“Oficina Cultural Hilda Hilst fechará as portas em abril”

Matéria publicada originalmente no site da RAC no dia 21/03/2015 por Delma Medeiros

A Oficina Cultural Hilda Hilst (OCHH), unidade da Secretaria de Estado da Cultura gerenciada pela organização social (OS) Poiesis – Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura, vai fechar as portas. A entidade, que funciona na Rua Ferreira Penteado, no Centro, será desativada no final de abril e três dos quatro funcionários serão dispensados. Apenas o coordenador, Fábio Luchiari, será mantido e atuará como assessor da Oficina Cultural Carlos Gomes, de Limeira, que se encarregará de gerenciar as atividades da região de Campinas. Oficialmente, a OCHH completa dez anos em 12 de abril, mas efetivamente está em atividade desde 2000, oferecendo oficinas, cursos, palestras e workshops nas áreas de artes cênicas, visuais, comunicação, moda, design, cultura digital, gestão cultural, literatura, marketing, patrimônio cultural e música. De acordo com a Secretaria de Estado da Cultura, o serviço está sendo “reestruturado” e todas as atividades serão mantidas.

OC-Hilda-Hilst_Divulgacao1No total, seis unidades de Oficinas Culturais serão fechadas no Estado pela Poiesis — Campinas, Araçatuba, Araraquara, São João da Boa Vista, Bauru e São Paulo — e absorvidas por outras instituições. “A difusão de atividades para outros municípios das regiões antes atendidas pelas sedes citadas será mantida, no mesmo modelo de parceria com as prefeituras”, afirma a nota oficial da Secretaria. “A OCHH será desativada, mas as programações culturais de Campinas e região serão mantidas por meio de parcerias, gerenciadas pela unidade de Limeira, que contará com a assessoria do atual coordenador da unidade de Campinas”, informou a Poiesis.

“A reestruturação foi definida pela Poiesis, organização social responsável pela gestão do programa Oficinas Culturais, em função da readequação do orçamento estadual, seguindo diretriz de qualificação dos gastos e otimização dos recursos”, informam a Secretaria e a OS. Segundo a nota da Secretaria, “a medida implicará em economia dos valores de aluguel, manutenção e serviços dos prédios desativados, que serão revertidos para a programação cultural”. A Poiesis afirma que todos os projetos artísticos selecionados “seguirão como parte da programação, que tem horizonte trimestral”. Para o 2º trimestre do ano, a OCHH prevê a realização de 17 oficinas, sendo 13 em Campinas e quatro em cidades abrangidas pela unidade.

Apesar da afirmativa de que as atividades não serão prejudicadas, instrutores e participantes das oficinas veem a medida com apreensão. “É uma pena, as oficinas em Campinas sempre têm grande demanda. Estranho Campinas ser absorvida por Limeira, o contrário seria mais razoável. Lamento muito saber disso”, afirma o produtor cultural Reginaldo Menegazzo, que já ministrou várias oficinas de gestão cultural na OCHH, sempre com vagas esgotadas.

“Absurdo, a cidade já tem tão poucos espaços e serviços nesse sentido. É uma perda para quem fornece e para quem quer receber a formação. As oficinas permitem que a população seja protagonista do processo, não faz sentido fechar a unidade e restringir o acesso da população”, diz Estela Tozetti, participante de oficina.

Para o produtor cultural Cabeto Rocker, que iniciou a atividade em Campinas juntamente com o também produtor Marcos Kaloy, a medida é “uma vergonha”. Para ele, como cidade sede da Região Metropolitana (RMC), Campinas tinha de manter a unidade e até ampliar a área de atuação. “O movimento cultural vem perdendo força em Campinas. Sem cultura, Campinas corre o risco de virar uma cidade dormitório. Esta é uma grande perda, uma tristeza.” Em 2014, a Oficina Cultural Hilda Hilst atendeu 1.412 pessoas.

Contrato

O contrato firmado entre a Secretaria de Estado da Cultura e a Poiesis para gerenciamento do programa Oficina Cultural estabelece um repasse de R$ 134 milhões para desenvolvimento das oficinas até 2018. Pelo contrato, para o exercício de 2015, a estimativa de repasse à organização social é de R$ 24 milhões. Já a Poiesis informa que o plano de trabalho ajustado com a Secretaria para 2015 prevê o repasse de R$ 19 milhões, a serem gastos na programação cultural, pessoal e custeio.

Petição

Alguns usuários e apoiadores da Oficina Cultural Hilda Hilst criaram uma petição on line para impedir seu fechamento. Click aqui para assinar a petição em apoio a um dos centros culturais mais importantes dos últimos anos em Campinas/SP.

