas, saímos do carro para pedir direções e a Bárbara quase pisou num bicho morto, estendido na frente do único lugar habitado que havíamos avistado: um casebre mequetrefe. Um fulano desconfiado e seminu saiu para atender e lembro de ter me virado para a Talita e dito: é hoje que morremos. Sobrevivemos, mas não encontramos o lugar (risos)! Histórias não faltam, na verdade. Cada dia de filmagem teve algo engraçado e marcante.

Assista aqui na integra

Em relação a parte técnica do filme, como foi todo o processo de captação produção e edição do material?

As filmagens foram feitas principalmente com o apoio dos cinegrafistas do Laboratório de Imagem e Som da PUC-Campinas, onde também foi realizada a edição (pelo grande Diohny Andrade!). Também usamos uma câmera própria para os shows noturnos e entrevistas em outras cidades, caso do Leptospirose. Captamos aproximadamente 10 horas de material bruto que foi posteriormente (e dolorosamente) decupado para depois montarmos o roteiro. A edição foi feita ao longo de 28 horas, em duas semanas.

Para vocês, quais bandas independentes se destacam hoje na cidade?

Pode até parecer “puxa-saquísmo” (já que a maioria foi usada no doc), mas não podemos deixar de citar o Leptospirose, Drákula, AQUëLES, The Violentures e Thriven. Eu (Talita) sou meio saudosista em relação às bandas de Campinas. Ouço até hoje Dona HxCélia e Trastrio – quando elas existiam eu sempre dava um jeito de ir aos shows. Com o documentário, conheci mais a fundo o Coice de Mula, que também é sensacional!

Como vocês veem a cena local atualmente em relação a estrutura de shows e festivais?

Se têm uma coisa que pudemos observar ao longo do trabalho de montagem do documentário foi que, em Campinas e arredores, existem muitas bandas independentes produzindo trabalho autoral e de qualidade e que não recebem, talvez, reconhecimento do grande público, devido a falta de uma infraestrutura adequada; não só para a realização de shows, divulgação e distribuição. Falta interesse de produtores culturais e de apoio do público, falta espaço adequado… Existe uma lacuna muito grande e que dificulta o trabalho dessas bandas.

punkroça

Quais são os próximos projetos em vista?

Há a possibilidade de ampliarmos o documentário agora que não temos mais o limite de tempo ditado pela faculdade – conseguimos um muito material interessante e temos vontade de disponibilizar pra galera. Também pretendemos realizar outros projetos na área, tanto musical quanto documental – mas isso ainda são ideias. Vamos tirar umas férias antes de concretizá-las

Espaço para vocês falarem o que quiserem.

Já fizemos isso diversas vezes, mas nunca é o bastante: gostaríamos de agradecer ao pessoal que nos apoiou durante a produção do documentário. Aos entrevistados, colaboradores e pessoas que nos ajudaram a encontrar isso ou aquilo, mas não apareceram na frente da câmera. A você, Zazá, por todo material em vídeo disponibilizado gratuitamente pra gente. Deu um puta trabalho fazer o documentário, mas é gratificante vê-lo pronto e ver que o pessoal gostou!

(Saiba mais sobre “Punk Roça: Música e Conflito no Interior” aqui)

Good Coffee!