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Documentário “Viva Viva” é laçando em DVD no Brasil

Viva Viva é um documentário experimental dirigido por Carolina Pfister sobre punks, identidade e a experiência urbana de São Paulo. Em 2013 o filme foi lançado em festivais de cinema nos Estados Unidos e na Cinemateca de São Paulo, além de rodar diversos festivais de cinema pelo Brasil. Foi recentemente lançado em DVD pela produtora do CBGB Music & Film Festival de New York e será distribuído no Brasil pela Ideal Shop. Em Abril começa a ser vendido pela Alternative Tentacles, do lendário vocalista da banda Dead Kennedys, Jello Biafra, além da Amazon Estados Unidos, onde já pode ser assistido via streaming.

dvdcover_viva_vivaCom trilha sonora que conta com Objeto Amarelo, do artista Carlos Issa, e Retórica, do músico Ian Dolabella, Viva Viva é um recorte singular da filosofia punk, “e um retrato dessa cidade que amo e odeio e que tanto me inspirou” diz a diretora. O documentário revisita cenas do filme “Punks” de 1983 (Sarah Yakni e Alberto Gieco) traçando um paralelo entre as realidades não tão distintas dos punks de hoje.

Viva Viva traz uma nova perspectiva sobre o movimento mais de três décadas depois, através de personagens conhecidos e desconhecidos no cenário punk de São Paulo, e bandas como Ratos de Porão, Inocentes, Dominatrix, Cólera, I Shot Cyrus entre muitas outras.

O documentário

Viva Viva foi filmado pela diretora Carolina Pfister entre os anos de 2003 e 2005, com cinematografia adicional de Pierre de Kerchove e assistência de produção de Pedro Carvalho, Kel Figueiredo e Richard Pfister.

Depois das fitas quase se perderem com o furacão Katrina, quando morava em New Orleans, e em um incêndio florestal na Califórnia, seis anos se passaram antes que a diretora finalizasse o projeto. Turbulento do começo ao fim.

Como não poderia deixar de ser, Viva Viva é um testamento “DIY”, o faça-você-mesmo, que começou como sub cultura através do punk nos anos 1970. Primeiro, como método de organizar seus próprios shows e, mais tarde, como a autossuficiência de se completar qualquer projeto por si só. A ética DIY é a essência da ideologia punk, e como movimento de periferia que começou durante a ditadura, “o punk brasileiro é o faça-você-mesmo em sua expressão mais criativa” afirma a diretora, “uma filosofia que ainda influencia minha vida e produção.”


A diretora

Carolina Pfister, hoje radicada em Portland (EUA), deixou o Brasil para um mestrado em cinema experimental logo antes do ataque terrorista de 2001. Em meio a uma onda xenofóbica e um clima incerto, a diretora percebeu um desconhecimento em relação a experiência urbana além das fronteiras do “primeiro mundo”, e uma expectativa folclórica sobre sua produção artística como sul-americana.

Para fornecer um contraponto a uma perspectiva, que achava distorcida e limitada, Carolina buscou um retrato urbano sobre outra brasilidade, mas nem por isso menos autêntica. Em um país conhecido por uma tradição musical fora do rock, o punk trouxe uma expressão catártica mais próxima às realidades urbanas.

Conheça duas gerações que moldam uma cultural global dissidente e criam a trilha do caos urbano. Sob o concreto de São Paulo, os punks nos convidam a abrir os olhos. Viva Viva!

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Nova Odessa promove 1º Festival Grito Rock

Texto: Talita Bristotti.

A cidade de Nova Odessa, na região de Campinas/SP, participa pela primeira vez do circuito oficial do Grito Rock. O festival será promovido no dia 12 de abril, de forma gratuita, na Praça José Gazzeta, na região central da cidade, a partir das 9h. A organização fica por conta do Folclore, projeto de fotografia de Robson Afonso.

grito rockSerão 12 horas de festival e a programação, que contempla música, arte, dança, teatro e fotografia, ainda está sendo definida pela organização. “Não existe evento que dê qualquer visibilidade aos artistas autorais de Nova Odessa. Desde que me lembro, a cidade é muito carente na área da cultura”, avalia Robson. “O Grito Rock é um evento com grandes dimensões e queremos fazer a cidade entrar neste circuito também, além de fomentar a cultura de Nova Odessa”, disse Robson.

Na parte musical, segundo a organização, estão confirmados grupos como Vitex, Roots Favela, Hurry up, Noarf, Ragar, La Makina, Espiral 8 e Eletro Doméstico e também shows acústicos do Meu Ano Fantasma, Bruno Menega e Caravana Delas.

O Folclore

O Folcore é um projeto pessoal de fotografia de Robson Afonso, que tem como objetivo principal mostrar a cena underground da região de Campinas. O projeto faz parte de uma rede de colaboradores de um selo chamado Gabiru Records, que visam criar uma rede de ajuda coletiva e de fomentação do rock autoral.

Para maiores informações sobre o 1º Grito Rock de Nova Odessa click aqui.

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Francisco el Hombre apresenta “La Pachanga!”

A banda Fransisco el Hombre, formada por Sebastián Piracés-Ugarte (voz, violão e percussão) Mateo Piracés-Ugarte (voz e violão) Andrei Martinez Kozyreff (guitarra) Juliana Strassacapa (voz e percussão) e Rafael Gomes (baixo), disponibilizou no último domingo (15/03) o videoclipe da música “La Pachanga!”.

O vídeo com direção e roteiro de Raphael Pamplona, contou ainda com fotografia de Marco Antonio Ferreira e produção de Paulo Vicente e Vivi Neves. Confira!

francisco el hombre

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Ratos de Porão lança videoclipe de “Prenúncio de Treta”

A banda Ratos de Porão lançou no último dia 15/03 o videoclipe da música “Prenúncio de Treta”, presente em recente disco “Século Sinistro”. O vídeo produzido pela Pier 66 Films e filmado no Centro Cultural Zapata, contou com direção e fotografia de Plínio Scambora e roteiro de João Gordo. Confira aqui o resultado!

ratos de porão

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Os Muzzarelas comemoram 24 anos de banda em São Paulo e Campinas

Neste fim de semana os campineiros da banda Muzzarelas se apresentam em São Paulo/SP e Campinas/SP em dois shows especiais de comemoração de 24 de banda. As apresentações marcam também a estreia do novo baterista, Marcel Ricardo (Drakula, Desenmascarado, Labataria, No Time) assumindo as baquetas do grupo.

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Sábado, 14/03, a festa acontece no Centro Cultural Zapata em São Paulo. O show que está marcado para ter inicio as 22h, conta ainda com a participação das bandas Leptospirose (que também se apresenta no domingo em Campinas/SP) e Presto?.

Saiba mais sobre o evento clicando aqui.

cartazDomingo, 15/03, a guerra de cerveja está marcada para acontecer no Quintal do Gordo, na Vila Industrial de Campinas, a partir da 17h e conta com a participação especial da banda MagueRbeS de Americana/SP.

Saiba mais sobre o evento clicando aqui.

cartazGood Coffee!

Sábado acontece a primeira edição do Circuito Mercado Las Cosas

Sábado, 07/03, acontece em Campinas/SP  a primeira edição do Circuito Mercado Las Cosas, idealizado pelas produtoras Millena Carlström e Desiree Franco. O evento irá apresentar novos estilistas, de moda feminina, masculina e infantil ao lado de brechós, antiguidades, discos de vinil, livros da contracultura, drinks e comidas. O mercado, tem por objetivo unir os amantes de artes, moda, música, gastronomia e cultura da cidade de Campinas e região. As edições acontecerão aos sábados, na loja Artistas do Mundo e farão conexão com as loja Dixie e disORder, todas localizadas na Rua General Osório, fazendo assim, o “Circuito Mercado Las Cosas”.

mercadoA escolha do bairro do Cambuí também não se deu de maneira aleatória. Segundo uma das organizadoras Milena Carlström o bairro guarda uma tradição em relação às feiras populares, como é o caso da Feira Hippie que acontece no Centro de Convivência Cultural.

A programação conta ainda com uma seleção musical especialmente escolhida pelas curadoras do evento, além da apresentação da banda Kosmica e dos guitarristas Beso e Guilherme Maglio.

Serviço:
Estreia dia 7 de março, sábado
Horário das 10:00 as 16:00 horas
Endereço: Rua General Osório, 1613,1565 e 1566
Entrada- FreeParte inferior do formulário

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Lo-Fi lança videoclipe de “Ingrata” (Ela é Meu Protetor de Tela)

A banda Lo-Fi, de São José dos Campos/SP, disponibilizou essa semana via YouTube o videoclipe da música “Ingrata” (Ela é Meu Protetor de Tela), produzido por Santi Weird e com a atuação de Rogério Aguiar (vocalista e baixista da banda) e Shirley Fiorentino.

A música, que faz parte do disco “Love Songs Vol.1”, foi mixada por Chuck Hipolitho (Vespas Mandarinas) e lançada pelo selo Lajä Records no ano de 2014. Confira abaixo!

lo fi

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